Relógios adiantaram 60 minutos da 01:00 para as 02:00 de hoje
Lisboa, 27 mar (Lusa) - Portugal Continental e a Madeira voltaram hoje à hora de verão ao adiantar os relógios 60 minutos da 01:00 para as 02:00, enquanto nos Açores a alteração se realizou às 00:00.
Segundo o diretor do Observatório Astronómico de Lisboa, Rui Agostinho, "todos os países no espaço europeu" fizeram "a transição da hora de inverno para a hora de verão, no mesmo instante, à mesma hora".
Portugal decide "qual a hora oficial que pretende ter", se é a do fuso do meridiano de Greenwich, do fuso menos um ou menos dois, mas em relação à hora de verão deixou de ser uma competência nacional e passou a ser uma decisão no âmbito da União Europeia (UE).
Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.
Radiação Nuclear no oceano é nova dor de cabeça japonesa
As autoridades do Japão ordenaram ontem que sejam levados a cabo testes intensivos à água do oceano Pacífico junto à costa noroeste do país, depois de ontem terem sido registados os primeiros sinais de radioactividade no mar que banha a província de Fukushima - onde uma das centrais nucleares do país tem mantido a comunidade internacional sob alerta perante a possibilidade de um desastre nuclear.
Há vários dias a tentar estabilizar os seis reactores de Fukushima Daiichi, a equipa de engenheiros que continua na central conseguiu ontem estender cabos eléctricos até aos reactores, de maneira a restaurar a electricidade em todas as unidades e sistemas de refrigeração. Os reactores têm estado a sobreaquecer desde 11 de Março, quando um sismo de 8,9 na escala de Richter abalou o país, seguido de um tsunami que varreu a costa noroeste nipónica. Hidehiko Nishiyama, porta-voz da Agência de Segurança Nuclear do país, veio afirmar em conferência de imprensa que a ligação dos reactores à rede eléctrica permitirá confirmar se as medidas que estão a ser tomadas são suficientes, considerando "improvável" que a situação volte a piorar.
Apesar da boa notícia, o dia no Japão ficou marcado por novas réplicas e o registo de níveis de radiação 80 vezes superiores ao normal na água do mar. Fonte do governo de Naoto Kan garantiu que os níveis não representam riscos para a saúde humana, mesmo que o peixe e marisco contaminado seja consumido durante um ano. A TEPCO, empresa que opera a central, veio entretanto pedir desculpa à população pela primeira vez desde o desastre. "Lamentamos ter-vos causado tanto sofrimento", disse Norio Tsuzumi, vice-presidente da empresa, em visita a um centro improvisado que alberga as pessoas retiradas das proximidades da central. A admissão de que a central não estava preparada para um sismo como o de 11 de Março surge alguns dias depois de documentos publicados pelo WikiLeaks mostrarem que as condições de segurança nas centrais nucleares nipónicas não estavam actualizadas e apenas resistiriam a sismos inferiores a 7,0 graus na escala de Richter.
Horas antes do pedido de desculpa pela TEPCO, o país voltou a tremer. Três réplicas acima dos 6,4 de magnitude foram sentidas entre Tóquio e Sendai. Segundo o Instituto Geológico dos EUA, que mede a actividade sísmica mundial, o primeiro e o terceiro sismos registaram 6,6 e o segundo 6,4 na escala de Richter. As réplicas voltaram a trazer o receio de mais devastação no país que há 12 dias luta para regressar à normalidade - mas a população estava preparada, já que a Agência Meteorológica do Japão tinha advertido para a possibilidade de ocorrência de novos sismos no Nordeste do país, que se previa que fossem inferiores a 7,0 na escala aberta de Richter e de alertas de tsunami.
O desastre continua a levar vários países a repensar as estratégias de exploração doméstica de energia nuclear. O governo alemão, o primeiro a ordenar a revisão das condições de segurança de todas as suas centrais, reuniu-se ontem para definir regras mais apertadas no sector. No final do encontro, a chanceler Angela Merkel anunciou a criação de uma Comissão de Ética para a segurança nuclear. "A comissão de segurança de reactores vai apresentar uma lista de exigências no final deste mês", adiantou Rudolf Wieland.
A Regata de Grandes Veleiros – The Tall Ships Races Lisbon 2012 – fomenta o concurso literário “Jornalista do Mar” e convida os jovens a embarcar numa Aventura de “inter-sail” sem igual com a oportunidade de projectarem o seu trabalho.
A proposta é que os participantes dêem largas à sua criatividade literária e escrevam um artigo sobre o tema “Portugal e o Mar… Que Futuro?”, até ao dia 17 de Maio, habilitando-se a viajar num Grande Veleiro pelo Norte da Europa.
No verão, os dois grandes vencedores vão viver uma experiência única para toda a vida. Para isso, só precisam de enviar o artigo e ficha de inscrição (em anexo) para concursos@tallshipslisbon2012.com, com especial atenção para o regulamento, disponível em http://tallshipslisbon2012.com.
A capacidade para enfrentar desafios exigentes, vontade de conhecer outros países, de viver uma aventura e de fazer amigos de todos os cantos do mundo também é bem-vinda!
