Cisne Branco
O "Cisne Branco", veleiro da Marinha Brasileira, fez sua viagem inaugural em 2000, na travessia comemorativa aos 500 anos de Descobrimento do Brasil, cruzando o Atlântico da mesma forma que o fez Pedro Álvares Cabral, em 1500.
É um veleiro de grande porte (Tall Ship), construído em Amsterdã, Holanda, pelo Estaleiro Damen.
Tem um navio irmão, chamado “Stad Amsterdam”, de bandeira holandesa, lançado ao mar também em 2000.
O seu nome vem da música "Cisne Branco", hino da Marinha do Brasil, também conhecida como a "Canção do Marinheiro". A palavra Cisne, na simbologia heráldica, significa feliz travessia e bom augúrio. É o terceiro navio da Marinha do Brasil a ostentar esse nome.
uma reportagem da GloboTV
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Américo Vespúcio
Américo Vespúcio foi um navegador italiano, nasceu em Florença, em 9 de março de 1454. Faleceu em Sevilla, Espanha, em 22 de fevereiro de 1512. Foi educado em Pisa e na França, dedicando-se desde cedo à geografia, astronomia e cosmografia.
Quando retornou à Itália, trabalhou na casa bancária da família Medici desde os 17 anos. Em 1489, fora enviado a Sevilla, onde conheceu o sócio da casa dos Médici, Giannoto Berardi, que financiava e armava navios.
Através de Giannoto conheceu Colombo. Em 1499, aos 45 anos de idade, decidiu seguir viagem na expedição de Alonso de Hojeda ao redor da América do Sul. A expedição retornou a Espanha em junho de 1500.
Em julho de 1500, Vespúcio de auto-relatou em carta a Lorenzo Médici como comandante da expedição. Em 1496, após a morte do financiador Berardi, Américo Vespúcio assumiu direção da empresa.
Realizou diversas viagens pela América, muitas delas são até hoje questionadas pelos historiadores em virtude de contradições de registros náuticos desencontrados em cartas. Em 13 de maio de 1501, partiu de Lisboa e no fim do mesmo ano chegou no Cabo Santo Agostinho, passou pelo litoral brasileiro, baía de Guanabara, rio da Prata até alcançar a costa meridional da Patagônia.
Nessa altura percebeu que havia navegado pela costa de um novo continente, despreendido da costa asiática. Retornou a Lisboa em 22 de julho de 1502, e divulgou a notícia na Europa. Em 1503, partiu novamente em viagem chefiada por Gonçalo Coelho. Em 1505, passou a servir a coroa espanhola, e não mais viajou.
Passou a trabalhar como piloto-mor da corte, ajudando na preparação de mapas oficiais e rotas marinhas. Casou-se com Maria Cerezo, que o acompanhou até sua morte.
Por Fernando Rebouças
Piratas da Somália
Piratas da Somália ?
Um documentário sobre a pirataria nas águas internacionais da Somália (leste da África). Como sempre, a imprensa internacional oculta as motivações e a realidade dos fatos noticiados. Antes disso, trata de criar versões mentirosas e distorcidas sobre um país que vive há anos em pleno "estado de natureza", numa insólita situação hobbesiana, sem governo estabelecido, em guerra civil permanente, fome generalizada, centenas de milhares de refugiados, guerra de raças, etc.
Como se isso não bastasse, a Somália ainda é vítima da pesca ilegal de grandes companhias, mas sobretudo, mais recentemente, serve de depósito de lixo tóxico e nuclear de empresas europeias e asiáticas. Veja tudo isso em 23 minutos deste importante documentário.
Por:tainhanarede.blogspot.com
Um documentário sobre a pirataria nas águas internacionais da Somália (leste da África). Como sempre, a imprensa internacional oculta as motivações e a realidade dos fatos noticiados. Antes disso, trata de criar versões mentirosas e distorcidas sobre um país que vive há anos em pleno "estado de natureza", numa insólita situação hobbesiana, sem governo estabelecido, em guerra civil permanente, fome generalizada, centenas de milhares de refugiados, guerra de raças, etc.
Como se isso não bastasse, a Somália ainda é vítima da pesca ilegal de grandes companhias, mas sobretudo, mais recentemente, serve de depósito de lixo tóxico e nuclear de empresas europeias e asiáticas. Veja tudo isso em 23 minutos deste importante documentário.
Por:tainhanarede.blogspot.com
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Submarino Chinês - "Jiaolong"
Não foi o maior "mergulho" tripulado da História -. longe disso. Mas constitui uma proeza em termos de rapidez: descer 5.057 metros em menos de três horas, não é para qualquer um. O "Jiaolong" marcou terreno para a China no fundo do mar e valeu-lhe um avanço na corrida aos muito cobiçados jazigos submarinos de matérias-primas.
O Jiaolong - nome de um mitológico dragão do mar - não desceu tanto como o Shinkai, submarino japonês que atualmente detém o record de profundidade, com um mergulho de 6.500 metros. E menos ainda bateu o histórico record do submarinista francês Jacques Piccard, que há meio século, em 1960, conseguira descer 11.000 metros no Oceano Pacífico. Nem o Jiaolong nem nenhum outro submarino atual se encontram em condições de igualar a proeza de Piccard.
Mas a proeza do Jiaolong foi, para a China, uma estreia triunfal, disputando aos Estados Unidos, França, Rússia e Japão o oligopólio em matéria de mergulho submarino de grande profundidade. No próximo ano, os responsáveis chineses esperam ganhar ao submarino japonês o record atual de mergulho de profundidade, atingindo então os 7.000 metros.
A rivalidade em torno destas marcas nada tem de desportivo. Os mares do Sul da China encontram-se hoje em disputa entre os vários países ribeirinhos, que procuram ter acesso aos jazigos de metais que aí se conhecem, ou a outros cuja existência se suspeita. Entre esses metais encontram-se o ouro, a prata, o cobre, o níquel e o cobalto, bem como matérias-primas para indústrias de high tech.
A China já comprou à Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, com sede na Jamaica, os direitos de exploração sobre 75.000 quilómetros quadrados do Oceano Pacífico e dedica-se agora a apurar a tecnologia que lhe permita consolidar em termos práticos essa antecipação jurídica. A exploração efetiva é dos fundos marinhos a essas profundidades é hoje considerada demasiado dispendiosa para ser rentável, mas a tendência altista dos preços de certos metais pode a médio prazo mudar esse quadro.
