terça-feira, 19 de julho de 2011

Tall Ships Lisbon 2012

Veleiros: Associação procura jovens portugueses para serem tripulantes numa regata de verão

Uma associação portuguesa está a preparar uma regata de grandes veleiros, que irá atracar em Lisboa no próximo verão. As inscrições estão abertas e o único requisito para pertencer à tripulação é ser-se jovem.

Em julho de 2012, Lisboa vai ser um dos portos de uma regata internacional de grandes veleiros, que chegam à cidade graças ao trabalho diário de uma tripulação composta maioritariamente por jovens. Entre eles, estarão inexperientes “marinheiros” portugueses.

A associação sem fins lucrativos - que promoveu a recuperação do Creola, construiu as caravelas “Bartolomeu Dias”, “Boa Esperança” e “Vera Cruz” - abriu agora as inscrições para os jovens que queiram participar na aventura marítima.
“Qualquer jovem entre os 15 e os 25 anos pode embarcar, não precisa de ter experiência nem sequer de alguma vez ter posto os pés num barco”, contou à Lusa Marta Lobato, da Associação Portuguesa de Treino de Vela (APORVELA).



A principal missão da iniciativa é promover o treino de vela e mar junto dos jovens, oferecendo aos mais novos a oportunidade de fazer parte da tripulação de um grande veleiro.
A viagem começa no início de julho em França e termina em Dublin, um mês depois. A regata atracará em Lisboa a 19 de julho de 2012. No dia 22, os veleiros içam as velas e navegam rumo a Cadiz.

“A competição tem início em Saint Malo, em França, prosseguindo para Lisboa, Cádiz, Corunha e, por fim, Dublin. Os jovens podem fazer toda a viagem ou escolher apenas uma das etapas”, explicou Marta Lobato.
No mar, não existe dia ou noite para a tripulação. A equipa, organizada em turnos, trabalha incansavelmente para fazer o barco chegar a bom porto.

“Cada jovem, quando embarca, passa a fazer parte da tripulação: tem a responsabilidade de cozinhar, fazer a navegação, ir ao leme, fazer os quartos à noite e até lavar casas-de-banho. Fazem tudo o que é preciso para garantir que o barco chega ao próximo porto, o que é muito gratificante a nível pessoal e de responsabilidade”, exemplificou.


A organização promete que, em noites calmas, os jovens tripulantes podem mesmo ficar responsáveis pelo leme.
“The Tall Ships Races” são regatas organizadas todos os anos pela Sail Training International, que exige que pelo menos metade da tripulação seja jovem e que a bordo dos veleiros se fale várias línguas.
A última vez que Lisboa fez parte desta regata foi em 2006, ano em que recebeu 86 grandes veleiros, 6.237 tripulantes de 49 países. Entre eles, quatro mil eram jovens com menos de 26 anos.

Este ano, as inscrições para a participação dos grandes veleiros ainda estão a decorrer, mas Marta Lobato aponta para a presença de 80 embarcações.

Por:Correio do Minho

domingo, 17 de julho de 2011

O Rio e Alburrica


O Rio e Alburrica

Um belo, Trabalho realizado por BarreiroWeb,

Link para o video _barreiroweb.com/images/rio

Link site barreirowebhttp://barreiroweb.com/bweb/


Santuário para Baleias no Atlântico

Países da América do Sul querem formar um Santuário para Baleias no Oceano Atlântico


Criar um vasto santuário no Atlântico Sul onde as baleias possam viver sem medo de arpões, mesmo se a moratória à sua caça for levantada, é o objectivo dos países sul-americanos. Está a decorrer em Jersey a reunião anual da Comissão Baleeira Internacional.
“A lógica de um santuário é reforçar a moratória. Se um dia for levantada, teremos vastas regiões dos oceanos fechadas à caça comercial”, explica Vincent Ridoux, membro do comité científico da Comissão Baleeira Internacional (CBI).

Durante a reunião anual da comissão, até amanhã em Jersey, o Brasil e a Argentina apresentaram um projecto para criar um santuário para o Atlântico Sul, que se iria juntar aos dois grandes santuários já existentes: no oceano Índico (desde 1979) e no oceano Austral (1994).

Porém, o projecto não tem grandes hipóteses de ser adoptado este ano porque “faz parte das iniciativas a que o Japão se opõe, sistematicamente”, salienta Ridoux, membro da delegação francesa em Jersey.

Todos os anos, o Japão continua a caçar baleias no santuário do oceano Austral, alegando fins científicos. Para a próxima época, ainda não se sabia se Tóquio iria manter a caça por falta de dinheiro e pelos protestos ambientalistas. Mas hoje, a BBC noticia que o Japão vai mesmo continuar a caçar nas águas da Antárctida. Na reunião da CBI, Joji Morishita, da delegação japonesa, anunciou que o plano é voltar ao oceano austral. “Estamos agora a debater como vamos enviar de volta a nossa frota para o oceano austral”, disse Morishita, da Agência de Pescas japonesa.

A organização ambientalista Sea Shepherd também já garantiu que vai voltar à Antárctida, para dificultar a vida à frota do Japão.
Willie McKenzie, activista britânico da Greenpeace, considera que a criação de um novo santuário no Atlântico Sul – cujos limites iriam do Equador à fronteira do oceano Austral – permitiria proteger mais eficazmente as baleias nas suas migrações de milhares de quilómetros.

“A baleia de bossa, por exemplo, passa a época de reprodução nas águas quentes e depois passa a época de alimentação nas águas frias, o que significa que o santuário do oceano Austral não chega para esta espécie”, explicou. “Ao criar um santuário maior, estaremos a proteger todo o ciclo de vida da baleia.”