Os premiados com esta fantástica viagem têm ainda a oportunidade de ver uma reportagem sua sobre a experiência a bordo publicada numa das Revistas parceiras da The Tall Ships Races Lisbon 2012
Em 1 de Abril o veleiro Kruzenchtern zarpará para primeira navegação como navio-escola
No dia 1 de abril o lendário veleiro russo “Kruzenschtern” vai zarpar para a sua primeira navegação na qualidade de navio-escola. A barca irá até a cidade portuária espanhola Vigo, situada no litoral do Atlântico. No caminho de volta vai entrar no porto alemão de Bremens Häfen, em cujo estaleiro Teklenborg ele foi construído há 85 anos. No outro porto alemão, - Lubeck,- o veleiro russo vai comemorar juntamente com “colegas”, - os veleiros de muitos outros países, - o centenário da barca “Passat”. Mas esta ultima foi transformada ainda em 1960 em museu e ficou num ancoradouro eterno, enquanto que o seu “confrade” Kruzenschtern continua a sulcar mares e oceanos, servindo na qualidade de uma academia flutuante para os futuros marinheiros.
por:Voz da Russia
03-04-2011
Hoje, 2 de abril, o veleiro-escola russo “Krusenstern” zarpou para a primeira travessia da temporada. A cerimônia de despedida foi realizada no porto de Svetli, no entorno de Kaliningrado. Durante o novo percurso, esse bonitão de quatro mastros comemorará seu 85º aniversário. Um dos mais veleiros mais veteranos do mundo continua sulcando audazmente as vastidões de mares e oceanos. Sua longevidade é um mérito dos marinheiros e pessoal de consertos navais os quais preparam muito rigorosamente o “Krusenstern” para cada percurso. Nosso barco-escola tem a reputação de navio muito seguro com umas performances de navegação de primeira classe – diz o capitão Mikhail Novikov. E continua:
A prova mais concludente de que o barco se encontra em ótimo estado físico é o fato de ter justamente o “Krusenstern” realizado duas voltas ao redor do mundo. Embora tenhamos no nosso país mais quatro veleiros grandes, foi precisamente ele que foi enviado para realizar uma expedição transatlântica.
Em 1995-1996, a volta ao redor do mundo realizada pelo “Krusenstern” em comemoração do 300º aniversário da Marinha de Guerra russa deu uma fama mundial a esse barco. Então, o veleiro cobriu em 308 dias 39 mil milhas marítimas. O segundo périplo mundial foi em 2005-2006, realizando em 2009-2010 o lendário “Krusenstern” uma expedição transatlântica internacional em comemoração do 65º aniversário da Vitória da Segunda Guerra Mundial. O historial desse barco russo apresenta numerosas vitórias alcançadas em corridas e regatas de primeira classe.
Este ano, os tripulantes poderão conhecer umas cidadews portuárias europeias. Primeiro, o barco chegará até o porto espanhol de Vigo, no litoral do Atlântico. Será o ponto mais distante da travessia. A caminho de volta, visitará a cidade alemã de Bremerhaven em cujos estaleiros esse veleiro havia sido construído. Depois, rumará para o famoso porto de Hamburgo exatamente durante as pomposas celebrações do aniversário dessa cidade. E no porto alemão de Lubeck deverá o “Krusenstern” participar das soleninidades que serão organizadas por ocasião do centésimo aniversário de um “colega” seu: o barco veleiro “Passat” de quatro mastros, que desde 1960 serve de museu e foi lá ancorado até o fim dos seus dias.
A próxima travessia do “Krusenstern” durará 75 dias dos quais percorrerá a maior parte velejando. Nesse período farão estágio a seu bordo 112 cadetes de diversas escolas de navegação da Rússia. Como sempre em tais casos, farão o serviço de plantão, rasparão a coberta e treparão num mastro de 60 metros de altura. A propósito, apesar da arraigada crendice de que em um navio não pode haver lugar para mulheres, tem umas jovens entre os cadetes. Agora, já não há obstáculos para o sexo feminino escolher livremente uma profissão marítima.
O retorno do “Krusenstern” para Kaliningrado” está previsto para 17 de maio.
Hoje celebra-se o recurso água e Portugal apresenta atrasos na política da água, nomeadamente na implementação do Programa para o Uso Eficiente e na revisão dos Planos de Bacia Hidrográfica e do Plano Nacional da Água.
O Dia Mundial da Água foi criado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) através da resolução A/RES/47/193 de 22 de Fevereiro de 1993, declarando que o dia 22 de Março de cada ano é o Dia Mundial da Água (DMA), de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento contidas no capítulo 18 (Recursos hídricos) da Agenda 21.
Portugal, com uma Lei da Água desde 2005 (Lei 58/2005), não está a conseguir cumprir os compromissos europeus no âmbito da Directiva Quadro que a referida Lei transpôs, havendo um incumprimento generalizado das tarefas que constituem o diploma legislativo aprovado pela Assembleia da República há seis anos atrás. A implementação do Programa para o Uso Eficiente ainda não avançou e a revisão dos Planos de Bacia Hidrográfica e do Plano Nacional da Água ainda está por fazer.
O Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água (PNUEA), aprovado em 2005 está com 6 anos de atraso. Um conjunto de medidas de poupança que foram devidamente listadas e avaliadas deveriam estar já há alguns anos em aplicação nos sectores da agricultura (o maior consumidor e com maior desperdício), do abastecimento de água de consumo humano e da indústria. As acções são fundamentais para reduzir os custos das entidades e dos consumidores e deviam fazer parte de uma estratégia de desenvolvimento sustentável do país e de uma melhor preparação para épocas de seca.
O abastecimento de água às populações corresponde a 8% do consumo total nacional, mas representa 46% dos custos efectivos de produção de água. Para este sector, o PNUEA prevê um aumento da eficiência na utilização de 20% em 10 anos, correspondendo a uma poupança estimada em 160 milhões de metros cúbicos por ano. No entanto, com a não aplicação do programa, não há dados sobre a eficiência no consumo, dados esses que permitiriam a selecção das medidas mais adequadas e com melhor eficiência de custo.
O Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água - Bases e Linhas Orientadoras (PNUEA) tem como principal finalidade a promoção do uso eficiente da água em Portugal, especialmente nos sectores urbano, agrícola e industrial, contribuindo para minimizar os riscos de escassez hídrica e para melhorar as condições ambientais nos meios hídricos.
Os Planos de gestão de bacia hidrográfica estão com 2 anos de atraso e até agora nenhum plano de bacia hidrográfica está concluído. Estes planos deveriam estar todos concluídos em Dezembro de 2009. Os planos de gestão de bacia hidrográfica são instrumentos de planeamento das águas que visam a gestão, a protecção e a valorização ambiental, social e económica das águas ao nível da bacia hidrográfica.
