quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Greenpeace representa monumentos no mar de Cancún

Activistas do Greenpeace "afundam" monumentos mundiais na praia de Cancún, durante a COP-16
A organização ambientalista Greenpeace apareceu nesta quarta-feira numa praia da região hoteleira de Cancún (México), com monumentos representativos de 10 nações para alertar para as consequências da mudança climática.

Cerca de 20 activistas da organização se reuniram na praia de Punta Cancún e, diante do olhar de turistas, colocaram no mar réplicas de alguns dos monumentos mais representativos do mundo. Entre eles estavam a Torre Eiffel, de Paris; o Big Ben, de Londres; o Taj Mahal, da Índia; a Estátua da Liberdade, dos Estados Unidos; o Anjo da Independência, do México; o Cristo Redentor, do Brasil; as Pirâmides de Gizé, do Egito; o Templo do Céu, da China, e a Casa da Ópera de Sydney, da Austrália.

Com a singular proposta esperam atrair a atenção dos delegados que participam da Cúpula do Clima de Cancún, que entrou em sua fase ministerial com três dias para fechar acordos.

"Hoje estamos aqui, numa das praias de Cancún para ilustrar o que pode ser uma das ameaças pela mudança climática e por isso elegemos alguns dos monumentos mais representativos de vários países, que estão aqui em Cancún negociando o tema de mudança climática", assinalou Gustavo Ampugnani, coordenador da campanha de clima e energia do Greenpeace México.

"A mudança climática não discrimina países, afeta a todos, todos somos vulneráveis a seus impactos, não diferencia países pobres de ricos", assinalou.

Sob a mediação da ONU, 194 nações discutirão até sexta-feira mecanismos para substituir o Protocolo de Kioto, que expira em 2012, assim como o estabelecimento de um fundo financeiro para países em desenvolvimento e medidas para reduzir as emissões, se adaptar a mudança climática e reflorestar as matas.

Cruzeiro fustigado por mau Tempo

Sul da Argentina                                                 Clelia II

Onda coloca navio de cruzeiro em perigo

Os 165 passageiros não ganharam para o susto: o navio de cruzeiro ‘Clelia II’ enfrentou o mau tempo e ondas gigantes na quarta-feira, levando-o inclusivamente a perder um motor e a sofrer por algumas horas as comunicações, na sequência de um curto-circuito.

O navio norte-americano, que realizava um cruzeiro pelo Oceano Antárctico, chegou a estar à deriva, o que o forçou a reduzir a velocidade. De acordo com a ‘CNN’, nenhum passageiro ficou ferido, tendo apenas um membro da tripulação sofrido um ferimento ligeiro.
‘Clelia II’ está agora a regressar à Argentina, já estabilizado, e deve atracar em Ushuaia, na manhã desta sexta-feira. Em seu socorro foi um outro navio de cruzeiro, o 'National Geographic Explorer', que esteve junto à embarcação enquanto avançavam as reparações, entretanto concluídas.
A bordo do ‘Clelia II’ estão 88 passageiros (a maioria norte-americanos) e 77 membros da tripulação, muitos dos quais filipinos.
                                          Por:R.P.V.


Brasileira relata tempestade que atingiu navio de cruzeiro na Antártida

O pacote de uma viagem em um navio de luxo prometia um passeio de quatro dias para apreciar icebergs e pinguins nos mares da Antártida. Mas o que os passageiros do cruzeiro viram foi um encontro assustador com ondas de quase nove metros de altura

O "Fantástico" localizou uma tripulante brasileira desse navio em Ushuaia, extremo sul da Argentina, para contar os detalhes dessa aventura.
Avistar terra firme foi um alívio. Das 165 pessoas a bordo do navio grego Clelia II, apenas uma ficou levemente ferida. Foi o final feliz de uma história que, três dias antes, parecia um filme de terror.
“O continente Antártico é espetacular do ponto de vista de paisagem. Eu diria que é um turismo radical. Em 24 horas, você tem todos os tipos de clima possível”, conta o oceanógrafo Frederico Brandini.


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Buraco do Ozono

Buraco do Ozono atinge dimensão mínima desde 2005

O buraco da camada do ozono sobre a Antárctica regista a sua dimensão mínima desde 2005.
Segundo o Instituto Nacional de Água e Pesquisa Atmosférica (INAPA) da Nova Zelândia, este tem agora 22 milhões de quilómetros quadrados, menos dois milhões, em comparação com 2009.

Relativamente a 2000, ano em que o buraco do ozono registou o seu maior valor, houve uma diminuição de sete milhões de quilómetros quadrados.

“Podemos dizer que está a melhorar, de acordo com os resultados deste ano”, assegurou Stephen Wood, investigador atmosférico do instituto neozelandês, acrescentando que “isto é um sinal de que está a haver uma recuperação”.
O INAPA avançou ainda que o défice da massa de ozono também decresceu oito milhões de toneladas em relação a 2009, ano em que registou 35 milhões de toneladas. Em 2000, este valor era de 43 milhões.

Os cálculos feitos pelos cientistas do INAPA sugerem que a diminuição deve-se sobretudo à proibição do uso de produtos com clorofluorcarbono (CFC), utilizados em frigoríficos e aerossóis.
Esta medida foi tomada em 1987 pelo  Protocolo de Montreal e adoptada por vários países para assegurar a conservação desta camada que protege os humanos da radiação ultravioleta.

             por:Ciência Hoje

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Piratas

Será que ainda existem piratas?

Talvez eles não sejam mais criaturas assustadoras, com tapa-olhos, papagaios sobre o ombro e pernas de madeira.
Ainda assim, os piratas de antigamente não teriam a menor chance contra os piratas modernos. Sim, eles ainda existem e vagueiam pelo mar; e, principalmente, estão em busca dos mesmos tipos de tesouros tão desejados no passado. E se não piores hoje, com certeza mantém maus hábitos de alguns piratas do passado.