Um santuário no Atlântico Sul iria beneficiar, pelo menos, sete espécies, entre elas a baleia azul e a baleia de bossa, segundo o biólogo costa-riquenho Javier Rodriguez, fundador da Fundação Promar.

Além da conservação das baleias, “o objectivo dos países sul-americanos, apoiados pela África do Sul, é desenvolver uma actividade turística junto de uma população de baleias saudável”, através do whalewatching, lembra Vincent Ridoux.

Por: AFP:Publico

terça-feira, 12 de julho de 2011

Golfinhos no Tejo

Grupo de Golfinhos avistado no Estuário do Tejo  

O conjunto de 8 animais foi visto no sábado de manhã desde uma embarcação de recreio em frente a Caxias, tendo-se a certa altura aproximado e nadado junto à proa do veleiro que se deslocava com o motor ligado.



Foi avistado no passado sábado um grupo de golfinhos-comuns, Delphinus delphis, no Estuário do Tejo. O conjunto de 8 animais foi visto ao longe às 09h05 pelos passageiros da embarcação Zavia, dirigida pelo skipper Vítor Novais Gonçalves, tendo-se aproximado do veleiro e nadado junto à proa enquanto o barco se deslocava com o motor ligado, em frente a Caxias.
O golfinho-comum é uma espécie oceânica com uma ampla distribuição mundial que inclui as zonas de águas temperadas e tropicais do oceano Atlântico. No Mar Negro a espécie pode ser encontrada tanto em mar alto como perto da costa, que frequenta durante associações sazonais ou quando se alimenta de pequenos peixes de águas pouco profundas como as anchovas.

Não se trata da primeira vez que esta espécie é observada no Tejo, havendo vários registos em vídeo no YouTube que o comprovam. Em Fevereiro de 2010 a espécie foi inclusive avistada mais para Norte, perto de Vila Franca de Xira, onde surpreendeu os pescadores.
Outra espécie que também tem sido vista nos últimos anos por quem viaja de barco no Tejo é o roaz-corvineiro, Tursiops truncatus, que terá sido comum entre 1940-1960, altura, em que, possivelmente terá havido uma população residente, à semelhança do que acontece actualmente no Sado, embora tal não seja consensual.
A observação de golfinhos no Tejo depois de um período de longos anos de ausência tem sido associada a uma melhoria da qualidade da água, que resultaria não só do encerramento ou deslocalização de fábricas como a Lisnave, mas também da entrada em funcionamento de várias Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), a mais recente das quais - a de Alcântara -  foi inaugurada no passado dia 22 de Janeiro.

Veja um registo em vídeo   http://www.youtube.com/watch?v=FOthBSNMfbc 

Filipa Alves - 11-07-11

domingo, 10 de julho de 2011

Aporvela de volta ao Mar no “Creoula”

A Aporvela volta a efectuar uma viagem no “Creoula” no âmbito do programa “Jovens e o Mar” que todos os anos faz embarcar dezenas de jovens portugueses numa aventura inesquecível em grandes veleiros, tanto em Portugal como no estrangeiro. De 3 a 6 de Setembro, mesmo antes do início das aulas, os aspirantes a velejadores vão poder aprender tudo sobre o que é estar no Mar: ver cartas náuticas, estar ao leme, lavar o convés, ajudar a preparar as refeições, fazer turnos, ver o nascer do sol no Mar, aprender a fazer nós e a trabalhar em equipa. E vão fazê-lo num dos mais belos e grandes veleiros do mundo, um autêntico repositório da tradição marítima portuguesa.


O “Creoula” é um lugre de quatro mastros e 67 metros de comprimento com capacidade para 51 instruendos. O treino de mar é assegurado pela guarnição da Marinha Portuguesa, propositadamente reduzida para que os jovens participem nas manobras e tarefas. A bordo segue ainda uma equipa de monitores da Aporvela que vão organizar os turnos, promover a animação geral da tripulação e fazer workshops temáticos ligados ao Mar.
Esta viagem é organizada para prosseguir os seus objectivos e para promover a regata The Tall Ships Races Lisbon 2012, o maior evento náutico do ano em Portugal, que trará a Lisboa cerca de cem grandes veleiros como o “Creoula” e a “Sagres”, milhares de jovens tripulantes e muita animação no porto de Lisboa.
Contactos importantes:
As reservas de lugares e pedidos de informação devem ser feitas para a Aporvela: geral@aporvela.pt ou 934081112.

Por:Nautica Press

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Minérios raros no fundo do mar

Japão descobre minérios raros no fundo do mar

 