Por:RTP
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Diana Nyad
Diana Nyad vai nadar 60 horas entre Cuba e Flórida no meio de tubarões
Em Agosto, Diana Nyad, 61 anos, vai atravessar a nado o Atlântico, entre Cuba e Florida. A atleta veterana tem como objectivo percorrer 165 quilómetros em 60 horas. Se atingir a meta, Nyad superará o recorde mundial de nado em oceano, sem jaula, conquistado pela própria em 1979.
Diana Nyad é nadadora de longo curso há cerca de 40 anos. Por um quilómetro, vai fazer-se ao mar com o objectivo de se superar. Trinta e três anos depois de ter percorrido 164 quilómetros de oceano – sem jaula a protegê-la de eventuais correntes oceânicas e de tubarões – de Bimini, no arquipélago de Bahamas, a Júpiter, também na Florida, Estados Unidos, Nyad quer atingir uma meta antiga.
Em 1978, a nadadora tentou fazer a ponte, por mar, entre Cuba e os Estados Unidos - dois países divididos, então e agora, por um embargo económico, decidido em plena Guerra Fria –, mas uma forte corrente oceânica fê-la desistir da maratona após 80 quilómetros e 41 horas e 49 minutos de esforço físico. À altura, foi auxiliada por uma jaula. Em Agosto, vai tentar o feito sem grades. E é essa novidade – enfrentar os tubarões sem protecção – que a fará ultrapassar a façanha de uma nadadora australiana que, em 1997, efectuou o mesmo percurso em apenas 24 horas, mas enjaulada. Com um barco a puxar a jaula, a travessia torna-se mais acessível e rápida.
“Fisicamente, estou mais forte do que antes, embora fosse mais rápida quando tinha vinte e tal anos. Hoje sinto-me forte, poderosa e com sabedoria para lidar com as horas de resistência”, disse Nyad numa entrevista recente ao “New York Times”, acrescentando estar “em forma”.
Os avanços na nutrição dos atletas e nos meios tecnológicos são considerados uma vantagem em relação ao 1978: A cada hora e meia, Nyad fará uma pausa no percurso por poucos minutos para ingerir uma mistura líquida de proteína pré-digerida e blocos de electrólitos em gel, e comer um pedaço de banana ou uma fatia de manteiga de amendoim.
A operação em alto mar envolve, antes e durante, vários actores. O médico desta atleta é um deles e diz estar preocupado com as temperaturas do corpo da atleta e da água, mas não só. Ao “New York Times”, Michael S. Broder, professor clínico associado da Universidade da Califórnia e médico de Diana, acrescenta outras apreensões: “Poderá ela manter-se desperta, concentrada e hidratada?”. Na sequência de variações na reacção do corpo de Nyad à água durante os treinos que precedem o desafio final, o clínico conclui: “Porque nunca ninguém fez alguma vez isto, não é clara a causa de todas estas coisas pelas quais ela tem passado”.
Outros actores integram o grupo responsável pelos preparativos do feito. Quatro especialistas estão incumbidos de estudar as condições climatéricas na preparação da maratona aquática, a partir das previsões meteorológicas até sete dias antes da partida.
Nos treinos, a nadadora que vai desafiar, aos 61 anos, um recorde seu, tem cantado mentalmente canções de Janis Joplin, Neil Young e Beatles, para quebrar a monotonia.
“Nadar é a última forma de privação sensorial. És deixada sozinha com os teus pensamentos de um modo muito severo", afirmou Diana, a poucas semanas do início desta mega maratona, para a qual está a pedir donativos através da Internet, dado que a estrutura desta operação irá custar cerca de 354 mil euros e a organização ainda não arrecadou esse valor.
No que diz respeito à idade com que se vai atirar, em Agosto, ao Oceano Atlântico, para nadar 60 horas quase sem paragens, relativiza: “A geração dos nossos pais, aos 60 anos, considerava-se ‘velha’. Eu estou a meio da meia-idade”.
Por:Publico: Tiago Pereira Carvalho
terça-feira, 19 de julho de 2011
Tall Ships Lisbon 2012
Veleiros: Associação procura jovens portugueses para serem tripulantes numa regata de verão
Uma associação portuguesa está a preparar uma regata de grandes veleiros, que irá atracar em Lisboa no próximo verão. As inscrições estão abertas e o único requisito para pertencer à tripulação é ser-se jovem.Em julho de 2012, Lisboa vai ser um dos portos de uma regata internacional de grandes veleiros, que chegam à cidade graças ao trabalho diário de uma tripulação composta maioritariamente por jovens. Entre eles, estarão inexperientes “marinheiros” portugueses.
A associação sem fins lucrativos - que promoveu a recuperação do Creola, construiu as caravelas “Bartolomeu Dias”, “Boa Esperança” e “Vera Cruz” - abriu agora as inscrições para os jovens que queiram participar na aventura marítima.
“Qualquer jovem entre os 15 e os 25 anos pode embarcar, não precisa de ter experiência nem sequer de alguma vez ter posto os pés num barco”, contou à Lusa Marta Lobato, da Associação Portuguesa de Treino de Vela (APORVELA).
A principal missão da iniciativa é promover o treino de vela e mar junto dos jovens, oferecendo aos mais novos a oportunidade de fazer parte da tripulação de um grande veleiro.
A viagem começa no início de julho em França e termina em Dublin, um mês depois. A regata atracará em Lisboa a 19 de julho de 2012. No dia 22, os veleiros içam as velas e navegam rumo a Cadiz.
“A co mpetição tem início em Saint Malo, em França, prosseguindo para Lisboa, Cádiz, Corunha e, por fim, Dublin. Os jovens podem fazer toda a viagem ou escolher apenas uma das etapas”, explicou Marta Lobato.
No mar, não existe dia ou noite para a tripulação. A equipa, organizada em turnos, trabalha incansavelmente para fazer o barco chegar a bom porto.
“Cada jovem, quando embarca, passa a fazer parte da tripulação: tem a responsabilidade de cozinhar, fazer a navegação, ir ao leme, fazer os quartos à noite e até lavar casas-de-banho. Fazem tudo o que é preciso para garantir que o barco chega ao próximo porto, o que é muito gratificante a nível pessoal e de responsabilidade”, exemplificou.
A organização promete que, em noites calmas, os jovens tripulantes podem mesmo ficar responsáveis pelo leme.