Os piratas modernos atacam e ultrapassam navios de transporte, roubando mercadorias e muitas vezes tomando seus passageiros como reféns. Segundo uma agência internacional marítima, as áreas mais atormentadas por esses criminosos são as águas entre o Mar Vermelho e o Oceano Índico, ao largo do Golfo de Aden e na costa leste da Somália.
E os Estados Unidos, por ser a nação do mundo que mais realiza negociações, leva o dinheiro perdido de parceiros comerciais para piratas muito a sério. Punições severas aguardam os piratas moderninhos: conspirar e cometer sequestro ou apreensão de um navio na posse de uma arma são crimes que levam a penas de prisão perpétuas.
Não só os EUA, mas outros países consideram a pirataria no alto mar uma ameaça contra a comunidade das nações. Se ainda existem piratas hoje, que causam estragos ao largo das costas distantes, eles poderão sofrer com o poder da justiça dos tempos modernos

Mar Vermelho - Egipto

Egipto: tubarão mata turista em Sharm el-Sheik

Um tubarão feriu até à morte uma turista alemã que fazia mergulho este domingo num resort de Sharm el-Sheik, marcando o terceiro ataque do tubarão naquela zona turística do Mar Vermelho, apenas no espaço de uma semana. A morte da turista acontece apenas um dia depois do acesso ao mar ter sido reaberto, após terem capturados os tubarões supostamente envolvidos em dois incidentes semelhantes, ocorridos na semana passada, nos quais quatro turistas russos foram feridos.
No passada sexta-feira, o ministério do Ambiente egípcio tinha divulgado fotos da captura de dois tubarões, um do tipo branco e outro mako, que teriam atacado os nadadores russos nas passadas terça e quarta-feira.
Fontes médicas citadas pela agência noticiosa AFP, indicam que a mulher foi retirada da água depois de ter sido severamente mordida na coxa e braço enquanto praticava mergulho.
As águas de Sharm el-Sheik, que atraem cerca de quatro milhões de turistas todos os anos para a prática de mergulho, estão, de novo, interditas.


O biólogo afirmou que dois ataques foram feitos por um tubarão e outros dois ataques por outro exemplar, mas de uma espécie diferente.
George Burgess afirmou que «os ataques foram decisões racionais de um predador para encontrar comida».
O biólogo explicou que as pessoas podem minimizar os riscos se nadarem em grupo e evitarem nadar durante a noite.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Fuzeta - Algarve

Vendaval de dois dias chegou para assorear uma barra que custou 980 mil euros

Tal como os pescadores previram, a nova barra na Fuzeta, em Faro, durou muito pouco. Barcos já só entram um de cada vez e apenas na maré cheia

A barra da Fuzeta, em Faro, fechou assim que abriu. Tal como avisaram os pescadores, dois dias depois de a presidente da Sociedade Polis da Ria Formosa, Valentina Calixto, visitar a obra, no primeiro vendaval formou-se uma língua de areia com cerca de 50 metros. Resultado: os barcos só conseguem entrar no porto um de cada vez e com a maré cheia. 
"Nem que se pintem de cor-de-rosa às risquinhas. O mar vai voltar a romper onde fecharam a barra, no Verão passado", advertiu Manuel Simões, manifestando-se contra a obra da Sociedade Polis da Ria da Formosa e da Administração da Região Hidrográfica (ARH). A tirar e pôr areias já foram gastos cerca de um milhão de euros, e vão ser investidos mais 750 mil.

No último Inverno, caíram 38 casas com os temporais. Depois disso, decidiu-se fechar uma barra a poente e abrir uma outra a nascente. Valentina Calixto justificou a intervenção com base em estudos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil e da Universidade do Algarve e ARH. 


Pescadores pedem paredões
Só que o primeiro vendaval, há uma semana, mostrou que o investimento foi "dinheiro deitado ao mar". Os homens do mar reivindicam a construção de paredões para suster as areias, mas Valentina Calixto recusa a proposta. "Do ponto de vista técnico é desaconselhável, do ponto de vista legal não é possível", afirma. Há três dias, uma equipa de técnicos visitou o local, com a maré cheia. "Deviam vir ver o lindo trabalho que fizeram, mas era com a maré vazia", reclamou Fernando Bartolomeu, enquanto tirava salmonetes do barco, acabado de chegar do mar. "Se não for feito uma paredão, não vale a pena gastar dinheiro", insiste. Manuel Simões entende que a barra "deve ser aberta onde o mar rompeu em 2009 [do lado poente]". A sociedade Polis mandou fechar o canal porque essa alteração morfológica "criou fragilidades na zona frontal ao espaço urbano da Fuzeta". O pescador Manuel Simões contrapõe: "Não é por acaso que as instalações do Salva-Vidas foram construídas em frente desse local - é porque ali é que é a barra natural."


Valentina Calixto justificou o assoreamento verificado com facto de essa barrar ter "entrado em concorrência com a outra barra antiga, situada mais a nascente, e ocorreu uma situação de vasos comunicantes". Para repor o equilíbrio, adiantou, foi "adjudicado o fecho dessa barra antiga". O custo da obra, incluindo o reforço do cordão dunar, é de 750 mil euros.


"Branquear decisões"
O assoreamento do canal, acrescentou, "era um cenário previsível, dado que a barra necessita de um certo período para evoluir".

João Romeira é um dos quatro elementos da comissão de pescadores, criada para ser o interlocutor da ARH nesta questão conflituosa com os pescadores. Na passada sexta-feira, quando viu chegar os técnicos que iam observar a evolução da barra, recentemente aberta, desabafou: "Só servimos para branquear a decisão tomada pelos engenheiros." O colega de comissão, Tibério Estrela, foi mais longe nas críticas. "Jogos de interesses - gastaram 980 mil euros a fechar uma barra e a abrir outra", disse. No temporal que se avizinha, prevê: "A barra fecha, de nada serve o dinheiro gasto."