O Plano Nacional da Água tem 1 ano de atraso e deveria ter sido concluído em 2010. O Plano Nacional da Água é o instrumento de gestão das águas, de natureza estratégica, que estabelece as grandes opções da política nacional da água e os princípios e as regras de orientação dessa política, a aplicar pelos planos de gestão de bacias hidrográficas e por outros instrumentos de planeamento das águas.
A lua cheia vai estar mais perto da Terra no próximo sábado,19-03-2011 iluminando o céu a uma distância de apenas 356 574 quilómetros. Já não se aproximava assim do nosso planeta há 18 anos, estando 6530 quilómetros mais perto do que é habitual. A influência do satélite natural da Terra irá sentir-se essencialmente nas marés.
Há quem lhe chame de “Super Lua” e o fenómeno acontece quando está mais perto do que é normal, dentro da sua órbita, e quando ao mesmo tempo é Lua cheia. Vai chegar ao ponto mais próximo da Terra, ou seja, vai aparecer mais exuberante à noite quando atingir o ponto máximo de um ciclo, conhecido como ‘Perigeu Lunar’.
Os investigadores, sismólogos e vulcanologistas, negam que possa ter consequências no balanço interno da Terra e ainda, segundo o Centro de Investigação Geológica (CIG) dos Estados Unidos, não teve qualquer relação com o terramoto que devastou o Japão.
No entanto, existe uma relação entre as fases da lua cheia e nova e as actividades sísmicas, já que a força da maré vai para além do normal, sob a influência do alinhamento da lua com o sol, e consequentemente aumentando a pressão sobre as placas tectónicas.
O CIG acrescenta que não seria o caso deste sismo, tendo em conta que aconteceu num período de fracas marés e o facto de ter ocorrido uma semana antes da "Super Lua" foi apenas uma coincidência. O deslocamento das placas vai-se formando ao longo de centenas de anos, descartando assim a possibilidade de ligação entre os fenómenos.
A variação da lua acontece por ela girar, na sua órbita, de maneira elíptica e não circular. O acontecimento do próximo sábado deve elevar a cinco por cento a força gravitacional entre o satélite lunar e o planeta, mas será imperceptível e não vai provocar grandes mudanças na Terra.
Sismo move ilha do Japão 2,5 metros e faz deslocar o eixo da Terra 25 centímetros
O enorme sismo de magnitude 8,9 no Japão fez deslocar o eixo da Terra 25 centímetros, enquanto a principal ilha do Japão se moveu 2,5 metros com a força da abalo.
Isto quer ainda dizer que a rotação da Terra acelerou 1,6 microsegundos, um pouco mais do que tinha acelerado com o terramoto do Chile no final de Fevereiro do ano passado, que com uma magnitude de 8,8, provocou uma mudança de 8 centímetros no eixo da Terra.
Nas primeiras 24 horas após o primeiro abalo no Japão, registaram-se mais de 160 réplicas, a maioria com magnitude superior a 5. O sismo provocou um tsunami, com uma onda de dez metros que atingiu a costa noroeste deixando um cenário devastador e mais de mil mortos.
O geofísico Shengzao Chen explicou que o terramoto de ontem no Japão ocorreu quando a crosta terrestre se rompeu numa área de cerca de 400 quilómetros de comprimento e de 160 de largura, e as placas tectónicas se moveram mais de 18 metros.
Considerado por muitos apreciadores como o rei do marisco, o Percebe é um crustáceo cuja apanha necessita urgentemente de legislação adicional para proteger a espécie. Dura e arriscada é a vida dos Percebeiros, que alguém chamou os Guerreiros do Mar.
Percebe ou perceve? independentemente do nome comum que lhe atribuam, quem nunca experimentou este crustáceo, que em algumas regiões do nosso País é aclamado como o rei do marisco? Um petisco com um forte sabor a mar!
Entre as rochas e o mar assim cresce e vive este crustáceo, de nome científico Pollicipes pollicipes (Gmelin, 1790), e que de ano para ano, vê a sua procura e o rol de apreciadores aumentar exponencialmente bem como o seu valor comercial, na razão inversa em que a sua abundância diminui.
A apanha deste crustáceo ao longo da nossa costa faz-se com maior ou menor intensidade, consoante a tradição existente nas regiões onde ocorre.
É uma actividade que tecnicamente conta com as mesmas ferramentas que, desde tempos antigos e com as mesmas manhas de então, eram utilizadas na busca do local ideal e do melhor percebe, mas longe vão os tempos em que o percebe era apanhado com o auxílio de uma enxada, tal era a sua abundância.
Hoje em dia, fruto desta procura desenfreada, existem zonas em que quase desapareceu, e o pouco que ainda lá cresce é rapidamente apanhado para evitar que outros o façam.
Sem legislação nacional que o proteja eficazmente (com excepção para a Reserva Natural das Berlengas), nomeadamente em termos de tamanho mínimo de apanha e de quantidades máximas diárias por apanhador (seja lúdico ou profissional), o percebe conta apenas com o mar e com os apanhadores mais experientes que conhecedores como ninguém deste recurso marinho, teimam em tentar ensinar a quem nada percebe desta arte quando se deve parar para preservar o futuro.
Estes homens, os verdadeiros percebeiros ou marisqueiros, que fazem vida desta apanha, são possuidores de uma licença profissional e de um cartão de apanhador emitidos pela Direcção Geral das Pescas e Aquicultura e estão colectados, sendo obrigados a passar facturas, o que apesar do que se possa pensar, de nada serve, nem para eles nem para o percebe.
As lacunas existentes na legislação aliadas à falta de fiscalização, faz crescer o número de indivíduos que, sem grande consciência, apanham todo o percebe que conseguem, independentemente do tamanho e da qualidade, fazendo florescer um mercado paralelo, em que o que interessa unicamente é vender.