“The Tall Ships Races” são regatas organizadas todos os anos pela Sail Training International, que exige que pelo menos metade da tripulação seja jovem e que a bordo dos veleiros se fale várias línguas.
A última vez que Lisboa fez parte desta regata foi em 2006, ano em que recebeu 86 grandes veleiros, 6.237 tripulantes de 49 países. Entre eles, quatro mil eram jovens com menos de 26 anos.
Este ano, as inscrições para a participação dos grandes veleiros ainda estão a decorrer, mas Marta Lobato aponta para a presença de 80 embarcações.
Por:Correio do Minho
domingo, 17 de julho de 2011
O Rio e Alburrica
O Rio e Alburrica
Um belo, Trabalho realizado por BarreiroWeb,
Link para o video _barreiroweb.com/images/rio
Link site barreirowebhttp://barreiroweb.com/bweb/
Santuário para Baleias no Atlântico
Países da América do Sul querem formar um Santuário para Baleias no Oceano Atlântico
Criar um vasto santuário no Atlântico Sul onde as baleias possam viver sem medo de arpões, mesmo se a moratória à sua caça for levantada, é o objectivo dos países sul-americanos. Está a decorrer em Jersey a reunião anual da Comissão Baleeira Internacional.
“A lógica de um santuário é reforçar a moratória. Se um dia for levantada, teremos vastas regiões dos oceanos fechadas à caça comercial”, explica Vincent Ridoux, membro do comité científico da Comissão Baleeira Internacional (CBI).
Durante a reunião anual da comissão, até amanhã em Jersey, o Brasil e a Argentina apresentaram um projecto para criar um santuário para o Atlântico Sul, que se iria juntar aos dois grandes santuários já existentes: no oceano Índico (desde 1979) e no oceano Austral (1994).
Porém, o projecto não tem grandes hipóteses de ser adoptado este ano porque “faz parte das iniciativas a que o Japão se opõe, sistematicamente”, salienta Ridoux, membro da delegação francesa em Jersey.
Todos os anos, o Japão continua a caçar baleias no santuário do oceano Austral, alegando fins científicos. Para a próxima época, ainda não se sabia se Tóquio iria manter a caça por falta de dinheiro e pelos protestos ambientalistas. Mas hoje, a BBC noticia que o Japão vai mesmo continuar a caçar nas águas da Antárctida. Na reunião da CBI, Joji Morishita, da delegação japonesa, anunciou que o plano é voltar ao oceano austral. “Estamos agora a debater como vamos enviar de volta a nossa frota para o oceano austral”, disse Morishita, da Agência de Pescas japonesa.
A organização ambientalista Sea Shepherd também já garantiu que vai voltar à Antárctida, para dificultar a vida à frota do Japão.
Willie McKenzie, activista britânico da Greenpeace, considera que a criação de um novo santuário no Atlântico Sul – cujos limites iriam do Equador à fronteira do oceano Austral – permitiria proteger mais eficazmente as baleias nas suas migrações de milhares de quilómetros.
“A baleia de bossa, por exemplo, passa a época de reprodução nas águas quentes e depois passa a época de alimentação nas águas frias, o que significa que o santuário do oceano Austral não chega para esta espécie”, explicou. “Ao criar um santuário maior, estaremos a proteger todo o ciclo de vida da baleia.”
Um santuário no Atlântico Sul iria beneficiar, pelo menos, sete espécies, entre elas a baleia azul e a baleia de bossa, segundo o biólogo costa-riquenho Javier Rodriguez, fundador da Fundação Promar.
Além da conservação das baleias, “o objectivo dos países sul-americanos, apoiados pela África do Sul, é desenvolver uma actividade turística junto de uma população de baleias saudável”, através do whalewatching, lembra Vincent Ridoux.
Por: AFP:Publico
“A lógica de um santuário é reforçar a moratória. Se um dia for levantada, teremos vastas regiões dos oceanos fechadas à caça comercial”, explica Vincent Ridoux, membro do comité científico da Comissão Baleeira Internacional (CBI).
Durante a reunião anual da comissão, até amanhã em Jersey, o Brasil e a Argentina apresentaram um projecto para criar um santuário para o Atlântico Sul, que se iria juntar aos dois grandes santuários já existentes: no oceano Índico (desde 1979) e no oceano Austral (1994).
Porém, o projecto não tem grandes hipóteses de ser adoptado este ano porque “faz parte das iniciativas a que o Japão se opõe, sistematicamente”, salienta Ridoux, membro da delegação francesa em Jersey.
Todos os anos, o Japão continua a caçar baleias no santuário do oceano Austral, alegando fins científicos. Para a próxima época, ainda não se sabia se Tóquio iria manter a caça por falta de dinheiro e pelos protestos ambientalistas. Mas hoje, a BBC noticia que o Japão vai mesmo continuar a caçar nas águas da Antárctida. Na reunião da CBI, Joji Morishita, da delegação japonesa, anunciou que o plano é voltar ao oceano austral. “Estamos agora a debater como vamos enviar de volta a nossa frota para o oceano austral”, disse Morishita, da Agência de Pescas japonesa.
A organização ambientalista Sea Shepherd também já garantiu que vai voltar à Antárctida, para dificultar a vida à frota do Japão.
Willie McKenzie, activista britânico da Greenpeace, considera que a criação de um novo santuário no Atlântico Sul – cujos limites iriam do Equador à fronteira do oceano Austral – permitiria proteger mais eficazmente as baleias nas suas migrações de milhares de quilómetros.
“A baleia de bossa, por exemplo, passa a época de reprodução nas águas quentes e depois passa a época de alimentação nas águas frias, o que significa que o santuário do oceano Austral não chega para esta espécie”, explicou. “Ao criar um santuário maior, estaremos a proteger todo o ciclo de vida da baleia.”
Um santuário no Atlântico Sul iria beneficiar, pelo menos, sete espécies, entre elas a baleia azul e a baleia de bossa, segundo o biólogo costa-riquenho Javier Rodriguez, fundador da Fundação Promar.
Além da conservação das baleias, “o objectivo dos países sul-americanos, apoiados pela África do Sul, é desenvolver uma actividade turística junto de uma população de baleias saudável”, através do whalewatching, lembra Vincent Ridoux.
