Mar Negro |
Mar Negro pode ficar vermelho
Catástrofe ambiental // Mistura de metais pesados inundou 40 quilômetros da Hungria e corre o risco de poluir as águas do Danúbio
Os demais países também estão se prevenindo contra uma possível contaminação. A Croácia decretou estado de vigilância e mantém contato permanente com os serviços húngaros. Na Romênia, a Administração Nacional de Águas está analisando a cada três horas a concentração de metais pesados no Danúbio.
O barro vermelho que inundou 40 quilômetros do sudoeste da Hungria com metais pesados altamente poluentes pode representar um grave risco para a saúde humana se forem inalados os restos de pó que ficarem ao fim do processo de secagem. Enquanto as autoridades atuam para evitar que os resíduos tóxicos cheguem ao curso do rio Danúbio, nas localidades afetadas o objetivo atual é retirar o barro o mais rápido possível, já que, quando este secar, pode ser formado pó cancerígeno.
Grigori Marchenko, do ministério ucraniano de Situações de Emergência, destacou que mesmo com a grande distância entre a zona afetada e o território de seu país, há um grupo acompanhando a situação. Na terça-feira, o porta-voz da União Europeia, Joe Hennon, havia ressaltado que o bloco vai ajudar caso o impacto do vazamento tome maiores proporções. O Rio Danúbio desemboca no Mar Negro, em um delta que vai da Romênia à Ucrânia. O ministro do Meio Ambiente húngaro, Zoltan Illés, estima que o trabalho de limpeza apenas das áreas já afetadas demore no mínimo um ano.Acidente - O acidente de segunda-feira ocorreu após os muros do depósito de resíduos da Companhia Húngara de Produção e Comércio de Alumínio (MAL) cederem na cidade de Ajka, 165km a oeste de Budapeste. Com isso, 1,1 milhão de metros cúbicos de lama vermelha misturada com água foram espalhados em sete cidades próximas, o que fez o governo decretar estado de emergência em três estados. A organização ecológica Greenpeace analisou amostras do líquido e identificou a presença de chumbo, cromo e arsênico, que são altamente tóxicos. A concentração de cada uma dessas substâncias não foi determinada. A MAL classificou o vazamento de "catástrofe meteorológica", pois atribuiu a ruptura dos reservatórios às chuvas intensas
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