                   Por: Idálio Revez   : Publico

domingo, 5 de dezembro de 2010

Antártica

A Antártica é de todos

Todos sabemos que na Antártica há muito gelo. A camada de água congelada que cobre o continente atinge, em média, 2.000 metros de espessura (algo como 20 quarteirões de altura0, podendo chegar a 4.000 metros! Mas lá não existe só isso. Há muitos animais e até vegetais. Quem já visitou o local conta que é uma das paisagens mais maravilhosas da Terra.
O território, onde fica o Polo Sul, é enorme: 14 milhões de km²; correspondente a uma vez e meia o tamanho do Brasil. Cerca de 98% dessa área está coberta por gelo e neve na maior parte do ano. Calcula-se que represente 90% da água doce do planeta.
A temperatura varia de acordo com a estação climática e o local. No interior do continente faz mais frio, podendo chegar a 90°C negativos! Mas engana-se quem pensa que essa é a maior dificuldade enfrentada na Antártica. Os ventos são o principal desafio. Chegam a 300 km/ h, velocidade de carros de F-1.
POUCA GENTE - A Antártica não tem povo nativo. O homem demorou milhares de anos para chegar lá. As primeiras expedições ocorreram no século 16, mas só conseguiram permanecer no solo antártico no século 19.
Atualmente, abriga cerca de 80 mil habitantes temporários, em geral cientistas e profissionais que os ajudam nas pesquisas. Ficam nas estações científicas ou em acampamentos, a maioria perto do litoral, por alguns meses. Poucos países mantêm pesquisadores o ano todo. A Argentina, por exemplo, montou pequena vila na qual nasceram as primeiras crianças no continente.

É DE TODOS - A Antártica não tem dono, é da humanidade. Mas desperta grande interesse, inclusive econômico. Ninguém briga por seu território porque há um acordo entre todos, o Tratado da Antártida, conhecido como Protocolo de Madri.
O documento, assinado em 1º de dezembro de 1959 primeiramente por 12 nações, defende que o continente seja usado só para fins pacíficos. Ainda garante a liberdade da pesquisa científica e proíbe o lançamento de lixo e resíduos radioativos no local.

Mais do que pinguim
O pinguim é o bicho mais conhecido da Antártica. Entre as espécies mais famosas que vivem por lá estão o pinguim-imperador (como Mano da animação Happy Feet), além de pinguim-rei, pinguim-de-Adélia e pinguim-getoo. Mas não são os únicos.
Existem outras aves marinhas, como o albatroz, e os mamíferos, como focas e leões-marinhos. A maior variedade, porém, fica dentro d''água. Lá, vivem muitas espécies de peixes, lulas, estrelas-do-mar, anêmonas, esponjas e crustáceos, além de baleias.
Um dos bichos mais importantes da região é o krill antártico (parente do camarão), que serve de alimento para a maioria dos animais. Esse invertebrado mede até 6 cm. Em algumas áreas é possível encontrar mais de 30 mil krills em um quadradinho de área de 1 metro. Apesar da grande quantidade, está ameaçado pelas mudanças climáticas; por isso, organizações internacionais criaram o Projeto de Conservação do Krill Antártico.


Controla o clima da terra
A Antártica é o refrigerador da Terra. Sem ela, o clima seria completamente diferente. Como tem ligação com os principais oceanos do planeta - Pacífico, Atlântico e Índico -, suas águas supergeladas equilibram a temperatura dos demais.
Aliás, se o planeta ficasse mais quente, o homem teria grande dor de cabeça. Pesquisadores acreditam que se todo o gelo do continente derretesse, o nível dos mares aumentaria 60 m. Com isso, todas as cidades litorâneas ficariam inundadas.
É por isso que muitos estudiosos estão preocupados. O aumento da temperatura das correntes marítimas já está derretendo o gelo. Para piorar há gigantesco buraco na camada de ozônio (que protege a Terra contra os raios solares) bem acima da Antártica.
O Brasil mantém lá a Estação Comandante Ferraz, localizada na ilha do Rei George, onde estuda as consequências do impacto das mudanças climáticas no País, entre outras questões.
Há algumas plantas rasteiras
A Antártica tem vegetação, mas nada de florestas com árvores. Devido ao forte frio e vento, poucas plantas conseguem se desenvolver; quase todas são rasteiras, como musgos e algas. Há ainda líquens (mistura de alga e cogumelo) e fungos. Lá existem apenas duas espécies de angiospermas (que dão flores e frutos), as gramíneas Deschampsia antarctica e Colobanthus quitencis, que têm flores por alguns poucos dias no ano.
Os cientistas descobriram que há 80 milhões de anos o continente era bem diferente. A temperatura era mais agradável e a área abrigava florestas gigantescas. Prova disso é o pedaço de tronco petrificado de 4 m que a equipe de pesquisadores do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro encontrou lá

Todo planeta depende dele
Poucas pessoas têm o privilégio de conhecer o continente gelado. Mas as gêmeas Laura e Tamara, 13 anos, e a irmã Marininha, 10, são muito sortudas. Elas já estiveram cinco vezes na Antártica. Como? São filhas do famoso navegador Amyr Klink, que há muitos anos faz expedições ao local.
As meninas sempre viajam entre janeiro e março, quando ainda é verão. Nas outras épocas do ano, o mar congela e fica difícil chegar. "Todos acham que só tem gelo. Não é assim. Lá, a gente está em paz. Nos sentimos livres", conta Laura.
A paisagem e muitos animais impressionaram as irmãs. Tamara não imaginava que as baleias fossem tão grandes. Também acha curiosa a atitude de algumas espécies. "Os albatrozes ficam em lugares bem altos. Se os filhotes demoram muito para voar, os pais os empurram do ninho na marra."
Mas nem tudo é legal. "É triste ver os animais sumindo e o gelo derretendo. É diferente de quando a professora fala disso", afirma Marininha.
As experiências das meninas se transformaram no livro Férias na Antártica (Grão Editora, 72 págs.,). Agora, elas também dão palestras em que falam sobre tudo o que aprenderam lá.
Na Antártica tem praia? Tem e é bem diferente da que estamos acostumados a ver no Brasil. Na foto, Tamara Klink está correndo de biquíni na Deception Island, ilha-vulcão, que fica bem próxima ao continente. As irmãs contam que de decepcionante (significado de Deception, o primeiro nome) o local não tem nada. Quando não há vento, dá para desembarcar no interior da ilha. Apesar do mar ser supergelado, as pedras e a areia grossa e preta que formam o chão são muito quentes por causa do vulcão. Assim, a água fica quentinha. Mas a temperatura do solo é tão alta que pode queimar os pés.