O dia a dia (quando o é) dos marisqueiros que enfrentam o mar por um “punhado” de percebes, é difícil e cheio de incertezas.
A apanha de percebe não tem época definida, é quando o patrão deixa, e o patrão ... é o mar! No Inverno é raro o dia em que os deixa trabalhar, mas no Verão quase sempre lhes dá mais hipóteses, mas onde o percebe cresce, a vida nunca é fácil.
Cedo na manhã, quase sempre antes do sol nascer, muitas vezes debaixo de nevoeiro, estes homens vão ver o mar. Àquela hora da manhã, o ar ainda gela e o rebentar das ondas contra as rochas marca os minutos do fim da madrugada, os rostos destes homens confundem-se no nevoeiro e na condensação da sua própria respiração, não falam... ouvem e sentem o mar que no fundo da falésia os espera. Sem vertigens, eles esperam pelo momento da descida.
De véspera têm uma ideia de como o mar poderá estar na manhã seguinte, mas nem sempre a previsão se revela acertada, o mar é temperamental, ele é quem sabe da sua disposição, e pode levar à alteração do local decidido no dia anterior.
A decisão de trabalharem naquele local é tomada quase sem palavras, rapidamente voltam ao carro para trocar a sua roupa pelos fatos de mergulho, talvez ainda húmidos do dia anterior. Calçam botas de cabedal ou ténis, colocam à cintura um saco de rede que dentro leva mais um saco de rede e uma saca de serapilheira, penduram também umas barbatanas, colocam uma corda a tiracolo e na mão levam a arrilhada, instrumento de trabalho e de amparo nos caminhos mais difíceis.
Fazem-se ao carreiro que os leva para a falésia escarpada, uma parte do carreiro faz-se a caminhar num equilíbrio precário sobre uma rocha íngreme e escorregadia. O carreiro acaba, a partir deste ponto o “equilíbrio” desaparece, o carreiro é agora uma corda presa numa anilha cravada na rocha, os pés apoiam na rocha à medida que se desce (quais escaladores profissionais), e nas mãos sente-se o suor misturado com a salsugem do mar.
Lá em baixo, caminham com rapidez e desembaraço, de cabeça baixa espreitando o mar, procuram um sítio onde colocar o que para já não faz falta.
Olha-se outra vez o mar, há que espiá-lo, ler o retortelo das ondas e a escrita da espuma nas rochas, medir mentalmente a cadência das ondas.
Depois inicia-se o trabalho, nadam, saltam de uma pedra para a outra atrás do percebe, ao capricho das ondas e rodeados de mexilhões e rochas cortantes, parecem brincar como pardelas em rochas de espuma, com o mar sempre de olho neles e eles sempre de olho no mar, contando os segundos do ritmo das ondas. E quando traiçoeiro o mar rebenta, que não os apanhe nem de flanco e nunca de costas.
Moldam tanto quanto possível o seu corpo às rochas, e suportando a ondulação, apoiam cotovelos e joelhos nos sítios mais adequados para poderem trabalhar, olham e entre uma onda e outra fixam o que querem. Com a arrilhada ferem a rocha, e desta soltam-se pequenas pinhas de percebe. A escolha não é aleatória, os seus olhos estão ensinados, só lhes serve o de melhor qualidade e que seja tão grosso como um polegar, esse é então colocado no saco que transportam à cintura.
Saco de rede cheio, voltam ao local onde deixaram o resto do equipamento para trocar de saco, e regressam ao duelo com o mar.
Em 2-3 horas dão por finalizado o seu trabalho, olha-se para as pedras e quase nem se dá pela falta das pinhas que colocaram dentro dos sacos de rede, “o que lá fica”, dizem, “é para daqui a um mês, há que dar tempo a que cresçam e engordem”.
O percebe, ainda dentro dos sacos, é lavado numa poça e liberto de um outro habitante desta zona, o seu vizinho inseparável – o mexilhão, que em menos de nada se torna a agarrar às rochas com os seus filamentos.
Transferido para dentro da saca de serapilheira, para evitar a perda de humidade, o percebe é colocado às costas e inicia-se então a etapa mais difícil que remata a jornada: escalar o caminho de volta com um peso extra.
De volta ao carro, a saca é colocada dentro de um alguidar, e troca-se de roupa novamente. O resto do trabalho é feito em casa ou armazém ou numa garagem.
O dia ainda vai a meio, o percebe tem de ser “limpo” do pouco mexilhão que teimou em continuar agarrado e das algas que surgem muitas vezes pelo meio das pinhas, e separado do pouco percebe que pelo seu tamanho poderá desvalorizar o restante, “fica para comer em casa”, dizem (mas acreditem, é tão pouco que nem para um dá).
Para acabar o dia, falta a venda, mas mercê da sua experiência, da qualidade do seu trabalho e da qualidade do produto que apanham, desenvolveram com os clientes, essencialmente restaurantes, uma relação de confiança que lhes permite não andarem a correr para passar à frente de outros, têm a venda garantida e nós, consumidores finais, a qualidade do rei do marisco.
O dia de amanhã destes homens será o que o “patrão” deixar...
Um tsunami com ondas de dez metros de altura foi ontem desencadeado pelo mais poderoso terramoto de que há memória no Japão e terá matado mais de mil pessoas no Nordeste do país, levando as autoridades dos países da bacia do Pacífico a lançar alertas de tsunami.
Com 8,9 graus de intensidade na escala aberta de Richter, o sismo, o mais forte desde que o Japão começou a ter registos de sismos, há 140 anos, foi sentido às 14h46 da tarde (05h46 da madrugada em Lisboa). Foi sentido com especial virulência em Tóquio e no Nordeste do país, sendo seguido de numerosas réplicas. Ao fim do dia, manhã no Japão, uma réplica de 6,6 de intensidade levou as autoridades a alertar para risco de novo tsunami.