Por: AFP:Publico
terça-feira, 12 de julho de 2011
Golfinhos no Tejo
Grupo de Golfinhos avistado no Estuário do Tejo
O conjunto de 8 animais foi visto no sábado de manhã desde uma embarcação de recreio em frente a Caxias, tendo-se a certa altura aproximado e nadado junto à proa do veleiro que se deslocava com o motor ligado.Foi avistado no passado sábado um grupo de golfinhos-comuns, Delphinus delphis, no Estuário do Tejo. O conjunto de 8 animais foi visto ao longe às 09h05 pelos passageiros da embarcação Zavia, dirigida pelo skipper Vítor Novais Gonçalves, tendo-se aproximado do veleiro e nadado junto à proa enquanto o barco se deslocava com o motor ligado, em frente a Caxias.
O golfinho-comum é uma espécie oceânica com uma ampla distribuição mundial que inclui as zonas de águas temperadas e tropicais do oceano Atlântico. No Mar Negro a espécie pode ser encontrada tanto em mar alto como perto da costa, que frequenta durante associações sazonais ou quando se alimenta de pequenos peixes de águas pouco profundas como as anchovas.
Não se trata da primeira vez que esta espécie é observada no Tejo, havendo vários registos em vídeo no YouTube que o comprovam. Em Fevereiro de 2010 a espécie foi inclusive avistada mais para Norte, perto de Vila Franca de Xira, onde surpreendeu os pescadores.
Não se trata da primeira vez que esta espécie é observada no Tejo, havendo vários registos em vídeo no YouTube que o comprovam. Em Fevereiro de 2010 a espécie foi inclusive avistada mais para Norte, perto de Vila Franca de Xira, onde surpreendeu os pescadores.
Outra espécie que também tem sido vista nos últimos anos por quem viaja de barco no Tejo é o roaz-corvineiro, Tursiops truncatus, que terá sido comum entre 1940-1960, altura, em que, possivelmente terá havido uma população residente, à semelhança do que acontece actualmente no Sado, embora tal não seja consensual.
A observação de golfinhos no Tejo depois de um período de longos anos de ausência tem sido associada a uma melhoria da qualidade da água, que resultaria não só do encerramento ou deslocalização de fábricas como a Lisnave, mas também da entrada em funcionamento de várias Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), a mais recente das quais - a de Alcântara - foi inaugurada no passado dia 22 de Janeiro.
Filipa Alves - 11-07-11
domingo, 10 de julho de 2011
Aporvela de volta ao Mar no “Creoula”
A Aporvela volta a efectuar uma viagem no “Creoula” no âmbito do programa “Jovens e o Mar” que todos os anos faz embarcar dezenas de jovens portugueses numa aventura inesquecível em grandes veleiros, tanto em Portugal como no estrangeiro. De 3 a 6 de Setembro, mesmo antes do início das aulas, os aspirantes a velejadores vão poder aprender tudo sobre o que é estar no Mar: ver cartas náuticas, estar ao leme, lavar o convés, ajudar a preparar as refeições, fazer turnos, ver o nascer do sol no Mar, aprender a fazer nós e a trabalhar em equipa. E vão fazê-lo num dos mais belos e grandes veleiros do mundo, um autêntico repositório da tradição marítima portuguesa.O “Creoula” é um lugre de quatro mastros e 67 metros de comprimento com capacidade para 51 instruendos. O treino de mar é assegurado pela guarnição da Marinha Portuguesa, propositadamente reduzida para que os jovens participem nas manobras e tarefas. A bordo segue ainda uma equipa de monitores da Aporvela que vão organizar os turnos, promover a animação geral da tripulação e fazer workshops temáticos ligados ao Mar.
Esta viagem é organizada para prosseguir os seus objectivos e para promover a regata The Tall Ships Races Lisbon 2012, o maior evento náutico do ano em Portugal, que trará a Lisboa cerca de cem grandes veleiros como o “Creoula” e a “Sagres”, milhares de jovens tripulantes e muita animação no porto de Lisboa.
Contactos importantes:
As reservas de lugares e pedidos de informação devem ser feitas para a Aporvela: geral@aporvela.pt ou 934081112.
Por:Nautica Press
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Minérios raros no fundo do mar
Japão descobre minérios raros no fundo do mar
A geologia já explorou a maior parte dos minerais disponíveis na superfície terrestre, mas um recente estudo mostra que ainda há uma área com muito potencial a explorar: o fundo dos oceanos. Cientistas japoneses estimam que existam mais de 100 bilhões de toneladas de minérios no fundo do mar, alguns dos quais raros e com aplicações essenciais na tecnologia.
A descoberta aconteceu em mares próximos ao Havaí e à ilha de Taiti, no Oceano Pacífico. Os materiais foram encontrados por geólogos da Universidade de Tóquio, que acharam minérios em 78 lugares diferentes do relevo oceânico. Estes lugares ficam entre 3.500 metros a 6.000 metros abaixo da superfície do mar, em uma profundidade que os oceanógrafos chamam de “zona abissal”. O próximo desafio dos cientistas é verificar se a maioria desse minério disponível seria apta à exploração e ao comércio.
Os números impressionam: segundo os cientistas japoneses, com apenas um quilômetro quadrado de depósitos desses minérios raros vindos do oceano seria possível suprir um quinto de todo o consumo anual. O país que mais produz minerais raros, atualmente, é a China, com incríveis 97% do total mundial.
Enquanto apenas essa área descoberta no fundo do mar tem potencial para possuir de 80 a 100 bilhões de toneladas de minérios raros, todas as reservas terrestres juntas somam apenas 110 bilhões de toneladas. Com as novas fontes marinhas, a expectativa é grande. O principal metal raro que se espera encontrar é o ítrio, que tem uma ampla gama de utilidades. É aplicado desde a fabricação de granadas até filtros de micro-ondas, passando por receptores de televisão e catalisadores de outros elementos químicos.
Nem tudo, no entanto, são rosas. Os ambientalistas alertam para os perigos da exploração excessiva do fundo do mar, que pode agredir o ecossistema se for feita de maneira desmedida. Além disso, a área que os japoneses pretendem explorar está sob disputa territorial com a China. Coincidentemente ou não, os chineses são os maiores produtores de minérios atualmente. Países asiáticos menores, como a Malásia, também vislumbram crescimento a partir desse setor. [BBC]
Por Stephanie D’Ornelas
terça-feira, 5 de julho de 2011
Nuestra Señora de Atocha
Mergulhadores da Flórida encontram novo tesouro em naufrágio
Mergulhadores em Florida Keys recuperaram um grande anel de esmeralda e duas colheres de prata que acreditam ser do galeão espanhol Nuestra Señora de Atocha, um naufrágio que já revelou um dos maiores tesouros recuperados do mar.