A geologia já explorou a maior parte dos minerais disponíveis na superfície terrestre, mas um recente estudo mostra que ainda há uma área com muito potencial a explorar: o fundo dos oceanos. Cientistas japoneses estimam que existam mais de 100 bilhões de toneladas de minérios no fundo do mar, alguns dos quais raros e com aplicações essenciais na tecnologia.
A descoberta aconteceu em mares próximos ao Havaí e à ilha de Taiti, no Oceano Pacífico. Os materiais foram encontrados por geólogos da Universidade de Tóquio, que acharam minérios em 78 lugares diferentes do relevo oceânico. Estes lugares ficam entre 3.500 metros a 6.000 metros abaixo da superfície do mar, em uma profundidade que os oceanógrafos chamam de “zona abissal”. O próximo desafio dos cientistas é verificar se a maioria desse minério disponível seria apta à exploração e ao comércio.
Os números impressionam: segundo os cientistas japoneses, com apenas um quilômetro quadrado de depósitos desses minérios raros vindos do oceano seria possível suprir um quinto de todo o consumo anual. O país que mais produz minerais raros, atualmente, é a China, com incríveis 97% do total mundial.
Enquanto apenas essa área descoberta no fundo do mar tem potencial para possuir de 80 a 100 bilhões de toneladas de minérios raros, todas as reservas terrestres juntas somam apenas 110 bilhões de toneladas. Com as novas fontes marinhas, a expectativa é grande. O principal metal raro que se espera encontrar é o ítrio, que tem uma ampla gama de utilidades. É aplicado desde a fabricação de granadas até filtros de micro-ondas, passando por receptores de televisão e catalisadores de outros elementos químicos.
Nem tudo, no entanto, são rosas. Os ambientalistas alertam para os perigos da exploração excessiva do fundo do mar, que pode agredir o ecossistema se for feita de maneira desmedida. Além disso, a área que os japoneses pretendem explorar está sob disputa territorial com a China. Coincidentemente ou não, os chineses são os maiores produtores de minérios atualmente. Países asiáticos menores, como a Malásia, também vislumbram crescimento a partir desse setor.    [BBC]

Por Stephanie D’Ornelas

terça-feira, 5 de julho de 2011

Nuestra Señora de Atocha

Mergulhadores da Flórida encontram novo tesouro em naufrágio

 

Mergulhadores em Florida Keys recuperaram um grande anel de esmeralda e duas colheres de prata que acreditam ser do galeão espanhol Nuestra Señora de Atocha, um naufrágio que já revelou um dos maiores tesouros recuperados do mar.
Funcionários da Mel Fisher''s Treasure, empresa que trabalha na região do naufrágio do navio desde 1969, acreditam que estão próximos de encontrar a última parte perdida do navio. "Nesta área ficavam os clérigos e a elite com os seus itens pessoais", disse Sean Fisher, porta-voz da empresa e neto do seu fundador Mel Fisher.
O Atocha voltava para a Espanha carregado de ouro e prata do novo mundo quando afundou ao ser atingido por um furacão em Key West, em setembro de 1622. Depois de 16 anos de busca, Mel Fisher e a sua equipe encontraram a carga principal do naufrágio em 1985. Eles resgataram mais de 40 toneladas de ouro e prata, além de mais de 100 mil moedas de prata espanholas, junto com esmeraldas colombianas e outros artefatos. A empresa estima o valor em quase 500 milhões de dólares.
Desde então, Sean Fisher disse que a equipe fez outras descobertas em um raio de 16 quilômetros do naufrágio. Após afundar, outros furacões espalharam pedaços do navio. "Estamos indo na direção correta. Como o navio quebrou em dois e ficou sendo carregado por centenas de anos, estamos encontrando coisas aos poucos", disse Fisher.
O anel de ouro com uma grande esmeralda está bem conservado e foi avaliado em 500 mil dólares. Já as colheres e os outros itens estão cobertos por resíduos e deverão ser tratados no laboratório da empresa, então eles não tiveram nenhuma estimativa de valor.
Com uma cópia do registro de carregamento do Atocha, Fischer acha que vai encontrar mais 100 mil moedas, 400 barras de prata e joias pessoais no restante do navio. "Havia muito contrabando, já que o clero e a nobreza não queriam pagar impostos ao rei. Nós esperamos encontrar vários itens que não foram declarados", acrescentou.

Por:Jornal do Brasil

domingo, 26 de junho de 2011

Proas

Lançada, invertida ou recta ?

Para além da Arquitectura , o formato de proa depende acima de tudo , do uso que o Barco terá !

 
Você já reparou como, ultimamente, as proas de alguns veleiros e lanchas passaram a ficar perpendiculares à linha d’água, ou mesmo com a parte inferior mais lançada, em um ângulo invertido? Pois mais do que um simples modismo ou mera tentativa de dar aos barcos um perfil mais agressivo, estas novas e incomuns formas de proa revelam uma tendência, mas — atenção! — isso não quer dizer que você deva colocar isso como ponto básico na hora de escolher o seu próximo barco. Há, afinal, razões técnicas e não apenas estéticas para cada tipo de proa. “Inovações são sempre bem-vindas, desde que adotadas com critério”, adverte Márcio Schaefer, projetista dos barcos da Schaefer Yachts. “O mesmo tipo de proa que melhora o comportamento de um barco na água pode arruinar o desempenho de outro, dependendo do modelo”, diz.

“O mais importante é garantir, em qualquer caso, uma boa reserva de flutuação para o barco”, acrescenta o projetista, que se preocupa principalmente com o conforto a bordo na hora de definir as linhas de uma proa. Como todo navegante tarimbado sabe, o formato da proa deve ser definido ainda na fase do projeto e de acordo apenas com o uso para o qual o modelo se destina. Cada tipo exige um desenho diferente, em função, principalmente, do tipo de nagevação que ele terá. Caso você queira, por exemplo, apenas passear com uma lancha cabinada, com flybridge, acima dos 40 pés, uma proa mais arredondada aumenta consideravelmente o conforto a bordo, uma vez que esse tipo de barco é projetado para navegar em águas costeiras. Já se o objetivo for pescar em mares mais abertos, o melhor é uma proa mais afiada. Antes de escolher o desenho, portanto, é preciso definir o uso que o barco terá. Veja abaixo algumas características de cada formato.