Aí, as cidades de Sendai e Kamaichi contam-se entre as que sofreram mais forte impacto da onda gigante, que atirou barcos contra cais e praias e arrastou tudo à sua passagem, alargando-se por mais de cinco quilómetros terra adentro.
Um comboio com 100 pessoas a bordo foi engolido e numa praia de Sendai a polícia afirma ter visto mais de 300 cadáveres. Ainda nessa cidade, "cerca de 140 pessoas, incluindo crianças, escaparam para o telhado de uma escola e estão isoladas, cercadas por água", referiu a televisão NHK. "Não conseguia ficar de pé e as réplicas não davam tempo de recuperarmos", contou uma mãe com o filho ao colo. Na vizinha prefeitura de Fukushima, pelo menos 1800 casas foram arrasadas pelo tsunami.
Em Tóquio, a rede de transportes foi paralisada, forçando milhares de pessoas a passar a noite nos locais de trabalho, e numerosos incêndios deflagraram pela cidade.
A dimensão dos estragos faz temer que o número de mortos atinja os milhares.
PREOCUPAÇÃO COM FUGA RADIOACTIVA
O governo japonês decretou o estado de emergência nuclear e ordenou a evacuação de cerca de seis mil pessoas residentes na área da central nuclear de Fukushima-Daiichi, 240 quilómetros a norte de Tóquio. Segundo a agência Kyodo, o nível de radiação no reactor 1 da central era ontem mil vezes superior ao normal. Na generalidade das centrais japonesas, os sistemas de segurança funcionaram e desligaram os reactores, mas em Fukushima uma falha eléctrica paralisou o sistema de arrefecimento. O governo já tinha admitido uma pequena fuga radioactiva. De acordo com as autoridades, não foram detectadas fugas nas outras centrais nucleares das regiões afectadas pelo sismo.
ALERTADOS UM MINUTO ANTES
Milhões de japoneses foram alertados sobre o terramoto cerca de um minuto antes, graças ao sofisticado sistema de detecção sismológica, alimentado por uma rede de 1000 sismógrafos no país. O sistema é capaz de detectar e analisar as primeiras ondas dos terramotos, difundindo um alerta em tempo real. O alarme foi divulgado via rádio, telemóvel e e-mail para as pessoas registadas no sistema. Em Tóquio, o primeiro choque foi sentido cerca de um minuto depois do alerta.
Nasa alerta que a subida de nível dos oceanos pode acontecer mais depressa
Os gelos da Gronelândia e da Antárctida estão a perder a sua massa a um ritmo mais acelerado, com consequências para o nível dos oceanos, alerta um novo estudo realizado a partir de observações de satélite, financiado pela NASA e publicado ontem.
Esta investigação sobre as alterações na massa dos gelos polares, que já dura há 20 anos, permite concluir que o degelo que mais contribui para a subida do nível dos oceanos é o que está a acontecer nos dois pólos e não o dos glaciares das montanhas, segundo os investigadores, no estudo publicado na edição de Março da “Geophysical Research Letters”.
Além disso, o aumento do nível dos oceanos poderá acontecer muito mais cedo do que aquilo que é estimado pelos modelos actuais.
Por exemplo, as observações de satélite mostram que em 2006 a Gronelândia e a Antárctida perderam, em conjunto e em média, 475 mil milhões de toneladas de gelo. Este volume seria suficiente para fazer subir o nível dos oceanos em 1,3 milímetros, em média, por ano.
Todos os anos, ao longo do estudo, as duas massas de gelo árctico e antárctico perderam, no total, 36,3 mil milhões de toneladas a mais do que no ano anterior. Em comparação, um estudo de 2006 mostra que os glaciares e as calotas de gelo das montanhas perderam 402 mil milhões de toneladas por ano, com uma aceleração do degelo em relação ao ano anterior três vezes menor do que nos pólos.
Se as taxas do degelo nos dois pólos continuarem a este ritmo nos próximos 40 anos, a perda acumulada de gelo fará subir o nível médio dos oceanos em 15 centímetros até 2050, concluem os investigadores. Além destes 15 centímetros, o degelo dos glaciares e das calotas das montanhas acrescentarão oito centímetros, sem esquecer um acréscimo de nove centímetros resultante da dilatação térmica das águas.
No final das contas, os oceanos poderão ver o seu nível médio subir 32 centímetros até 2050, estimam os autores do estudo.
“O facto de o degelo nos pólos contribuir mais para a subida dos oceanos no futuro não é surpreendente, dado que eles contêm mais gelo que os glaciares das montanhas”, comenta Eric Rignot, investigador do Jet Propulsion Laboratory, da NASA, em Pasadena (Califórnia) e na Universidade da Califórnia, em Irvine, e um dos principais autores desta comunicação. “Aquilo que é surpreendente é que a maior contribuição desse gelo dos pólos já está a acontecer. Se as tendências actuais continuarem, os níveis do mar vão provavelmente ser significativamente mais elevados que aqueles projectados pelo IPCC [Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas] em 2007”, acrescentou.
A equipa de Rignot combinou quase 20 anos (1992-2009) de medições mensais por satélite com dados regionais do clima para estudar as alterações na massa dos gelos e as tendências na evolução do degelo.
Construído originalmente em 1978 – e afundado em 1985 – o actual e famoso navio do Greenpeace, chamado Rainbow Warrior, está no activa há 24 anos.
Agora, numa campanha criada pela DDB Paris, a ONG está pedindo a ajuda das pessoas para construir uma nova versão da embarcação. Cada item, numa lista de mais de 300 mil peças, pode ser comprado por alguém – de cabos a radar, de facas a roupas de mergulho, de GPS a sofás.
No site anewwarrior.greenpeace.org é possível ver em 3D todas as áreas e detalhes do navio, além dos projectos originais e uma camera que supostamente mostra a construção ao vivo.