Funcionários da Mel Fisher''s Treasure, empresa que trabalha na região do naufrágio do navio desde 1969, acreditam que estão próximos de encontrar a última parte perdida do navio. "Nesta área ficavam os clérigos e a elite com os seus itens pessoais", disse Sean Fisher, porta-voz da empresa e neto do seu fundador Mel Fisher.
O Atocha voltava para a Espanha carregado de ouro e prata do novo mundo quando afundou ao ser atingido por um furacão em Key West, em setembro de 1622. Depois de 16 anos de busca, Mel Fisher e a sua equipe encontraram a carga principal do naufrágio em 1985. Eles resgataram mais de 40 toneladas de ouro e prata, além de mais de 100 mil moedas de prata espanholas, junto com esmeraldas colombianas e outros artefatos. A empresa estima o valor em quase 500 milhões de dólares.
Desde então, Sean Fisher disse que a equipe fez outras descobertas em um raio de 16 quilômetros do naufrágio. Após afundar, outros furacões espalharam pedaços do navio. "Estamos indo na direção correta. Como o navio quebrou em dois e ficou sendo carregado por centenas de anos, estamos encontrando coisas aos poucos", disse Fisher.
O anel de ouro com uma grande esmeralda está bem conservado e foi avaliado em 500 mil dólares. Já as colheres e os outros itens estão cobertos por resíduos e deverão ser tratados no laboratório da empresa, então eles não tiveram nenhuma estimativa de valor.
Com uma cópia do registro de carregamento do Atocha, Fischer acha que vai encontrar mais 100 mil moedas, 400 barras de prata e joias pessoais no restante do navio. "Havia muito contrabando, já que o clero e a nobreza não queriam pagar impostos ao rei. Nós esperamos encontrar vários itens que não foram declarados", acrescentou.
Por:Jornal do Brasil
Funcionários da Mel Fisher''s Treasure, empresa que trabalha na região do naufrágio do navio desde 1969, acreditam que estão próximos de encontrar a última parte perdida do navio. "Nesta área ficavam os clérigos e a elite com os seus itens pessoais", disse Sean Fisher, porta-voz da empresa e neto do seu fundador Mel Fisher.
O Atocha voltava para a Espanha carregado de ouro e prata do novo mundo quando afundou ao ser atingido por um furacão em Key West, em setembro de 1622. Depois de 16 anos de busca, Mel Fisher e a sua equipe encontraram a carga principal do naufrágio em 1985. Eles resgataram mais de 40 toneladas de ouro e prata, além de mais de 100 mil moedas de prata espanholas, junto com esmeraldas colombianas e outros artefatos. A empresa estima o valor em quase 500 milhões de dólares.
Desde então, Sean Fisher disse que a equipe fez outras descobertas em um raio de 16 quilômetros do naufrágio. Após afundar, outros furacões espalharam pedaços do navio. "Estamos indo na direção correta. Como o navio quebrou em dois e ficou sendo carregado por centenas de anos, estamos encontrando coisas aos poucos", disse Fisher.
O anel de ouro com uma grande esmeralda está bem conservado e foi avaliado em 500 mil dólares. Já as colheres e os outros itens estão cobertos por resíduos e deverão ser tratados no laboratório da empresa, então eles não tiveram nenhuma estimativa de valor.
Com uma cópia do registro de carregamento do Atocha, Fischer acha que vai encontrar mais 100 mil moedas, 400 barras de prata e joias pessoais no restante do navio. "Havia muito contrabando, já que o clero e a nobreza não queriam pagar impostos ao rei. Nós esperamos encontrar vários itens que não foram declarados", acrescentou.
Por:Jornal do Brasil
domingo, 26 de junho de 2011
Proas
Lançada, invertida ou recta ?
Para além da Arquitectura , o formato de proa depende acima de tudo , do uso que o Barco terá !
Você já reparou como, ultimamente, as proas de alguns veleiros e lanchas passaram a ficar perpendiculares à linha d’água, ou mesmo com a parte inferior mais lançada, em um ângulo invertido? Pois mais do que um simples modismo ou mera tentativa de dar aos barcos um perfil mais agressivo, estas novas e incomuns formas de proa revelam uma tendência, mas — atenção! — isso não quer dizer que você deva colocar isso como ponto básico na hora de escolher o seu próximo barco. Há, afinal, razões técnicas e não apenas estéticas para cada tipo de proa. “Inovações são sempre bem-vindas, desde que adotadas com critério”, adverte Márcio Schaefer, projetista dos barcos da Schaefer Yachts. “O mesmo tipo de proa que melhora o comportamento de um barco na água pode arruinar o desempenho de outro, dependendo do modelo”, diz.
“O mais importante é garantir, em qualquer caso, uma boa reserva de flutuação para o barco”, acrescenta o projetista, que se preocupa principalmente com o conforto a bordo na hora de definir as linhas de uma proa. Como todo navegante tarimbado sabe, o formato da proa deve ser definido ainda na fase do projeto e de acordo apenas com o uso para o qual o modelo se destina. Cada tipo exige um desenho diferente, em função, principalmente, do tipo de nagevação que ele terá. Caso você queira, por exemplo, apenas passear com uma lancha cabinada, com flybridge, acima dos 40 pés, uma proa mais arredondada aumenta consideravelmente o conforto a bordo, uma vez que esse tipo de barco é projetado para navegar em águas costeiras. Já se o objetivo for pescar em mares mais abertos, o melhor é uma proa mais afiada. Antes de escolher o desenho, portanto, é preciso definir o uso que o barco terá. Veja abaixo algumas características de cada formato.
Proa com bulbo
Típica proa de cascos deslocantes, como navios e trawlers. Nela, o bulbo fica um pouco abaixo da linha d’água, o que reduz a resistência e, consequentemente, aumenta a velocidade, além de diminuir o consumo de combustível. Esse bulbo, contudo, pouco interfere na capacidade do casco de enfrentar mares agitados.