Proa com bulbo
 
Típica proa de cascos deslocantes, como navios e trawlers. Nela, o bulbo fica um pouco abaixo da linha d’água, o que reduz a resistência e, consequentemente, aumenta a velocidade, além de diminuir o consumo de combustível. Esse bulbo, contudo, pouco interfere na capacidade do casco de enfrentar mares agitados.




Multicascos com proas wave-piercing

Como o nome indica (“wave-piercing” quer dizer algo como “furar a onda”), este tipo de casco faz com que a proa mergulhe nas vagas, tal qual as proas invertidas. Os barcos que utilizam esse conceito geralmente são trimarãs, cujos cascos laterais são mais esguios, enquanto o central é bem volumoso e, quase sempre, fica fora d’água.



Proa lançada em V
 
É a típica proa das lanchas de lazer, usada também em alguns navios. Seu formato, em V, ajuda a amortecer o impacto das ondas. Com o barco planando, o bico lançado diminui a resistência à água. Em caso de mar agitado, esta característica também evita que o casco mergulhe nas ondas.







Proa lançada para veleiros
 
Típico dos barcos a vela mais antigos, este formato já caiu em desuso. A grande inclinação na proa garante bom desempenho em mar aberto, mas diminui o comprimento de linha d’água e limita o espaço na cabine de proa.

Proa lançada em V, com flare
 
Variação da proa lançada em V, é mais usada em lanchas de pesca em alto-mar. Debaixo d’água, o V do casco é bem acentuado, mas na parte superior assume uma curva lateral invertida, ou seja, abaulada para fora, para direcionar a água de volta ao mar, mantendo o barco mais seco. Em virtude do grande volume de casco acima da linha d’água, o barco dificilmente mergulha em ondas maiores.







Proa recta ou pouco lançada
 
Formato da proa das lanchas mais antigas e, curiosamente, também de algumas ultramodernas, como as dos estaleiros Wally e Zonda. Inspiradas nos veleiros da classe IMS, estas proas deixam o casco mais veloz, mas levam o barco a mergulhar em alta velocidade, pois não têm muito volume.





Proa invertida
 
É desenhada para furar a onda, em vez de escalá-la, o que resulta em um navegar mais suave, porém molhado. É usada em alguns barcos militares e em raros barcos de cruzeiro. Um casco com esta proa exige que a área habitável do cockpit seja localizada o mais próximo possível da popa, já que a parte da frente é lavada constantemente.






Por: Sergio Rossi  / Revista Nautica

Barcos à vela

Os Barcos à Vela

Os barcos foram inventados há cerca de 5000 anos, com o objectivo de transportar pessoas e mercadorias a locais longínquos. Primeiro, surgiu o barco à vela que recorria à força do vento para se locomover. A partir daqui a procura e construção de melhores modelos nunca mais parou.


Para além do desenvolvimento técnico das embarcações, também os marinheiros foram melhorando a sua capacidade de reconhecerem as direcções do vento, e, assim, organizarem o melhor trajecto a adoptar para chegarem ao destino. E assim surgiu a Rosa dos Ventos.

Na época dos descobrimentos a navegação era feita pela observação das estrelas. A única dificuldade é que não era possível navegar contra o vento, por isso tiveram que desenvolver outra capacidade: o conhecimento das correntes marítimas. O certo é que foram os barcos que permitiram descobrir novos povos, culturas e realidades.

Hoje, já há barcos de todas as maneiras, feitios e para os mais diversos fins: transporte de mercadorias, para diversão (cruzeiros) e até para habitação. Inclusivamente, os barcos à vela actuais têm a vantagem de terem um motor agregado. Este só é accionado quando não há correntes de ar ou quando é necessário fazer manobras específicas, em que se tem de domar o vento. Quando o vento é muito forte, tem de se procurar a posição adequada da vela para traçar os movimentos em zigue zague e seguir em frente.

Também, actualmente, estes barcos destinam-sea ao lazer ou ao desporto de competição. Os Monotipos servem para competição com iates. Já os Laser e os Catamarãs são perfeitos para passeios relaxantes no mar. Os veleiros de oceano são barcos maiores e mais potentes, porque destinam-se a transportar uma tripulação em alto mar .

Por:Solange Sousa Mendes


domingo, 19 de junho de 2011

Oceano Atlântico - estudo geológico

Fim do Oceano Atlântico já começou

Estudo foi liderado por investigador português

 

Daqui por 50 a cem milhões de anos, o oceano Atlântico deverá desaparecer. No entanto, tal como todos os fenómenos geológicos, este também demorará a acontecer. O estudo tem participação russa e é liderado pelo geólogo português Fernando Marques, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Se olharmos para a posição dos continentes não parece sugerir nada que se assemelhe ao desaparecimento dessa massa de água salgada. A novidade do estudo consiste na análise matemática de dados sobre a espessura da placa em várias regiões do Atlântico, tanto do norte como do sul.


Os resultados sugerem que a região mais provável para o início do surgimento dessa zona de subducção – é uma área de convergência de placas tectónicas, onde uma das placas desliza para debaixo da outra – é o Sudeste do Brasil. Segundo os investigadores, “existem sinais de que já aconteceu, mas faltam medidas, e tem alguns dados que poderiam ser interpretados como início de afundamento”. Entretanto, o estudo já foi submetido a um periódico científico de alto impacto.

O grande evento geológico sofrerá um processo muito lento, que demora milhões de anos. Afinal, desde a última grande deriva continental, iniciada há 250 milhões de anos, a América do Sul e a África já se têm afastado e o processo segue em andamento.