Quem contribuir, receberá um certificado e terá seu nome gravado no Rainbow Warrior real quando ele ficar pronto.
Piratas somalis sequestram três crianças e quatro adultos dinamarqueses no Oceano Índico
É o primeiro caso conhecido de captura de crianças por corsários da região
Pela segunda vez na última semana, piratas somalis quebraram seus hábitos e sequestraram navios não comerciais. As vítimas, desta vez, são sete dinamarqueses, entre eles três crianças que velejavam com os pais e outros dois tripulantes. Nunca antes se soube de um caso de captura de crianças por corsários da região.
O veleiro atravessava o Oceano Índico quando foi arrebatado e mudou seu curso em direção à Somália. O sinal de socorro do barco foi emitido dois dias depois do assassinato de quatro americanos por piratas somalis em um cruzeiro. As vítimas foram os donos da embarcação, o casal Jean e Scott Adam, que tinham iniciado uma viagem ao redor do mundo em dezembro de 2004, e seus convidados Phyllis Mackay e Rob Riggle.
Segundo a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Dinamarca, Charlotte Slente, o Comando Oficial da Marinha começou a investigar o sequestro assim que receptou o pedido de ajuda do barco. Todos os familiares dos reféns foram informados do ocorrido e estão em contato constante com as autoridade dinamarquesas. Por questões de segurança, o ministério não forneceu mais detalhes sobre os cativos.
Como nesse caso, atualmente, os piratas têm sequestradas dezenas de embarcações e mantêm mais de 800 reféns. Além de vidas, a pirataria nas águas do Índico custa cerca de US$ 7 bilhões anuais à comunidade internacional.
Núcleo da Terra gira mais devagar do que se pensava
Na realidade, dizem os especialistas, a velocidade de rotação diminui um grau a cada milhão de anos
Um grupo de geofísicos descobriu que o núcleo da Terra roda muito mais devagar do que se pensava afectando o nosso campo magnético, segundo um artigo publicado este domingo na revista «Nature Geoscience», escreve a Lusa.
Desenvolvido pelo Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Cambridge, o estudo refere que o núcleo da Terra gira muito mais lentamente do que se pensava e que na realidade a velocidade de rotação diminui um grau a cada milhão de anos.
«Descobrimos que a velocidade de rotação provém da evolução da estrutura hemisférica e assim demonstramos que os hemisférios e a rotação são compatíveis», explicou Lauren Waszek, autor do estudo.
Até agora, assinalou o geofísico da Universidade de Cambridge, este era um importante problema da geofísica «já que as rápidas velocidades de rotação eram incompatíveis com os hemisférios observados no núcleo interno».
Para obter estes resultados, os cientistas utilizaram ondas sísmicas que atravessaram o núcleo interno do planeta, 5200 quilómetros abaixo da superfície da Terra, e compararam-nas com o tempo de viagem das ondas reflectidas na superfície do núcleo.
Depois observaram as diferenças na rotação dos hemisférios este e oeste e comprovaram que giram de maneira consistente em direcção de este para o interior, pelo que a estrutura mais profunda é a mais velha.
Estas descobertas são importantes porque o calor produzido durante a solidificação e o crescimento do núcleo interno dirige a convecção do fluido nas camadas externas do núcleo. Estes fluxos de calor dão origem aos campos magnéticos que protegem a superfície terrestre da radiação solar e sem os quais não haveria vida na Terra.
Lauren Waszek disse que os resultados trazem uma perspectiva adicional para compreender a evolução do nosso campo magnético.
Até ao fim do Verão a eólica flutuante estará a produzir energia no Mar, ao Largo da Póvoa do Varzim
A ideia de uma eólica flutuante surgiu no Canadá, mas é em Sever do Vouga que se vai tornar realidade.
A metalomecânica A. Silva Matos já está a produzir as várias componentes do protótipo Windfloat para a EDP Renováveis, que a partir de junho deverão seguir para a doca da Lisnave, em Setúbal, onde serão montadas.
Para sermos mais precisos é aqui que o Windfloat (inventado pelos canadianos da Principle Power) ganhará a forma definitiva. Uma estrutura metálica com 121 metros de altura - ver infografia em baixo - que depois será rebocada por via marítima até à Aguçadoura, na Póvoa de Varzim. É ao largo da costa desta zona do país que será ancorado ao fundo mar o Windfloat, até final do verão.
Porquê nesta altura? "Porque é quando as condições de mar nos permitem instalar em total segurança um equipamento como este em offshore", explica Jorge Cruz Morais, administrador da EDP.
E a expectativa é grande, pois trata-se de um protótipo único a nível mundial. "Se resultar, como esperamos, pode ser o início de uma nova frente de negócio, para nós e para o país", nota o gestor.
Grande oportunidade para os portos nacionais
É que, não só a EDP Renováveis se irá abastecer de eólicas flutuantes para os seus projetos como o modelo poderá ser vendido para outros clientes para qualquer sítio do mundo. "Isto é uma oportunidade fantástica para a metalomecânica e para os portos portugueses. Provavelmente, estamos aqui a falar do nascimento de um novo negócio de grandes dimensões ligado ao mar", enfatiza Cruz Morais. É com algum orgulho que diz ainda:
"Enquanto alguns falam da aposta que se deve fazer no cluster do mar, e passam o tempo a discursar sobre o assunto, nós já estamos a fazer algo de concreto nessa área, e este verão será uma realidade a nova eólica flutuante".
Para além de interferir diretamente com os sectores da construção naval (portos) e da indústria metalomecânica, de forma mais acentuada, a construção de eólicas flutuantes e parques em alto mar vai também dinamizar a indústria de cablagens, o transporte marítimo, a engenharia e empresas fornecedoras de serviços e bens ligados à eletricidade, como a Efacec, a Siemens ou a ABB.
Ou seja, e como sublinha o gestor da EDP, podemos vir a assistir ao nascimento de uma área de negócio emergente e de futuro, pela simples razão de que as eólicas em território continental começam a aproximar-se do ponto de saturação.