O gelo da Antártica não é só branco. Há diferentes tons de azul e até verde. Isso ocorre por causa da luz que reflete a cor da água. Por ser continente muito grande - é o quinto maior da Terra - e sem população nativa, ainda há várias áreas inexploradas. Há muitas montanhas; por isso, além de ter os ventos mais fortes do planeta (de até 300 km/h), é a região com maior altitude (distância entre o nível da água do mar e solo) média: cerca de 2.000 metros de altura, equivalente a prédio com 660 andares!

                                       por: Juliana Raves




sábado, 4 de dezembro de 2010

Hotel flutuante - MORPHotel


A estrutura linear do MORPHotel tem sido desenvolvida em torno do movimento da coluna vertebral humana, permitindo-lhe sobreviver na maior parte do tempo a qualquer experiência no mar. Forros luxuosos convencionais usam a velocidade para ir de um lugar para outro.  O conceito do hotel que se move lentamente, é uma forma de se adaptar a muitas situações, permitindo até mesmo que a cidade flutuante possa atracar e servir como uma extensão para cidades nas docas. Um conceito do arquiteto italiano Gianluca Santosuosso, 

 O MORPHotel leva a idéia de um transatlântico de luxo a um nível totalmente novo. O projeto original é um sistema flutuante que deriva lentamente ao redor do mundo, não só para transportar pessoas com conforto, mas também para permitir aos pesquisadores funcionalidade em suas pesquisas durante o dia e ainda relaxar em quartos confortáveis durante a noite
















Beluga "Emperor of the Seven Seas"




Super iates são super por definição. Mas este é ainda mais do que isso. O Beluga, Imperador dos Sete Mares é extremamente grande, com um design muito futurista. Tanto fora como dentro do iate tudo parece estar destinado a surpreender e surpreender.
Existem dois níveis de vida a bordo do navio e eles estão ligados por uma escadaria de vidro. Há também um mezanino entre os dois. Entre os elementos mais impressionante por dentro são os tapetes de vidro, com padrões de persa, a nove metros lustre de cristal de alta na sala superior e da cúpula de vidro da suíte do proprietário.





Há cinco suites de luxo, com casa de banho e varandas spas extensível, um ginásio com o melhor equipamento pode-se pedir, um profissional de teatro, um de 14 metros (46 pés) de piscina longa um cocktail-bar (com duas sala de estar nivelado ), uma casa coberta verde, com palmeiras e até uma horta, uma banheira de hidromassagem ... devemos continuar?
Até agora nós acreditamos que você foi convencido. O Beluga, Imperador dos Sete Mares, será um dos melhores iates de luxo para navegar nas águas da Terra.


Nova bactéria muda forma de procurar vida no espaço

A NASA causou uma onda de especulações e de notícias na Internet, acerca da possível descoberta do ET, quando anunciou que faria ontem  uma conferência de imprensa sobre "uma descoberta com impacto na busca de vida extraterrestre". Afinal, é uma bactéria que existe na Terra, num lago da Califórnia, e que usa um elemento diferente no seu metabolismo: o arsénico, que para os outros seres vivos é um veneno. A notícia "incrível", como a designam responsáveis da NASA, alarga a noção de vida e permite outro olhar sobre Marte e Titã
Uma bactéria "do outro mundo", encontrada nos sedimentos do lago californiano Mono, nos EUA, baseia o seu metabolismo - e integra na sua estrutura quími- ca - o arsénico, um elemento que é um veneno para a vida tal como a conhecíamos até agora. A descoberta inaugura um capítulo completamente novo na microbiologia e alarga as possibilidades de busca de vida extraterrestre. "Com este novo elemento na lista dos que constituem a vida, talvez possamos encontrar agora o ET", afirmou ontem, em conferência de imprensa transmitida através da Internet, a directora do programa de astrobiologia da NASA, Mary Voitek.
Algumas luas e planetas do sistema solar transformam-se desde já em mundos potenciais para essa busca, que agora fica mais alargada. Titã, por exemplo, é um desses mundos. E, Marte, aqui ao lado, também.
"Há luas de Saturno, como Titã, onde a temperatura extremamente baixa, de 180 graus Celsius negativos, pode permitir que o arsénico se constitua como elo estável numa estrutura entre possíveis moléculas orgânicas", adiantou na mesma conferência da NASA o bioquímico Steven Benner, da Foudation for Applied Molecular Evolution.
Marte é outro alvo, como admitiu Mary Voitek e também Pamela Conrad, que dirige, no Goddard Space Flight Center da NASA, a futura missão Mars Science Lab que deverá ser lançada dentro de um ano para tentar encontrar vida microbiana no Planeta Vermelho.
"Esta descoberta alarga a nossa visão do que poderemos procurar em termos de ambiente capaz de suportar a vida", admitiu Pamela Conrad, sublinhando que "se se encontrarem ali moléculas orgânicas e também arsénico podemos começar a pensar de outra maneira em relação à existência de vida".
Carbono, hidrogénio, nitrogénio, oxigénio, fósforo e enxofre são os constituintes básicos da vida na Terra, tal como a conhecemos até agora. O fósforo, nomeadamente, é parte integrante da estrutura química do ADN e do ARN, que contêm e transportam as instruções genéticas da vida, e também das paredes das células que constituem os tecidos dos organismos vivos. Sem fósforo, não existe vida. Pois bem, a bactéria encontrada no lago Mono pela investigadora Felisa Wolfe-Simon, e que ela designou GFAJ-1, utiliza o arsénico para essas funções, em vez do fósforo, tal como a sua equipa demonstrou num artigo publicado ontem na Science Express.
Presente na conferência da NASA, a jovem investigadora da US Geological Survey, que foi financiada pela agência espacial americana nestes estudos, sublinhou que "esta descoberta lembra-nos que a vida tal como a conhecemos pode ser muito mais flexível do que geralmente pensamos". A substituição do fósforo pelo arsénico "mostra-nos uma forma de vida muito diferente, o que tem vastas implicações sobre o nosso conhecimento acerca do funcionamento do nosso próprio planeta", adiantou. Além disso, "se um microorganismo pode fazer uma coisa tão inesperada na Terra, o que pode a vida fazer mais que ainda não vimos? É preciso descobri-lo", disse, notando que isto abre uma porta nova à busca de vida fora da Terra. "Um dia encontraremos vida noutro lugar", concluiu