Com a abertura crescente do Atlântico, a chamada placa Sul-Americana tenderá a ficar mais esticada, mais fria e, por consequência, mais pesada. Ao peso, acresce o fluxo de material que vem do continente e é levado pelos rios até o mar.

A fragilização da placa somada ao peso adicional fará com que ela afunde e comece a deslizar por baixo da placa Africana. E, assim, aparece uma nova zona de subducção.

Por:Ciência Hoje

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Eclipse total da Lua


Eclipse total da Lua a 15 de Junho



No próximo dia 15 de Junho irá ocorrer um eclipse total da Lua observável em Portugal. Durante os próximos três anos este é o último eclipse lunar no qual uma boa parte da fase da totalidade será visível no nosso país.
O próximo eclipse total da Lua integralmente visível em Portugal só se repetirá a 28 de Setembro de 2015.
O Núcleo Interactivo de Astronomia (NUCLIO) vai promover uma observação pública no Centro de Interpretação Ambiental da Pedra do Sal em São Pedro do Estoril (Cascais), acompanhando o eclipse com telescópios e outros instrumentos.
Às 20:00 horas o evento começa com uma pequena apresentação sobre o que irá acontecer e sugestões de como registar as fases do eclipse com câmaras fotográficas.
A fase de totalidade observável demora aproximadamente uma hora. O último contacto da Lua com a penumbra irá demorar até à meia-noite.
A Lua cheia irá nascer já completamente mergulhada na parte central da sombra da Terra pouco antes das 21:00 horas.

Devido à refracção da luz na nossa atmosfera, uma parte dos raios solares misturam-se com a sombra da Terra, conferindo um toque de cor peculiar à Lua eclipsada. Esta cor pode variar do mero cinzento sujo, passando por tonalidades de castanho até vermelho vivo ou cor de laranja.
A cor da Lua é imprevisível, uma vez que pode alterar-se ao longo do evento e depende principalmente da cobertura de nuvens em torno do globo terrestre e das partículas de poeiras e matéria orgânica suspensas na atmosfera. Erupções vulcânicas recentes, tempestades de areia nos desertos e outras calamidades meteorológicas ou geológicas contribuem consideravelmente para a transparência da atmosfera e da cor que o eclipse lunar irá mostrar.

Horário do eclipse 15.6.2011 (hora de Verão Portugal continental)

Por: Diário Digital

quarta-feira, 8 de junho de 2011

"O Mundo que eu vi" - Genuíno Madruga


Apresentação do Livro: “O Mundo Que Eu Vi”, de GENUÍNO MADRUGA


Genuíno Madruga, é para o mundo açoriano um ícone da navegação moderna por sua determinação e coragem na grande aventura de enfrentar os mares e levar desfraldada a bandeira dos Açores e de Portugal por terras de distantes geografias.
É o décimo velejador mundial, e o primeiro português, a dar a volta ao mundo em solitário, dobrando o Cabo Horn do Atlântico para o Pacífico, numa viagem com a duração de cerca de dois anos.
Por onde passou foi recebido com grande respeito e admiração ao destemido Homem do Mar e uma reverência a Portugal a nação que no passado traçou os caminhos do mar conquistando e desbravando mundos.






O livro "O Mundo que eu vi", publicado pela editora Ver Açor, foi lançado  oficialmente ao público no dia 20 de maio na cosmopolita cidade da Horta(Faial),no Peter -Sport Café. A apresentação do auto rfoi feita pelo Dr. Fernando Menezes estando a apresentação do livro a cargo do Dr. Luís Prieto. E no dia 31 de maio nas Portas do Mar, em Ponta Delgada,Ilha de São Miguel com apresentação de Sidónio Bettencourt.
 Em sequência será feito o seu lançamento em todas as Ilhas dos Açores, no Museu da Marinha, em Lisboa, e também nos EUA, Canadá e no Brasil.
O Blog Comunidades parabeniza o navegador Genuíno Madruga pela saída do seu livro "O Mundo que eu vi" que com certeza enriquece a produção cultural açoriana.


Por: Lélia Pereira Nunes
        Irene Maria Ferreira Blayer

Dia Mundial dos Oceanos


Hoje comemora-se o Dia Mundial dos Oceanos

 

Em 2008, as Nações Unidas declararam o dia 8 de Junho como Dia Mundial dos Oceanos. Esta celebração anual tem como objectivo alertar a população mundial para a importância dos oceanos e para a sua protecção.

Os oceanos são responsáveis pelo controlo do clima e pelo fornecimento de 70% do oxigénio que respiramos. São uma fonte de alimentos, medicamentos, recursos minerais e de energia. Desempenham um papel fundamental no equilíbrio ecológico do planeta e influenciaram ao longo da história a vida e cultura do Homem.
Na Conferência do Rio, que ocorreu em 1992 no Rio de Janeiro, foi escolhido o dia 8 de Junho para a celebração anual dos oceanos. Em 2008, a Assembleia Geral das Nações Unidas designou o dia 8 de Junho como Dia Mundial dos Oceanos.
Este ano, Ban Ki-moon , secretário-geral da ONU deixa a mensagem: “O Dia Mundial dos Oceanos é uma oportunidade para reflectir a importância dos oceanos no desenvolvimento sustentável da humanidade. É também um período para reconhecer os vários desafios relacionados com os oceanos.”
Para celebrar esta data será inaugurada hoje, na escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, a exposição de fotografia “Um Regresso ao Futuro”. Esta exposição está inserida na Semana Europeia do Peixe de 2011. Pretende dar a conhecer a evolução das pescas nos mares europeus, no momento em que se encontra em debate a reforma da Política Comum das Pescas.