Aliás, no caso de Portugal já há estudos que apontam para que, findo o programa de renováveis em curso (que poderá ultrapassar os 8000 megawatts de capacidade instalada e ainda só vamos em metade), o território fica saturado de aerogeradores. Só poderiam ser implantados mais se fossem ocupadas áreas de reserva e parques naturais. O que, na perspetiva dos ambientalistas, seria "completamente impensável".
Como é do conhecimento geral, a Comissão Europeia instituiu há cerca de dois anos o objetivo dos 20 20 20. Ou seja, que em 2020 20% da energia produzida seja de origem renovável e que as emissões de dióxido de carbono sejam reduzidas em 20%. Ora, para que isso se cumpra é necessário muito investimento em energias limpas, sobretudo eólicas, mas há já algum tempo que vários críticos destas metas vêm dizendo que o território continental europeu já não comporta muito mais eólicas. E garantem mesmo que a única solução será avançar rápido e em força para a alternativa do offshore.
EDP quer liderar nas eólicas flutuantes
A EDP Renováveis, que é já a terceira operadora mundial no seu sector, não quer ficar fora desta corrida. Mas quer mais. "A EDP pretende ser líder neste domínio, e até agora só temos uma solução concorrente já em experimentação na Noruega. O objetivo, como é óbvio, é sermos melhores que os noruegueses".
O protótipo Windfloat, que vai ser testado na Aguçadoura, ficará em fase experimental até meados de 2012. Terá dois MW de potência instalada e a torre eólica será fornecida pela dinamarquesa Vestas. Findo esse prazo a EDP avançará para a construção do primeiro parque eólico offshore em água profundas do mundo.
Se, na pior das hipóteses, o próximo Governo não der cobertura à política de investimento em renováveis... "É muito simples. Vamos para outro lado. O que por aí não falta é mar", conclui Cruz Morais.
O investimento neste projeto é de €15 milhões, dos quais €5 por conta da EDP.
Durante os próximos seis meses, no máximo, 52 mil toneladas de lamas de zinco vão ser retiradas dos terrenos da Quimiparque, no Barreiro. Os resíduos serão transportados de camião para o Centro Integrado de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos (CIRVER) da Chamusca.
A remoção das lamas de zinco vai custar quatro milhões de euros. No total, a recuperação dos 600 hectares que constituem o território da Quimiparque e áreas envolventes custará 57 milhões de euros. Para a semana, começa a descontaminação da zona da Siderurgia Nacional, no concelho do Seixal, num investimento de 37 milhões de euros que passará, numa primeira fase, pelo tratamento da Lagoa da Palmeira, um dos braços do rio Coina. "É preciso fechar a ligação com o rio e depois cobrir os sedimentos, pois é uma situação em que não se justifica remover os resíduos", explicou Dulce Pássaro. A ministra do Ambiente, que assinalou o início dos trabalhos de remoção de resíduos no Barreiro, garantiu que a descontaminação das duas zonas industriais mais poluídas da margem sul do Tejo estará concluída até 2013.
No que respeita aos terrenos da antiga Quimigal, só após a remoção das lamas de zinco é que será avaliado o grau de contaminação dos solos. Emídio Xavier, presidente da EGF, empresa responsável pelos trabalhos de descontaminação, revelou que existem estudos de solos e de avaliação de risco, que vão estar concluídos em breve e que definem quais as acções prioritárias. "A descontaminação depende dos fins para que se destinam os solos", ou seja, pode não ser necessária a remoção de todos os resíduos industriais perigosos.
AUTARCA QUER 15 MIL A VIVER NA QUIMIPARQUE
Carlos Humberto, presidente da câmara do Barreiro, explicou ao CM que os projectos para os terrenos da Quimiparque e áreas adjacentes passam por atrair pelo menos 15 mil novos habitantes para a cidade. "Queremos criar uma zona operacional, de logística, com componente portuária e ferroviária, com empresas ligadas às novas tecnologias", explicou ao CM. A zona habitacional terá três centros – uma na futura Gare Sul, mais lúdica, outra na zona do futuro terminal fluvial e uma terceira localizada na área poente da cidade (actual terminal fluvial), mais ligada à náutica de recreio, que deverá incluir uma marina.
Barco com 4 americanos é sequestrado no Mar Arábico
Um veleiro de 58 pés com quatro norte-americanos a bordo foi sequestrado por piratas somalis no Mar Arábico, de acordo com informações da embaixada dos Estados Unidos em Nairóbi, no Quênia, da missão da Somália na ONU e de um organização não-governamental de monitoramento de atividade marítima.
Nesta sexta-feira (18), Omar Jamal, primeiro-secretário da missão somali, identificou o veleiro como sendo o S/V Quest, embarcação em que um casal americano viaja pelo mundo desde 2004.
De acordo com um site sobre a viagem, o S/V Quest tem servido de casa para Jean e Scott Adam, que praticam divulgação religiosa e distribuem exemplares da Bíblia em países distantes.
A organização Ecoterra International, que monitora o tráfego marítimo, afirmou que o S/V Quest foi capturado na tarde desta sexta-feira (18) a 240 milhas náuticas (445 km) da costa de Omã, enquanto navegava da Índia para a cidade de Salalah.
"O S/V Quest foi atacado por piratas no Oceano Índico e os quatro americanos a bordo estão sendo mantidos como reféns", informou a organização. Segundo a agência Reuters, não está claro se Jean e Scott Adam estão de fato entre os quatro sequestrados.
Gangues de piratas que assolam as rotas marítimas através do Golfo de Áden e no Oceano Índico normalmente miram navios mercantes de grande porte, como os petroleiros, em busca de resgates, mas o roubo de estrangeiros também pode render quantias elevadas.
Agências do governo dos EUA estão monitorando a situação.