Multicascos com proas wave-piercing
Como o nome indica (“wave-piercing” quer dizer algo como “furar a onda”), este tipo de casco faz com que a proa mergulhe nas vagas, tal qual as proas invertidas. Os barcos que utilizam esse conceito geralmente são trimarãs, cujos cascos laterais são mais esguios, enquanto o central é bem volumoso e, quase sempre, fica fora d’água.
Proa lançada em V
É a típica proa das lanchas de lazer, usada também em alguns navios. Seu formato, em V, ajuda a amortecer o impacto das ondas. Com o barco planando, o bico lançado diminui a resistência à água. Em caso de mar agitado, esta característica também evita que o casco mergulhe nas ondas.
Proa lançada para veleiros
Típico dos barcos a vela mais antigos, este formato já caiu em desuso. A grande inclinação na proa garante bom desempenho em mar aberto, mas diminui o comprimento de linha d’água e limita o espaço na cabine de proa.
Proa lançada em V, com flare
Variação da proa lançada em V, é mais usada em lanchas de pesca em alto-mar. Debaixo d’água, o V do casco é bem acentuado, mas na parte superior assume uma curva lateral invertida, ou seja, abaulada para fora, para direcionar a água de volta ao mar, mantendo o barco mais seco. Em virtude do grande volume de casco acima da linha d’água, o barco dificilmente mergulha em ondas maiores.
Proa recta ou pouco lançada
Formato da proa das lanchas mais antigas e, curiosamente, também de algumas ultramodernas, como as dos estaleiros Wally e Zonda. Inspiradas nos veleiros da classe IMS, estas proas deixam o casco mais veloz, mas levam o barco a mergulhar em alta velocidade, pois não têm muito volume.
Proa invertida
É desenhada para furar a onda, em vez de escalá-la, o que resulta em um navegar mais suave, porém molhado. É usada em alguns barcos militares e em raros barcos de cruzeiro. Um casco com esta proa exige que a área habitável do cockpit seja localizada o mais próximo possível da popa, já que a parte da frente é lavada constantemente.
Por: Sergio Rossi / Revista Nautica
Para além da Arquitectura , o formato de proa depende acima de tudo , do uso que o Barco terá !
Você já reparou como, ultimamente, as proas de alguns veleiros e lanchas passaram a ficar perpendiculares à linha d’água, ou mesmo com a parte inferior mais lançada, em um ângulo invertido? Pois mais do que um simples modismo ou mera tentativa de dar aos barcos um perfil mais agressivo, estas novas e incomuns formas de proa revelam uma tendência, mas — atenção! — isso não quer dizer que você deva colocar isso como ponto básico na hora de escolher o seu próximo barco. Há, afinal, razões técnicas e não apenas estéticas para cada tipo de proa. “Inovações são sempre bem-vindas, desde que adotadas com critério”, adverte Márcio Schaefer, projetista dos barcos da Schaefer Yachts. “O mesmo tipo de proa que melhora o comportamento de um barco na água pode arruinar o desempenho de outro, dependendo do modelo”, diz.
“O mais importante é garantir, em qualquer caso, uma boa reserva de flutuação para o barco”, acrescenta o projetista, que se preocupa principalmente com o conforto a bordo na hora de definir as linhas de uma proa. Como todo navegante tarimbado sabe, o formato da proa deve ser definido ainda na fase do projeto e de acordo apenas com o uso para o qual o modelo se destina. Cada tipo exige um desenho diferente, em função, principalmente, do tipo de nagevação que ele terá. Caso você queira, por exemplo, apenas passear com uma lancha cabinada, com flybridge, acima dos 40 pés, uma proa mais arredondada aumenta consideravelmente o conforto a bordo, uma vez que esse tipo de barco é projetado para navegar em águas costeiras. Já se o objetivo for pescar em mares mais abertos, o melhor é uma proa mais afiada. Antes de escolher o desenho, portanto, é preciso definir o uso que o barco terá. Veja abaixo algumas características de cada formato.
Proa com bulbo
Típica proa de cascos deslocantes, como navios e trawlers. Nela, o bulbo fica um pouco abaixo da linha d’água, o que reduz a resistência e, consequentemente, aumenta a velocidade, além de diminuir o consumo de combustível. Esse bulbo, contudo, pouco interfere na capacidade do casco de enfrentar mares agitados.
Multicascos com proas wave-piercing
Como o nome indica (“wave-piercing” quer dizer algo como “furar a onda”), este tipo de casco faz com que a proa mergulhe nas vagas, tal qual as proas invertidas. Os barcos que utilizam esse conceito geralmente são trimarãs, cujos cascos laterais são mais esguios, enquanto o central é bem volumoso e, quase sempre, fica fora d’água.
É a típica proa das lanchas de lazer, usada também em alguns navios. Seu formato, em V, ajuda a amortecer o impacto das ondas. Com o barco planando, o bico lançado diminui a resistência à água. Em caso de mar agitado, esta característica também evita que o casco mergulhe nas ondas.
Proa lançada para veleiros
Típico dos barcos a vela mais antigos, este formato já caiu em desuso. A grande inclinação na proa garante bom desempenho em mar aberto, mas diminui o comprimento de linha d’água e limita o espaço na cabine de proa.
Proa lançada em V, com flare
Variação da proa lançada em V, é mais usada em lanchas de pesca em alto-mar. Debaixo d’água, o V do casco é bem acentuado, mas na parte superior assume uma curva lateral invertida, ou seja, abaulada para fora, para direcionar a água de volta ao mar, mantendo o barco mais seco. Em virtude do grande volume de casco acima da linha d’água, o barco dificilmente mergulha em ondas maiores.
Proa recta ou pouco lançada
Formato da proa das lanchas mais antigas e, curiosamente, também de algumas ultramodernas, como as dos estaleiros Wally e Zonda. Inspiradas nos veleiros da classe IMS, estas proas deixam o casco mais veloz, mas levam o barco a mergulhar em alta velocidade, pois não têm muito volume.
Proa invertida
É desenhada para furar a onda, em vez de escalá-la, o que resulta em um navegar mais suave, porém molhado. É usada em alguns barcos militares e em raros barcos de cruzeiro. Um casco com esta proa exige que a área habitável do cockpit seja localizada o mais próximo possível da popa, já que a parte da frente é lavada constantemente.