               por: Filomena Naves           Link____nasa

Robin Knox-Johnston


Considerado um grande Senhor, Uma Lenda no Mundo da Vela











Sir William Robert Patrick "Robin Knox-Johnston nascido em 17 de março de 1939 é um marinheiro Inglês. Ele foi o primeiro homem a realizar uma circum-handed non-stop do globo e foi o segundo vencedor do Troféu Júlio Verne (juntamente com Sir Peter Blake). Por isso ele foi premiado com Blake o velejador da ISAF da concessão do ano.
Em 2006 ele se tornou aos 67 anos o mais antigo velejador a completar uma volta ao mundo em viagem solo da VELUX 5 Oceans Race

Nasceu em Putney, em Londres, cresceu em The Wirral e foi educado na escola Berkhamsted Boys.
De 1957 a 1965 serviu na Marinha Mercante e da Marinha Real.
Em 1965 navegou no seu Colin Archer saveiro Suhaili de Bombaim para a Inglaterra. Devido à falta de dinheiro, teve que interromper sua viagem para o trabalho na África do Sul e só foi capaz de concluir em 1967
Em 14 de junho de 1968 Robin Knox-Johnston deixou Falmouth com o seu 32 pés (9,8 metros) barco Suhaili, um dos mais pequenos barcos de entrar no Sunday Times Golden Globe Race.
 Apesar de perder o leme de auto-off Austrália, ele contornou o Cabo Horn, em 17 de janeiro de 1969, 20 dias antes de seu concorrente mais próximo Bernard Moitessier, que posteriormente abandonou a prova e partiu para o Taiti.
 Os outros sete concorrentes desistiram em diferentes fases, deixando Knox-Johnston para se tornar o primeiro homem a circunavegar o globo sem paragens e com uma só mão, em 22 de abril de 1969.
Doou seu prêmio para o mais rápido concorrente para a família de Donald Crowhurst, que se suicidou após tentar simular uma viagem ao redor do mundo.


Desde 1992 é um administrador do National Maritime Museum de Greenwich, Londres

Março 2010 Sir Robin estava em Nova York para receber um prêmio de vela superior. O Clube de Cruzeiros da América escolheu a lenda britânica de vela para receber a sua prestigiada Blue Water Medalha, sem data, para uma vida dedicada à promoção da vela, vela de formação e desenvolvimento da juventude e por ocasião do 40 º aniversário de sua singlehanded, não -stop circum-navegação do mundo. Na história de 85 anos da Blue do CCA Água Medalha de apenas sete medalhas foram concedidas sem data. A Medalha foi apresentado pelo CCA Commodore, McCurdy Sheila (Middletown, RI), durante o clube jantar de premiação anual do New York Yacht Club, em Nova York

Em 1970 (com Leslie Williams) e em 1974 (com Gerry Boxall) Robin Knox-Johnston venceu as duas mãos Round Britain Race. Robin Knox-Johnston, Les Williams e sua equipe, Peter Blake, que também fazia parte, teve honras de linha da Cidade do Cabo 1971 para o Rio Race. Les Williams e de Robin Knox-Johnston conjuntamente com skipper (Peter Blake tripulante de novo) maxi iate de Heath Condor em 1977 Whitbread Round the World Race.

Robin Knox-Johnston e Peter Blake (que ambos atuaram como co-capitães), ganhou o Troféu Júlio Verne para a circum-navegação mais rápida em 1994. Seu tempo foi de 74 dias 22 horas 18 minutos e 22 segundos. Foi sua segunda tentativa de ganhar esse prêmio após a sua primeira em 1992 teve que ser abortado quando o catamarã Enza bater um objeto que abriu um buraco no casco a estibordo.

De 1992 a 2001 foi Presidente da Associação de Formação de Vela. Durante seu mandato o dinheiro foi coletado para substituir os navios do STA, Sir Winston Churchill e Malcolm Miller pelo novo, brigues maior príncipe William e Stavros S. Niarchos. Foi curador do National Maritime Museum de Greenwich 1992-2002 e ainda é curador do Museu Nacional Marítimo - Cornualha em Falmouth, onde está atracado Suhaili hoje. O iate foi reformado e participou da Rodada de Ilha Race em junho de 2005.

Em 1996, estabeleceu o primeiro Robin Clipper Round the World Yacht Race e desde então tem trabalhado com a empresa Clipper Ventures como presidente para o progresso da corrida para níveis mais altos a cada ano. É, talvez, sua maior conquista ter introduzido tantas pessoas à concorrência navegando através do seu envolvimento em Clipper Ventures.
Completou a sua segunda circumnavegação do mundo no iate SAGA Insurance em 04 de maio de 2007, terminando em 4 º lugar na corrida Velux 5 Oceans. Aos 68 anos ele era o mais velho competidor na corrida.

 É solicitado frequentemente para ,   intervir em Universidades e Colóquios por todo o Mundo.
É considerado uma lenda e uma Autoridade no Mundo da Vela.