Andrew Mwangura, especialista marítimo da África Oriental, afirmou que o barco já estava a caminho da Somália, na região conhecida como Chifre da África.
A Somália está mergulhada em violência e repleta de armas desde a queda de um ditador em 1991, e a falta de um governo eficaz permitiu que a pirataria emergisse no país.
Do G1, com informações de agências
Triste Desfecho no Indíco 27-02-2011
Americanos morrem em tentativa de resgate no Índico
WASHINGTON — Quatro americanos e dois somalis morreram nesta terça-feira em uma tentativa de resgate de reféns mantidos em um iate capturado por piratas no Oceano Índico, informou o Pentágono.
Por volta das 06H00 GMT (03H00 Brasília), "em meio a negociações para a libertação de quatro reféns americanos, militares responderam ao fogo procedente do iate 'S/V Quest'", revelou o Pentágono.
"Após abordar o barco, os militares descobriram "que os quatro reféns tinham sido executados por seus sequestradores".
Jean e Scott Adam, um casal da Califórnia que trabalhava com assistência humanitária, navegava há sete anos no "S/V Quest" e planejava visitar zonas da Índia, Djibuti e Creta.
Também foram mortos Phyllis Macay e Bob Riggle, um casal de Seattle que navegava com os Adam.
Os militares mataram dois piratas e prenderam outros 13 criminosos.
O "S/V Quest" tinha sido capturado na sexta-feira passada, a 240 milhas náuticas da costa de Omã, e era acompanhado há três dias por forças americanas.
A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, condenou "firmemente o assassinato" dos cidadãos americanos e pediu aos países, principalmente da África, que contribuam na luta contra a pirataria na Somália.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se disse "horrorizado com a morte dos quatro reféns americanos" e reafirmou que a pirataria é "algo inaceitável".
Na mesma nota, Ban Ki-moon aplaudiu os "esforços da comunidade internacional para erradicar a pirataria" na costa somali e "levar os piratas à Justiça".
Quem já engoliu água do mar e provou o gostinho das lágrimas deve ter notado que ambas são salgadinhas. Saiba que as duas e até o suor são praticamente iguais, pois possuem os mesmos componentes em sua composição.
Além da água, as principais substâncias químicas encontradas nos três são cloreto de sódio (sal de cozinha), potássio, magnésio e cálcio. No entanto, as quantidades de cada elemento é que são diferentes.
A concentração de cloreto de sódio, por exemplo, é bem maior no oceano. Isso pode ser percebido facilmente ao tentar abrir os olhos dentro da água; eles ardem! Entretanto, basta aguentar um tempinho para se acostumarem ao ambiente.
A urina - líquido que sobra após os rins filtrarem o sangue - também se parece com a água do mar, lágrima e suor. Depois da água, seu principal composto é a ureia que, por ser tóxica, é eliminada do corpo.
A semelhança entre o organismo humano e o oceano é mais um indício, segundo os especialistas, de que a criatura da qual todos os animais da Terra descendem veio da água. Isso mesmo. Há bilhões de anos, formou-se o primeiro ser muito simples que deu origem às outras formas de vida.
Aliás, o planeta e tudo o que há nele não existiriam sem água. Ela forma 2/3 do corpo humano e cobre 2/3 da superfície terrestre. No entanto, não se pode beber o líquido do mar; seu excesso de sal faz mal.
A gente pode ficar vários dias sem comer, mas só três sem água. Ficar esse tempo sem ingeri-la causa desidratação. Aos poucos, os neurônios (células do cérebro) morrem, e os órgãos param de funcionar.
É preciso chorar e transpirar
Chorar e transpirar são actividades importantes para os humanos. O suor funciona como regulador da temperatura corporal, mantendo o organismo sempre em torno de 36ºC. Acima disso ou abaixo, pode provocar vários problemas e até matar. E tem mais: o suor hidrata a pele.
As lágrimas - produzidas a todo momento em pequena quantidade - limpam os olhos, eliminando bactérias, poeira e ressecamento. Quando se está triste, por exemplo, com dor ou rindo muito, o sistema nervoso central envia mensagem para os neurônios para aumentar a fabricação dessas gotinhas.
Chorar ainda melhora o funcionamento dos sistemas respiratório e circulatório. No caso do bebê, é essencial para sua comunicação com o adulto. Por meio do choro, avisa que está com fome, dor ou sujo.
Fazer xixi também é fundamental: não se pode passar mais de quatro horas sem ir ao banheiro. Por meio da urina, o corpo elimina as impurezas que os rins filtraram do sangue. Para os órgãos funcionarem direito, no entanto, é necessário beber bastante água.
Sal de cozinha vem do mar
Isso mesmo, o sal que consu- mimos vem do mar! Para retirá-lo de lá são construídos grandes lagos artificiais, chamados de salinas. Nesses locais, a água salgada passa por processo de evaporação natural. Dessa forma, sobra apenas o sal em grandes blocos. Para ficar fininho, a indústria o refina e acrescenta iodo, substância que ajuda a evitar doenças.
No Brasil, as salinas ficam em lugares onde faz muito calor e venta bastante, assim, a água evapora mais rápido, como Rio Grande do Norte, Ceará e Rio de Janeiro. Também há salinas industrializadas, nas quais a água do mar é levada por meio de canos a grandes equipamentos de evaporação. No processo de fabricação, o sal passa por lavagens para retirar impurezas.
Na Colômbia, há a Catedral de Sal, construída no subterrâneo de minas de sal muito antigas, na cidade de Zipaquirá. Nessa igreja, tudo é feito da substância.
Quando Julia Mei Negrão, 4 anos, foi à praia, percebeu que a água do mar tem o mesmo gosto da lágrima. Assim, ficou pensando se as duas eram realmente iguais. Aliás, Julia também acha que o corpo humano é salgado. Isso, na realidade, acontece quando a pele está suada. "Até já engoli alga do mar. Tinha gosto de camarão, aí cuspi."