Por: Sergio Rossi / Revista Nautica
Barcos à vela
Os Barcos à Vela
Os barcos foram inventados há cerca de 5000 anos, com o objectivo de transportar pessoas e mercadorias a locais longínquos. Primeiro, surgiu o barco à vela que recorria à força do vento para se locomover. A partir daqui a procura e construção de melhores modelos nunca mais parou.Para além do desenvolvimento técnico das embarcações, também os marinheiros foram melhorando a sua capacidade de reconhecerem as direcções do vento, e, assim, organizarem o melhor trajecto a adoptar para chegarem ao destino. E assim surgiu a Rosa dos Ventos.
Na época dos descobrimentos a navegação era feita pela observação das estrelas. A única dificuldade é que não era possível navegar contra o vento, por isso tiveram que desenvolver outra capacidade: o conhecimento das correntes marítimas. O certo é que foram os barcos que permitiram descobrir novos povos, culturas e realidades.
Hoje, já há barcos de todas as maneiras, feitios e para os mais diversos fins: transporte de mercadorias, para diversão (cruzeiros) e até para habitação. Inclusivamente, os barcos à vela actuais têm a vantagem de terem um motor agregado. Este só é accionado quando não há correntes de ar ou quando é necessário fazer manobras específicas, em que se tem de domar o vento. Quando o vento é muito forte, tem de se procurar a posição adequada da vela para traçar os movimentos em zigue zague e seguir em frente.
Também, actualmente, estes barcos destinam-sea ao lazer ou ao desporto de competição. Os Monotipos servem para competição com iates. Já os Laser e os Catamarãs são perfeitos para passeios relaxantes no mar. Os veleiros de oceano são barcos maiores e mais potentes, porque destinam-se a transportar uma tripulação em alto mar .
Por:Solange Sousa Mendes
domingo, 19 de junho de 2011
Oceano Atlântico - estudo geológico
Fim do Oceano Atlântico já começou
Estudo foi liderado por investigador português
Daqui por 50 a cem milhões de anos, o oceano Atlântico deverá desaparecer. No entanto, tal como todos os fenómenos geológicos, este também demorará a acontecer. O estudo tem participação russa e é liderado pelo geólogo português Fernando Marques, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Se olharmos para a posição dos continentes não parece sugerir nada que se assemelhe ao desaparecimento dessa massa de água salgada. A novidade do estudo consiste na análise matemática de dados sobre a espessura da placa em várias regiões do Atlântico, tanto do norte como do sul.
Os resultados sugerem que a região mais provável para o início do surgimento dessa zona de subducção – é uma área de convergência de placas tectónicas, onde uma das placas desliza para debaixo da outra – é o Sudeste do Brasil. Segundo os investigadores, “existem sinais de que já aconteceu, mas faltam medidas, e tem alguns dados que poderiam ser interpretados como início de afundamento”. Entretanto, o estudo já foi submetido a um periódico científico de alto impacto.
O grande evento geológico sofrerá um processo muito lento, que demora milhões de anos. Afinal, desde a última grande deriva continental, iniciada há 250 milhões de anos, a América do Sul e a África já se têm afastado e o processo segue em andamento.
Com a abertura crescente do Atlântico, a chamada placa Sul-Americana tenderá a ficar mais esticada, mais fria e, por consequência, mais pesada. Ao peso, acresce o fluxo de material que vem do continente e é levado pelos rios até o mar.
A fragilização da placa somada ao peso adicional fará com que ela afunde e comece a deslizar por baixo da placa Africana. E, assim, aparece uma nova zona de subducção.
Por:Ciência Hoje
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Eclipse total da Lua
Eclipse total da Lua a 15 de Junho
No próximo dia 15 de Junho irá ocorrer um eclipse total da Lua observável em Portugal. Durante os próximos três anos este é o último eclipse lunar no qual uma boa parte da fase da totalidade será visível no nosso país.
O próximo eclipse total da Lua integralmente visível em Portugal só se repetirá a 28 de Setembro de 2015.
O Núcleo Interactivo de Astronomia (NUCLIO) vai promover uma observação pública no Centro de Interpretação Ambiental da Pedra do Sal em São Pedro do Estoril (Cascais), acompanhando o eclipse com telescópios e outros instrumentos.
Às 20:00 horas o evento começa com uma pequena apresentação sobre o que irá acontecer e sugestões de como registar as fases do eclipse com câmaras fotográficas.
A fase de totalidade observável demora aproximadamente uma hora. O último contacto da Lua com a penumbra irá demorar até à meia-noite.
A Lua cheia irá nascer já completamente mergulhada na parte central da sombra da Terra pouco antes das 21:00 horas.
Devido à refracção da luz na nossa atmosfera, uma parte dos raios solares misturam-se com a sombra da Terra, conferindo um toque de cor peculiar à Lua eclipsada. Esta cor pode variar do mero cinzento sujo, passando por tonalidades de castanho até vermelho vivo ou cor de laranja.
A cor da Lua é imprevisível, uma vez que pode alterar-se ao longo do evento e depende principalmente da cobertura de nuvens em torno do globo terrestre e das partículas de poeiras e matéria orgânica suspensas na atmosfera. Erupções vulcânicas recentes, tempestades de areia nos desertos e outras calamidades meteorológicas ou geológicas contribuem consideravelmente para a transparência da atmosfera e da cor que o eclipse lunar irá mostrar.
Horário do eclipse 15.6.2011 (hora de Verão Portugal continental)
Por: Diário Digital
quarta-feira, 8 de junho de 2011
"O Mundo que eu vi" - Genuíno Madruga
Apresentação do Livro: “O Mundo Que Eu Vi”, de GENUÍNO MADRUGA
Genuíno Madruga, é para o mundo açoriano um ícone da navegação moderna por sua determinação e coragem na grande aventura de enfrentar os mares e levar desfraldada a bandeira dos Açores e de Portugal por terras de distantes geografias.
É o décimo velejador mundial, e o primeiro português, a dar a volta ao mundo em solitário, dobrando o Cabo Horn do Atlântico para o Pacífico, numa viagem com a duração de cerca de dois anos.
Por onde passou foi recebido com grande respeito e admiração ao destemido Homem do Mar e uma reverência a Portugal a nação que no passado traçou os caminhos do mar conquistando e desbravando mundos.