Isabel Palma (08-06-11)

domingo, 5 de junho de 2011

Izabel Pimentel / Velejadora

Velejadora passa um mês em alto-mar sem falar com ninguém

 

Izabel Pimentel é a primeira mulher Brasileira a atravessar, sozinha, três vezes, o Oceano Atlântico. 

 

 

A velejadora Izabel Pimentel é uma mato-grossense que há 20 anos decidiu que dominaria mares, do Brasil e de muito longe.
No dia a dia, todos nós temos a capacidade de entrar e sair do estado de solidão. A ciência já comprovou que o "se sentir sozinho", em vários momentos, significa simplesmente ter uma vida saudável. Precisar de tempo para si mesmo e saber a hora exata de se isolar é sabedoria que fortalece o equilíbrio.
Izabel é a primeira mulher brasileira a atravessar, sozinha, três vezes, o Oceano Atlântico. Os jornais da França acompanharam a aventura de Izabel. “O mar é a estrada, o caminho que eu escolhi”, declara a velejadora. Ela escolheu essas águas e sempre sozinha.
Quando esse isolamento exige enfrentar mar aberto por semanas seguidas, em um barco bem pequeno, que tamanho tem essa necessidade de se sentir longe de todos? “Cada um tem uma história, tem uma porção de vida. Eu me sinto bem. Eu já vivi coisas que todo mundo sonha em acontecer”, comenta Izabel.
O entusiasmo dela confirma. Às vésperas de mais uma empreitada, mais uma travessia de oceano, Izabel se prepara como se fosse a primeira vez, faz vistoria rigorosa no veleiro e estoca comidas. “São comidas prontas. São desidratadas. Então, basta colocar água, dois ou cinco minutos, e você já tem uma comida pronta”, revela.


E chega o dia. Na Baia de Guanabara, no Rio de Janeiro, em meio a tantas embarcações grandes, lá estão Izabel e o Petit Bateau, o pequeno único e fiel companheiro para mais uma temporada, de mar aberto, de calmarias e de tempestades até o Caribe.
Pela primeira vez, um intruso fará companhia oculta a Izabel: a câmera do Globo Repórter. Até Salvador, ela fez vários relatos no diário de bordo. Ela tem vigilância implacável, porque a qualquer momento o perigo pode mostrar a cara.
Reza a lenda que velejador solitário dorme só com um olho. O outro fica atento. O despertador é uma parceira e tanto. “Marco o tempo, vou descansar e ele me acorda. Graças a isso aqui, é que eu não durmo, consigo fazer os turnos durante a noite”, declara Izabel.
A vigília é para evitar imprevistos e perigos. Durante a noite, o sono é rápido. De 15 em 15 minutos, ela desperta. “Estava muito cansada e acabei não acordando com o despertador. Quando eu olhei, o navio estava em cima, a 5 ou 10 metros. A reação que eu tive foi de me jogar na água, porque não tinha como. Eu estava presa no cinto. A onda veio e empurrou eu e o barco. E o barco saiu da situação de perigo”, lembra.
No pouco espaço dentro do barco, tudo tem que estar à mão: a água do banho, alimentos e os primeiros socorros. “Eu tenho controle. O médico indica tudo o que eu preciso fazer. Eu tenho a bordo tudo: antibiótico, antiinflamatório. Tenho remédios para dores fortes e leves”, diz Izabel.
Com bons ventos ou com a falta de ventos, segue a velejadora. Será que o tempo custa a passar no meio a tanto silêncio? Em uma das travessias do Atlântico, ela chegou a ficar mais de um mês sem falar com alguém em terra. No diário de bordo do Globo Repórter, Izabel comenta: “Aproveitei e terminei um livro. Peguei outro para ler. E a gente vai levando a nossa vidinha aqui no nosso Petit Bateau”.
Para Izabel, solidão e mar é uma combinação perfeita que harmoniza corpo e alma. “De repente, você está sozinha literalmente. Mas aí eu descubro que o tempo todo eu não estou sozinha, porque eu tenho um personagem que está ali junto, o protagonista da história, que é o meu barco”, declara a velejadora.

Por:Globo/Beatriz Thielmann

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Regata Raça Lusitana / 10 de Junho

        
                                                                               Link___Confiquatro-Escola Nautica

domingo, 29 de maio de 2011

Brad Van Liew / Velux 5 Oceans

Velux 5 Oceans 2010-2011 título foi para Brad Van Liew

Velux 5 Oceans 2010-2011 título foi para Brad Van Liew, o capitão norte-americano que já entrou para os livros de registro, vencendo cada etapa do desafio para o segundo tempo.

O capitão de 43 anos, americano tornou-se o marinheiro único na história de 29 anos da corrida de limpar varrer duas corridas. Com a primeira varredura estar na corrida 2002-03, ele é agora o primeiro americano a solo de corrida ao redor do mundo por três vezes.

Ao completar seu terceiro Brad circum histórica já ultrapassou o recorde anterior estabelecido por seu mentor Mike Plant. Tendo tomado parte na edição 1986 da corrida, então conhecida como a BOC Challenge, e depois da inauguração Vendée Globe, em 1989, Plant se perdeu no mar a caminho de sua terceira rodada da corrida mundial em 1992.

"Até agora Mike Plant era o unico velejador a solo americano", disse Brad. "Um bom amigo meu, que também conheceu Mike me perguntou o que parece ter conseguido o que ele estava tentando conseguir quando ele morreu. Bem, é uma grande jornada para mim.