Palmarés
1969 Awarded the CBE (Commander of the Order of the British Empire)
1970 UK Yachtsman of the Year
1970 Royal Cruising Club Seamanship Medal.
1972 Elected a Younger Brother of Trinity House.
1972 Member of the RNLI Committee of Management
1990 Silk Cut Nautical award Seamanship Trophy
1990 Honorary Doctorate – Maine Maritime Academy
1991 Royal Cruising Club Challenge Cup
1991 Cruising World Magazine (USA) Medal of honour
1992 Royal Institute of Navigation - Gold Medal for experiments with renaissance navigation.
1992 Freeman of the City of London
1992 Awarded Honorary Doctor of Technology – Southampton University
1994 Elected Fellow of the Royal Institute of Navigation.
1994 The Maritime Trust's Cutty Sark Medal
1994 ISAF World Sailor of the year.
1994 UK Yachtsman of the Year (2nd time)
1995 Hon Acadamecian, The Maritime Institute (Portugal)
1995 The Institute of Navigation (USA) Superior Achievement Award
1995 Elected President of the Little Ship Club
1995 Knighted
2006-07 4th Velux 5 Oceans Solo Around the World Yacht Race
2007 UK Yachtsman of the Year (3rd time)
2008 ISAF Hall of Fame
2010 Awarded the Cruising Club of America, Blue water medal for the advancement of sailing, sail training and youth development

Yacht Clubs
Honorary Member – Royal Yacht Squadron
President – Little Ship Club
Hon Rear Commodore – Royal Naval Sailing Association
Hon Member – Royal Irish Yacht Club
Hon Member – Royal Harwich Yacht Club
Hon Member – Royal Western Yacht Club
Hon Member – Royal Southampton Yacht Club
Hon Member – Benfleet Yacht Club
Hon Member – Howth Yacht Club
Hon Member – County Wicklow Yacht Club



quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Franco Banfi, fotógrafo subaquático

O mundo de Franco Banfi, fotógrafo subaquático

O fotografo suíço é um profissional talentoso do mundo submarino.
O fotógrafo suíço Franco Banfi procura criaturas fascinantes no mar. Fotógrafo submarino profissional, Banfi passa a maior parte de sua vida explorando o mundo maravilhoso que existe sob as ondas. Suas imagens são belas, captando um ambiente onde os humanos são admitidos por curtos espaços de tempo.

“Eu não me importo com frio ou calor” afirma o fotógrafo que mora no Ticino, sul da Suíça. Ele já fotografou em icebergs, nos lagos frios da Suíça, baleias beluga na Rússia e misteriosos naufrágios no Mar Adriático. “O melhor são as baleias”, afirma. “Você pode ver como elas te observam.” O jornalista de swissinfo.ch Tim Neville encontrou Banfi durante uma viagem de mergulho na Croácia.



    Link-http://www.banfi.ch/

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

fiscalização no mar


Entidades atropelam-se na fiscalização no mar

 

GNR, Polícia Marítima e Marinha não trocam informações e há tarefas sobrepostas.

Durante a Cimeira da NATO, em Lisboa, uma embarcação da Marinha tentou fiscalizar uma lancha da Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR que saía do Porto de Lisboa para... fiscalização de pescadores. O episódio, caricato, trouxe à discussão o problema de quem fiscaliza o quê no espaço das 12 milhas náuticas (cerca de 23 quilómetros da costa).
"Há uma completa confusão e duplicação e triplicação de tarefas no mar. Em tempos de contenção de despesas este tipo de actuação deveria ser repensada. Não há explicação para esta falta de colaboração. Apenas é certo que fora das 12 milhas a tarefa cabe à Marinha", explica Paulo Rodrigues, secretário nacional da Comissão Coordenadora Permanente dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança (CCP).

César Nogueira, recém-eleito presidente da Associação dos Profissionais da GNR (APG/GNR), concorda: "Não há troca de informação, nem de coordenação entre chefias e acontece que se chega ao ridículo de estar a Marinha, Polícia Marítima e GNR a fazer o mesmo trabalho no mar [no espaço das 12 milhas]." A opinião corroborada por Jorge Veludo, presidente da Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima: "Não há articulação de esforços entre as duas forças. Por vezes estamos no mar a fazer o mesmo tipo de fiscalização."
No panorama actual, a Polícia Marítima tem um corpo de cerca de 550 efectivos e 75 meios navais. Já a UCC da GNR tem cerca de 300 homens para 12 lanchas. "Falta uma gestão racional de efectivos. Num tempo em que tanto se fala de melhorar a eficácia e reduzir custos não se entende que a vigilância no mar seja feita por três forças. Os esforços deveriam ser planeados e coordenados. Num País tão pequeno como o nosso isto não faz sentido", diz Paulo Rodrigues. "Há pescadores que, no mesmo dia, podem ser fiscalizados pelas três autoridades", afirma César Nogueira, da APG/ GNR.

"Cada lancha da UCC gasta de 30 a 40 litros de combustível por hora. Faz algum sentido uma corveta da Marinha com 200 homens a bordo proceder à fiscalização de um local de trabalho como uma traineira o é? Além dos problemas legais que pode levantar, o dispêndio de dinheiro em combustível é imenso. Os meios da Marinha são desproporcionais", diz fonte da /GNR .
Paulo Rodrigues acredita que a solução está nas mãos de Mário Mendes, secretário-geral da Segurança Interna. "É preciso alguém que dê um murro na mesa e que dê orientações acerca de quem faz o quê, onde e de que forma se podem articular forças", aponta Paulo Rodrigues.
Fonte do gabinete de Mário Mendes disse ao DN desconhecer a falta de coordenação entre as estruturas que vigiam e fiscalizam o mar português. "No ponto de vista formal nunca recebemos sequer uma nota para esclarecer essa situação."

            por: Luís Fontes .DN

Tesouro encontrado em Portugal

Tesouro encontrado em Portugal disputado na justiça Americana

Missões A busca pelo tesouro que estava afundado ao largo de Faro não é recente, nem fruto de acasos. "Havia relatos escritos dessa batalha marítima ao largo de Faro", explica o arqueólogo Alexandre Monteiro.

O Nuestra Señora de Las Mercedes foi ao fundo durante uma batalha que aconteceu em 1804 com os navios ingleses Amphion e Indefatigable. Perderam a vida 250 pessoas.
O arqueólogo Vieira de Castro, num trabalho publicado em 1988 na Revista Portuguesa de Arqueologia, refere que "desde os anos sessenta que o tesouro perdido consta abundantemente na bibliografia dos tesouros perdidos". "Os comandantes ingleses estimaram a posição da batalha entre oito e dez léguas a sudoeste do cabo de Santa Maria", diz no estudo.
Segundo o arqueólogo, que se encontra a trabalhar na Universidade do Texas, a caça ao tesouro afundado terá começado em 1982, quando um grupo de investigadores pediu autorização à Capitania do Porto de Faro para prospecção numa determinada área a sudoeste de Faro, muito próximo da costa. Os investigadores acabaram por abandonar o projecto.