O livro "O Mundo que eu vi", publicado pela editora Ver Açor, foi lançado oficialmente ao público no dia 20 de maio na cosmopolita cidade da Horta(Faial),no Peter -Sport Café. A apresentação do auto rfoi feita pelo Dr. Fernando Menezes estando a apresentação do livro a cargo do Dr. Luís Prieto. E no dia 31 de maio nas Portas do Mar, em Ponta Delgada,Ilha de São Miguel com apresentação de Sidónio Bettencourt.
Em sequência será feito o seu lançamento em todas as Ilhas dos Açores, no Museu da Marinha, em Lisboa, e também nos EUA, Canadá e no Brasil.
O Blog Comunidades parabeniza o navegador Genuíno Madruga pela saída do seu livro "O Mundo que eu vi" que com certeza enriquece a produção cultural açoriana.
Por: Lélia Pereira Nunes
Irene Maria Ferreira Blayer
Dia Mundial dos Oceanos
Hoje comemora-se o Dia Mundial dos Oceanos
Em 2008, as Nações Unidas declararam o dia 8 de Junho como Dia Mundial dos Oceanos. Esta celebração anual tem como objectivo alertar a população mundial para a importância dos oceanos e para a sua protecção.
Os oceanos são responsáveis pelo controlo do clima e pelo fornecimento de 70% do oxigénio que respiramos. São uma fonte de alimentos, medicamentos, recursos minerais e de energia. Desempenham um papel fundamental no equilíbrio ecológico do planeta e influenciaram ao longo da história a vida e cultura do Homem.
Na Conferência do Rio, que ocorreu em 1992 no Rio de Janeiro, foi escolhido o dia 8 de Junho para a celebração anual dos oceanos. Em 2008, a Assembleia Geral das Nações Unidas designou o dia 8 de Junho como Dia Mundial dos Oceanos.
Este ano, Ban Ki-moon , secretário-geral da ONU deixa a mensagem: “O Dia Mundial dos Oceanos é uma oportunidade para reflectir a importância dos oceanos no desenvolvimento sustentável da humanidade. É também um período para reconhecer os vários desafios relacionados com os oceanos.”
Para celebrar esta data será inaugurada hoje, na escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, a exposição de fotografia “Um Regresso ao Futuro”. Esta exposição está inserida na Semana Europeia do Peixe de 2011. Pretende dar a conhecer a evolução das pescas nos mares europeus, no momento em que se encontra em debate a reforma da Política Comum das Pescas.
Isabel Palma (08-06-11)
domingo, 5 de junho de 2011
Izabel Pimentel / Velejadora
Velejadora passa um mês em alto-mar sem falar com ninguém
Izabel Pimentel é a primeira mulher Brasileira a atravessar, sozinha, três vezes, o Oceano Atlântico.
A velejadora Izabel Pimentel é uma mato-grossense que há 20 anos decidiu que dominaria mares, do Brasil e de muito longe.
No dia a dia, todos nós temos a capacidade de entrar e sair do estado de solidão. A ciência já comprovou que o "se sentir sozinho", em vários momentos, significa simplesmente ter uma vida saudável. Precisar de tempo para si mesmo e saber a hora exata de se isolar é sabedoria que fortalece o equilíbrio.
Izabel é a primeira mulher brasileira a atravessar, sozinha, três vezes, o Oceano Atlântico. Os jornais da França acompanharam a aventura de Izabel. “O mar é a estrada, o caminho que eu escolhi”, declara a velejadora. Ela escolheu essas águas e sempre sozinha.
Quando esse isolamento exige enfrentar mar aberto por semanas seguidas, em um barco bem pequeno, que tamanho tem essa necessidade de se sentir longe de todos? “Cada um tem uma história, tem uma porção de vida. Eu me sinto bem. Eu já vivi coisas que todo mundo sonha em acontecer”, comenta Izabel.
O entusiasmo dela confirma. Às vésperas de mais uma empreitada, mais uma travessia de oceano, Izabel se prepara como se fosse a primeira vez, faz vistoria rigorosa no veleiro e estoca comidas. “São comidas prontas. São desidratadas. Então, basta colocar água, dois ou cinco minutos, e você já tem uma comida pronta”, revela.
E chega o dia. Na Baia de Guanabara, no Rio de Janeiro, em meio a tantas embarcações grandes, lá estão Izabel e o Petit Bateau, o pequeno único e fiel companheiro para mais uma temporada, de mar aberto, de calmarias e de tempestades até o Caribe.
Pela primeira vez, um intruso fará companhia oculta a Izabel: a câmera do Globo Repórter. Até Salvador, ela fez vários relatos no diário de bordo. Ela tem vigilância implacável, porque a qualquer momento o perigo pode mostrar a cara.
Reza a lenda que velejador solitário dorme só com um olho. O outro fica atento. O despertador é uma parceira e tanto. “Marco o tempo, vou descansar e ele me acorda. Graças a isso aqui, é que eu não durmo, consigo fazer os turnos durante a noite”, declara Izabel.
A vigília é para evitar imprevistos e perigos. Durante a noite, o sono é rápido. De 15 em 15 minutos, ela desperta. “Estava muito cansada e acabei não acordando com o despertador. Quando eu olhei, o navio estava em cima, a 5 ou 10 metros. A reação que eu tive foi de me jogar na água, porque não tinha como. Eu estava presa no cinto. A onda veio e empurrou eu e o barco. E o barco saiu da situação de perigo”, lembra.
No pouco espaço dentro do barco, tudo tem que estar à mão: a água do banho, alimentos e os primeiros socorros. “Eu tenho controle. O médico indica tudo o que eu preciso fazer. Eu tenho a bordo tudo: antibiótico, antiinflamatório. Tenho remédios para dores fortes e leves”, diz Izabel.
Com bons ventos ou com a falta de ventos, segue a velejadora. Será que o tempo custa a passar no meio a tanto silêncio? Em uma das travessias do Atlântico, ela chegou a ficar mais de um mês sem falar com alguém em terra. No diário de bordo do Globo Repórter, Izabel comenta: “Aproveitei e terminei um livro. Peguei outro para ler. E a gente vai levando a nossa vidinha aqui no nosso Petit Bateau”.
Para Izabel, solidão e mar é uma combinação perfeita que harmoniza corpo e alma. “De repente, você está sozinha literalmente. Mas aí eu descubro que o tempo todo eu não estou sozinha, porque eu tenho um personagem que está ali junto, o protagonista da história, que é o meu barco”, declara a velejadora.
Por:Globo/Beatriz Thielmann
quarta-feira, 1 de junho de 2011
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