"Esta vitória não vai significar muita coisa para um monte de pessoas, mas isso significa um inferno de um lote para mim e alguns outros. É algo que eu tenho feito e pode levar para o túmulo que ninguém pode me negar isso. É por isso que pessoas escalam montanhas, solo rodada vela do mundo, ou até mesmo ir à lua. É um daqueles tipos de momentos. "

Como o sol sobre o porto francês de La Rochelle, o lugar onde há oito meses a épica corrida começou, um mastro solitário surgiu no horizonte. Logo, o inconfundível amarelo e preto da Eco Brad 60 Le Pingouin entrou em vista explodir junto com traquete completo eo principal, uma brisa de 15 nós a doce do norte impulsionando o par para a linha de chegada e de vitória.



Uma pequena frota de barcos de espectadores estavam aguardando sobre a linha de chegada como Brad cruzou Le Pingouin 2053 na vitória hora local (1853UTC). Entre os simpatizantes estavam a sua esposa Meaghan e sua mãe, Marcia, bem como a francesa Catherine solo vela lenda Chabaud, o primeiro proprietário do Le Pingouin.

Anteriormente conhecido como Whirlpool, Tiscali e Pro Forma, Brad renomeado o barco Le Pingouin em homenagem ao nome Chabaud registrada dela como quando ela foi construída em 1998. É a segunda vez que o iate tem feito isso com sucesso ao redor do mundo.

Tão logo a Velux 5 Oceans começou em outubro do ano passado de Brad, um concorrente três vezes neste evento, carimbado o seu domínio sobre a raça, levando a frota para o Atlântico para uma aventura que iria vê-lo a vitória em cada uma das cinco patas . Apesar de sua experiência que não foi fácil, com os seus rivais de corrida de Brad empurrando para a borda de seus limites.




"Tem sido um evento fantástico", Brad acrescentou. "Você tem que viver a vida de grandes e para mim esse evento é quem eu sou. É uma sensação incrível ter ganho esta corrida, e ainda melhor que é a minha segunda. Para varrer duas vezes é uma espécie de inédito, por isso estou muito feliz! Eu conheci todos os objetivos que eu estabeleci para mim mesmo e então alguns. "

Por:USailing                                                                   Link   oceanracing.org

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Plataforma com 600.000 Ton

Objeto mais pesado a flutuar no mar pesa 600 mil toneladas 

 

A empresa de gás natural e petróleo Shell anunciou que vai construir o maior objeto capaz de flutuar no mar. Com 488 m de altura, a plataforma de gás natural, parte do projeto Prelude FLNG, pesa 600 mil toneladas - o equivalente a 600 milhões de quilos. O "navio" terá cerca de meio quilômetro de extensão e ficará por 25 anos na costa da Austrália, onde a empresa encontrou, em 2007, um vasto campo de gás natural. Até hoje, o objeto mais pesado sobre as águas é um porta-aviões norte-americano, que pesa cerca de 100 mil toneladas.
A Shell não informou o investimento no projeto, mas informou que a plataforma será construída em um megaestaleiro de navios na Coreia do Sul.

Plataforma vai ficar na costa da Austrália por 25 anos


Por:Terra

Navegar

Navego. Logo, existo

Quando estabeleceu-se a analogia “navegar” para aqueles que acessam a rede mundial de computadores, nunca se esteve tão próximo da perfeição ao tentar definir um ato humano. Principalmente ao se analisar a ação à luz das múltiplas atividades profissionais diretamente relacionadas à internet.
No tempo das grandes navegações, bravos (às vezes alguma brava também) se lançavam em suas caravelas – nada mais que cascas de amendoim frente à imensidão dos oceanos – a caminho de novas terras, novos povos, culturas e riquezas. Após embarcar, apenas dois caminhos possíveis: chegar ou morrer tentando.
Hoje, enquanto digito esse texto, um outro monitor mostra o que acontece na cidade, no País e no mundo. Esforço-me ao máximo para fazer aquilo que muitas crianças de 10 anos (ou menos) realizam intuitivamente: estar ligado em três, quatro, cinco coisas ao mesmo tempo.
Trabalhar na internet é embarcar em um navio cujo destino é incerto, mas as atividades são muitas e variadas. A maioria delas nem sempre pode ser feita em um mar de tranquilidade. Muito ao contrário, é em águas tempestuosas que nossa pequena fragata parece estar mais à vontade. Exigindo ao máximo dos marinheiros, cujo comprometimento e dedicação à missão devem ser totais.
Navegar é descobrir – e há um novo mundo a ser descortinado com a ajuda da web. A vantagem é que cada novo conhecimento pode ser instantaneamente repassado aos amigos, colegas de profissão e a quem mais interessar.
Navegar é informar, e nunca se consumiu tanto conteúdo. Por isso, a explosão de sites, portais, blogs, redes sociais e “o-que-ainda-virá” parece não ter fim. Há muita inutilidade e inverdade no meio disso tudo, é certo, mas bons filtros levam à boa informação. Saber procurar é fundamental nesses novos tempos – em vez de estrelas e astrolábios, mecanismos de busca e sites de referência.
Navegar é trabalhar, muito. É destinar várias horas do dia para manter o portal sempre atualizado e com conteúdo relevante. É sair à cata da notícia, arrancar o ponteiro das horas e fixar-se apenas nos minutos, pois a pressa é necessária (e só é inimiga da perfeição quando falta qualidade).
Navegar é ter os pés no chão, por mais estranho que isso possa parecer. Serve tanto para que se mantenha o foco no objetivo quanto para alertar que é possível que a embarcação chegue ao porto, mas que você não esteja entre aqueles que desembarcarão. É construir solidez em um ambiente em que tudo é volátil, virtual – mas, paradoxo tecnológico, perene.
Por fim, navegar é acreditar, pois sem esperança não há destino possível. Algo que portugueses, espanhóis, e até mesmo vikings, romanos, fenícios e chineses antes deles, já sabiam.