Em 1986, segundo a investigação de Vieira de Castro, duas empresas inglesas -"a SubSea Offshore, Ldt e a Divetask Salvage, Lda" - requereram autorizações para resgatar o tesouro. Foram indeferidas. Em 1993, a New Era, Lda, avançou com outro pedido. Também não foi concedido. Em Março de 1997, o relato de um oficial da Marinha portuguesa, membro da Associação Arqueonáutica, informa que um navio da Marinha "havia interceptado um navio norueguês. Estava fora de águas territoriais e procurava a fragata Nossa Señora de Las Mercedes.
Não foi levado a sério pelas autoridades portuguesas. Os relatos de buscas pelo Nossa Señora de Las Mercedes não param até que em 1996 a corveta portuguesa António Enes intercepta ao largo do cabo de Santa Maria o navio oceanográfico norueguês Geograph. Não assumiram que procuravam o tesouro espanhol. Disseram que estavam à procura de um porta-aviões inglês ali naufragado durante a Segunda Guerra Mundial.
Uma história em que pelo lucro vencem, até ao momento, os americanos da Odyssey Explorer. Sem autorização retiraram no fundo no mar português o tesouro espanhol. A disputa promete continuar a arrastar-se na justiça norte-americana.

1420 Km à deriva

Três jovens 50 dias à deriva no Pacífico
 
Três adolescentes das ilhas Tokelau permaneceram 50 dias à deriva no Pacífico. Foram encontrados a 1420 quilómetros de casa, ao largo das ilhas Fiji, por um navio pesqueiro.
Os adolescentes de 14 e 15 anos, naturais do pequeno território da Polinésia, sob administração da Nova Zelândia, no sul do Pacífico, foram encontrados por um barco de pesca de atum, informou nesta quinta-feira a Rádio New Zealand.
Os adolescentes foram dados por desaparecidos no início de Outubro, quando saíram ao mar numa pequena embarcação de aluminío. 50 dias depois as autoridades acreditavam que os jovens estavam mortos.
Os três jovens foi encontrados quarta-feira ao largo das ilhas Fiji, que se situam a 1.420 km de Tokelau, um arquipélago composto por três atois tropicais com apenas 10 quilómetros quadrados.
Os adolescentes só comeram uma gaviota em sete semanas. Foram hospitalizados por desidratação e queimaduras

oferece paixão e emoções

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Nóz de Marinheiro / Lais de Guia / uma mão

Equívocos

Erros e Equívocos

Marcações ; Azimutes;  Pv: LPD;
Angulos; Rumos; Transposição na Carta
tudo pode originar pequenos ou grandes erros, que levam a equívocos que podem 
ser muito graves


Diz-se que o mais importante a saber é, não onde eu estou, mas onde, eu não quero estar!

     este video mostra bem de como isto é verdade

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Aumento no nível das águas

Países formados por ilhas, como Kiribati, Tuvalu e Vanuatu, sofrem com a elevação dos oceanos e correm o risco de desaparecer ou de afundarem na pobreza.

Você já imaginou o que é viver num país onde a água própria para consumo está acabando? A expedição do Fantástico pelo planeta ameaçado chega a dois lugares que enfrentam o mesmo problema. Mas que tem soluções, e um futuro, bem diferentes.
O aumento do nível dos oceanos já destrói paraísos isolados, avança pelos degraus de cidades históricas e deixa evidente que, quando a proximidade com a água se torna uma ameaça, as chances favorecem quem tem tecnologia e dinheiro. O Fantástico foi de Veneza, na Itália, ao outro lado do globo, até Vanuatu, no Oceano Pacífico.
É impossível contar a história da riqueza da humanidade sem passar por Veneza. Foi o comércio e o transporte de mercadorias que a criou. Acomodada sobre ilhas rasas, em meio a uma laguna, desde o início de seus dias, a cidade do romance namora e briga com a água. 

cidade, vários prédios tiveram que abandonar o primeiro andar porque a água está entrando. Em um deles, por exemplo, a água já chegou ao último degrau e, quando dá maré alta, todo dia entra prédio adentro.
A cidade sem automóveis trafega pelos canais, cheios de cicatrizes dessa relação de amor e perigo, chamada de “acqua alta”: água alta. Em uma porta, está marcado o recorde da “acqua alta” de 1966, a mais alta de todas, quando a água subiu quase dois metros. Em dezembro de 2008, na quarta maior “acqua alta” da história, a água passou de um 1,5 m. Em cada casarão, um jeito de enfrentar a água. Alguns subiram o piso; outros, a soleira da porta.
A água define Veneza. Foi a água que permitiu que a cidade prosperasse e fez dela essa cidade única no planeta. Mas, ao mesmo tempo, a água é uma constante ameaça à existência da cidade. Por isso, ao longo dos séculos, Veneza se tornou uma especialista em adaptação.
Mas como impedir que a água brote do chão na famosa Praça São Marcos? A praça vira uma piscina, que os turistas atravessam em passarelas improvisadas. Os venezianos, tão ricos e orgulhosos, vivem dias de flagelados.
As grandes “acqua altas”, que, no começo do século 20, eram menos de dez por década, agora já são mais de 50. 