Por:Clóvis Augusto Melo

sábado, 21 de maio de 2011

Nivel dos Oceanos

Mar engole Poomarichan e Villanguchalli duas ilhas do Pacífico


Duas ilhas localizadas no Pacífico desapareceram do mapa e já não podem ser vistas através das imagens de satélite. Não há consenso sobre as razões da imersão de Poomarichan e Villanguchalli. E há casos de ilhas que são engolidas pelo mar e, mais tarde, emergem.
Imergiram. Eram pedaços de terra, são agora fundo de oceano. Poomarichan e Villanguchalli, duas ilhas do Pacífico, podem ter sido vítimas do degelo e do aumento do nível do mar, mas, segundo defendem os investigadores, esse cenário é pouco credível.
Este fenómeno provocado pelo Homem, em virtude do aquecimento global, não está a afetar de forma significativa aquela região. E a subida das águas não seria suficiente, por si só, para retirar do mapa, de forma tão célere, aquelas ilhas.

Poomarichan e Villanguchalli estavam cerca de quatro metros acima do nível das marés, pelo que a teoria de Simin Holgate, investigador oceanográfico de um laboratório em Liverpool, é mais provável.
Segundo Holgate, trata-se de um fenómeno que não é único. Pelo contrário: verifica-se com grande frequência na zona do Pacífico, onde o mar engole ilhas, mas não de forma definitiva. Há exemplos de arquipélagos que desapareceram e voltaram a reaparecer.

Um dos casos mais conhecidos é Lohachara: imergiu, na década de 80, mas regressou das profundezas em 2003. Esta ilha chegou a acolher mais de seis mil pessoas, até que foi ao fundo, assim como Suparibhanga, ali ao lado. Dois terços de outra ilha povoada, Ghoramara, foram igualmente conquistadas pelo mar.

Além de Lohachara, existem ainda os casos de Bedford e Kabasgadi, cujo fenómeno se verificou, ainda que estas continuem em descanso, no silêncio das águas.

Por:Ciberjunta

Açores Entre-Mares

Horta, 20 de Maio de 2011
"Açores Entre-Mares" na edição de 2011  "anexo disponível no site"


Arranca hoje, 20 de Maio, dia Europeu do Mar, e prolongando-se até dia 8 de Junho, Dia Mundial dos Oceanos, o “Açores Entre-Mares”. Este programa, dinamizado pelo Governo dos Açores, integra actividades geradas pela sociedade em geral, incluindo organizações não-governamentais para o ambiente (ONGA), escolas, parques naturais, empresas, entidades administrativas e outras. Mais uma vez, também em 2011, haverá dezenas de actividades espalhadas por todas as ilhas do arquipélago. Entre lançamento de livros, saídas marítimas para observação de cetáceos ou simples passeio, trilhos de reconhecimento costeiro, palestras diversas, limpezas costeiras e subaquáticas ou visionamento de documentários sobre o mundo natural encontram-se uma miríade de possibilidades. Há  mesmo algumas actividades menos comuns, como uma visita de estudo a uma embarcação de pesca, que será organizada na ilha do Faial pela Associação de Produtores de Pesca local. Na Ilha de São Jorge é particularmente curiosa a realização de uma caça ao tesouro na zona balnear da Fajã das Almas. Na Ilha Terceira, com organização da ONGA Gê-Questa, haverá uma tripla prova náutica. Na Ilha do Pico, o Clube Naval da Madalena organiza uma Regata no Dia Mundial dos Oceanos. Na Ilha Graciosa, a escola secundária irá visitar uma das mais emblemáticas reservas dos Açores, o Ilhéu da Praia, único local conhecido onde nidifica o raríssimo Painho-de-Monteiro.

No Grupo Oriental, na Ilha de Santa Maria destaca-se uma sessão de degustação de pratos confeccionados com elementos marinhos.  Na Ilha de São Miguel, entre diversas actividades, serão dinamizadas enigmáticas explorações às poças de maré.

No Grupo Ocidental, na Ilha das Flores, em vésperas de funcionamento do novo sistema de processamento de resíduos, o “Açores Entre-Mares” irá ser dedicado à boa gestão e recuperação de habitats marinhos degradados, como sejam algumas zonas portuárias de elevado valor ambiental. Na ilha do Corvo, a título de exemplo, será realizado uma maratona de visionamento de documentários relacionados com o ambiente marinho.

O Director Regional dos Assuntos do Mar estará presente na partida para o mar de uma das expedições para o reconhecimento de baleias e golfinhos com organização do Clube do Mar da EBI da Horta e de uma empresa marítimo-turística da Ilha do Faial. O ponto de encontro será às 13 horas à entrada da Norberto Diver.

O “Açores Entre-Mares” é um período de grande acção cívica a que qualquer um se pode associar, quer participando, quer promovendo actividades de valor ambiental marinho. Estes são apenas alguns dos argumentos, mas, na realidade são, literalmente, dezenas de possibilidades em cada ilha para utilizar com sustentabilidade e recreação o vasto Mar dos Açores.

O programa em detalhe e em permanente actualização pode ser consultado no Portal do Governo (www.azores.gov.pt). Mais informações poderão ser solicitadas por correio electrónico através do endereço mares@azores.gov.ptEste endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar ou do telefone 292207317.