 Mas Veneza está se prevenindo. No imenso canteiro de obras do Projeto Mose, um plano de R$ 25 bilhões para conter as águas.
A laguna onde fica Veneza é fechada com uma faixa fina de areia. Apenas três aberturas permitem que a água entre e saia com as marés. É nesses três pontos que serão construídas as mega comportas do Projeto Mose.
Toda esta estrutura em concreto vai para o fundo do mar. As comportas ficarão no fundo repletas de água. Em tempos de “acqua alta” chegar, uma injeção de ar vai expulsar a água, fazendo a muralha subir e segurando o avanço da maré.
O engenheiro Enrico Pellegrino não esconde seu orgulho. “Fazemos uma obra única e grandiosa”, diz ele.
Todas as ilhas da laguna vão ficar protegidas de uma elevação no nível do mar de até 60 cm, justamente o previsto para o final deste século pelos cientistas do IPCC, o painel da ONU que estuda o aquecimento global.
Martin Hoerling lidera um grupo de pesquisadores que estuda a temperatura dos oceanos, com milhares de sensores em todo o planeta. No último verão, por exemplo, eles registraram o aquecimento do Atlântico na costa do Brasil.
E o que vamos ver no futuro é assustador. O primeiro mapa mostra como está hoje. O segundo, a temperatura dos oceanos em 2050: de 1ºC a 2ºC mais quente. E no terceiro, em 2090, aquecimento de 3ºC, se as emissões de gases continuarem como estão.
Em terra, o aumento de temperatura vai ser maior, acelerando o degelo, que aumenta o nível dos oceanos.
A meio mundo de distância de Veneza, outros lugares ameaçados pelas águas não têm como se defender. Países formados de pequenas ilhas - como Kiribati e Tuvalu - vão desaparecer se o nível dos oceanos subir pouco mais de um metro. E mesmo os que tem ilhas mais altas, como Vanuatu, que não vai desaparecer totalmente, corre um risco não menos assustador: ser jogado ainda mais profundamente na pobreza por causa das mudanças climáticas.
Dias de tormenta no paraíso. Vento forte, correntes que mudam e, aos poucos, refazem o mapa das praias de Vanuatu, no Pacífico Sul. Ilha após ilha, a costa está cheia de árvores caídas. Imensas raízes apontam para o alto.
Nas ilhas, o trabalho de adaptação fica literalmente nas mãos dos moradores. Eles estão tentando impedir que a água passe do ponto que já foi a linha da praia. Mas estão lutando com uma força muito maior do que as pedras podem conter.
Que diferença de Veneza! Diferença que o idealizador do projeto italiano explica bem. “Se há disposição para investir, a solução técnica a gente acha”, diz Albeto Scotti.
Esse é o argumento de Bjorn Lomborg, o ambientalista cético: em vez de se concentrar no corte de emissões de gases estufa, investir em desenvolvimento.
A maioria dos países, diz ele, vai poder lidar com as consequências do aquecimento quando enriquecer. Um exemplo são os furacões. Na Flórida rica, raramente alguém morre. Mas, nos países pobres, muitas pessoas morrem porque não há infraestrutura para lidar com os problemas.
Na Ilha de Pele, dois mil habitantes vivem à parte da modernidade o ano inteiro, como sonhamos passar uns dias de férias. Mas o paraíso está perdendo sua água doce.
A água que a vila toda bebia há dois anos começou a ficar salobra. A praia fica a 100 metros do local. E, de alguma forma, a água salgada conseguiu penetrar no lençol freático. A água está ainda mais salgada que a outra ainda.
A esperança é uma fonte que tem uma aparência bem feia. O chefe da vila explica que a fonte nunca secou. É a única da ilha que não está salobra, mas está verde.
O pesquisador acredita que a água esteja contaminada. É de lá que os moradores estão tirando a água de beber, lavar louças, do banho.
Os pesquisadores estão implantando um novo sistema de criação de porcos para resistir ás mudanças do clima. Na falta de água doce, os bichos bebem água de coco e se alimentam de coco.
Mas e os moradores? Eles reclamam que a lavoura está cada vez menos produtiva e levam a equipe do Fantástico para ver que a única memória do lugar. Um homem mostra o túmulo do avô e de outros parentes. O cemitério foi levado pela ressaca. Culpa do aquecimento da água do mar.
O oceanógrafo Christopher Bartlett explica que antigamente havia períodos de água quente a cada 15 anos. Agora, tem todo ano.
O calor frequente mata os corais e a barreira que defende as praias das ressacas se vai. Como se vão também os peixes que alimentam o povo.
Sem água e sem comida, eles podem ser expulsos do paraíso, pagando por um pecado que outros cometeram, desmantelando uma cultura tão ligada à água que dela tira arte em forma de música. Até quando? 




Captura de Tubarões

Mais de um milhão de Tubarões capturados por ano no Atlântico

Quase 1,3 milhões de tubarões, incluindo espécies ameaçadas, foram capturados em 2008 no oceano Atlântico por navios de pesca industrial que ignoram os limites impostos às capturas, anunciou ontem a organização não-governamental (ONG) Oceana. Segundo a agência Lusa, a ONG adianta, num relatório publicado à margem de uma reunião da Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (CICTA), que os números verdadeiros da captura de tubarões poderão ser bastante mais elevados devido à existência de grandes lacunas na publicação de dados sobre este tipo de pesca.

As atribuições da CICTA abrangem os tubarões porque os principais predadores marinhos são uma "captura acidental" frequente pelos navios que pescam atum. Os 48 membros da CICTA, que se encontram reunidos em Paris até sábado, têm em agenda a adopção de medidas, incluindo a imposição de quotas e restrições, para garantir que a pesca comercial no Atlântico é feita de modo a garantir a sustentabilidade de stocks.

Apesar de a reunião da CICTA dizer respeito sobretudo à protecção do atum rabilho, a mais valiosa espécie de atum, ONG dedicadas à proteção ambiental, como a Oceana, que se apoiam em dados de biólogos, alertam a organização para o facto de várias espécies de tubarões, igualmente de elevado valor comercial, enfrentarem problemas de conservação mais graves que os do atum.

Das 21 espécies de tubarões identificadas no Atlântico cerca de três quartos são consideradas em risco de extinção. Nos termos da Convenção da ONU sobre o Direito do Mar, as espécies migratórias de tubarões devem ser sujeitas a gestão em instâncias internacionais. A maioria dos tubarões são capturados comercialmente apenas para alimentarem o mercado asiático de barbatanas de tubarão - consideradas uma iguaria.

Após a captura, as barbatanas são removidas e, na maior parte dos casos, os tubarões ainda vivos, mas mutilados e sem capacidade de nadar são lançados de volta ao mar, numa prática que é proibida, mas que é raramente punida