sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Futuro passa pelo Mar


Em resposta às preocupações sobre a mudança climática e do nível dos mares, Remistudio escritório russo criou um conceito de hotel com capacidade para resistir a inundações extremas. O edifício de Ark, tem uma estrutura que lhe permite flutuar de forma independente sobre a superfície da água. A Arca também é projectado para ser um espaço bioclimático com sistemas independentes de respiração artificial.

O projeto foi concebido em conjunto com a União Internacional de Arquitetos, em sua "Arquitetura de Catástrofes (Arquitetura para o alívio de desastres) e pode ser construído para as regiões com climas diferentes e perigosas sismicamente
porque o metrô é uma estrutura em camadas, sem ângulos.


O sistema carrega os arcos que permite a redistribuição de peso no caso de um terremoto. O design inteligente do edifício permite uma óptima relação entre seu volume e sua superfície exterior, proporcionando mais eficiência energética. O seu quadro pré-fabricado também permite a construção rápida.

A Arca é um sistema de energia própria e sua forma é conveniente para instalar painéis solares num ângulo ideal para o sol. A cúpula, em cima, recolher o ar quente que se acumula sazonalmente para fornecer uma fonte de alimentação ininterrupta de todo o complexo. O calor do ambiente - ar, água ou terra - é também utilizado para esta finalidade.

Dentro da Arca incorpora uma grande quantidade de vegetação que é cultivado através da luz captada pelo telhado, como uma estufa. As varandas escalonadas servir como áreas sociais e recreativas, e layout aberto permite a construção de ser adaptados a funções diferentes dependendo do uso necessário e pode ser instalado no chão sem problemas.


 A integridade estrutural da Arca é fornecido pela compressão dos arcos de madeira e cabos de tensão de aço. A estrutura é coberta por uma chapa metálica ethyltetrafluoroethylene especiais, ou ETFE. Folha de metal é um sólido e transparente para limpar automaticamente, reciclável e sustentável, economicamente eficiente e mais leve que o vidro. Eles também servem como colectores solares para aquecimento de água e canais para coletar água da chuva do telhado.

Site do Projecto :http://remistudio.ru/pages/66.htm

sábado, 8 de janeiro de 2011

Seabreacher


Parece um cruzamento entre um golfinho e um submarino - mas este é o mais recente em termos de um brinquedo para milionários que está a fazer um susesso enorme no mundo da água.
As unidades Seabreacher como um jetski alta potência - mas ambos podem deslizar em cima da água e mergulhar profundamente abaixo dela, levando duas pessoas a um mundo novo no fundo do mar.
O £30.000 mini-submarino, que pode chegar a até 45 mph, também tem poder suficiente para voar para fora da água e voar através do ar e fazer acrobacias como saltos e rola.
Ele é projectado para imitar a forma de um golfinho e auto-direitos, sempre que espirra para baixo.

 A máquina 15ft longos podem ficar por longos períodos sob a fazer até 20 mph, pois tem um snorkel especialmente projectado, que fornece ar a sua 1500cc, motor de 215hp marinhos.
Seus criadores esperam construir até 20 das suas máquinas por ano para o mercado de super-ricos.
O casco super seguro é feito de fibra de vidro resistente e o seu para brisas é feito de compósito de policarbonato de meia polegada de espessura e é o mesmo usado em jactos de caça F-16.
Rob Innes, da empresa de design Innespace, explicou o sub Seabreacher é exclusiva, pois pode mergulhar usando seu impulso para a frente, em vez de sucumbir sob o peso da água.
Ele disse: "Nenhum outro tipo de embarcação submersível do mundo, hoje, opera sem o uso de lastro.
"A vantagem do nosso método de mergulho é que ele permite que a embarcação para alcançar um nível inigualável de desempenho freestyle.
"Outra vantagem é que se algo correr mal durante o mergulho, o golfinho sempre aparece à superfície e auto-direitos.

Você pode conduzi-lo apenas como um barco com o velame aberto a toda a velocidade de 45mph na superfície ou ele pode fazer 20 mph abaixo da água.
Se você vai seguir profundidade snorkel você correr para fora do ar para o motor e você ficar debaixo de 20 segundos antes de a embarcação será automaticamente superfície.
Mas com o sistema de snorkel em uso pode ficar debaixo por períodos mais longos".
Innes, cuja empresa está sediada na Califórnia, disse que o Seabreacher pode ser rebocado em qualquer lugar como um barco ou uma mota d'água e pode ser conduzido em lagos e no mar aberto.
"Um dos mercados que são alvo é o mercado de mega-iates de recreio. Eles estão disponíveis para venda ao público e levam cerca de 90 dias para construir"




Kite Sail - Kitano

Kite Sailing Yacht

O Kite Sailing Kitano Yacht desenhado por Stefani Krucke introduz a tecnologia de vela de kite para a classe de iates à vela de lazer e beneficia de muitas vantagens que a tecnologia tem para oferecer. Um deles é a velocidade do vento constante e forte encontrados em altitudes superiores.

Comparado com uma vela normal a pipa tem menos área de superfície, mas ainda gera força suficiente para que mesmo uma brisa suave levanta o casco a uma velocidade de planeio. Equipado com um centerboard operados hidraulicamente, mesmo navegando em águas rasas e litorais são possíveis sem risco.

O Yacht a própria casa e pode até 8 passageiros com as mais luxuosas qualquer cliente seria o amor. Em cima disso, é totalmente verde assim mesmo treehuggers pode pisar fora da terra de vez em quando.


 Os testes em embarcações estão a ser feitos por uma equipa que desenvolve o projecto.
Se você é o tipo de pessoa que gosta de pipas e barcos a vela, o Kite Sailing Kitano Yacht concebido pelo designer alemão Stefanie Krücke é o seu sonho. Simplificando, ela tem literalmente uma asa para uma vela.
Segundo a designer, a pipa tem menos área de superfície de uma vela normal, mas ainda gera força suficiente para que mesmo uma brisa suave levanta o casco a uma velocidade de planeio.


Uma vez no ar, a pipa é capaz de atingir alturas que uma vela tradicional, não pode, e maior a altitude permite que o kite para encontrar ventos mais fortes, o que equivale mais velocidade. E em um dia calmo, pode significar a diferença entre a vela flutuante ao longo e na verdade. Além disso, o projeto inclui um centerboard operados hidraulicamente, que permite que o barco a navegar em águas rasas e litorais (litoral), com menos risco. O barco pode acomodar até oito passageiros confortavelmente.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Maré Negra USA

Maré negra da BP foi causada por “más decisões” das empresas e pode repetir-se

A maré negra causada no Golfo do México pela explosão de uma plataforma petrolífera da BP, a 20 de Abril, deveu-se a uma série de “más decisões” de gestão das empresas envolvidas, conclui um relatório encomendado pela Casa Branca.

Ao longo de 48 páginas de um pré-relatório - as conclusões definitivas só serão apresentadas no dia 11 de Janeiro - , a comissão presidencial descreve que as falhas detectadas são “sistemáticas”. O potencial de um acidente semelhante se repetir continua a existir, mesmo com potencial de se repetirem, se não se verificarem reformas governamentais e da própria indústria petrolífera.
A isto acresce, segundo os peritos, que a BP não tinha medidas de controlo adequado para garantir a segurança da exploração Deepwater Horizon, cuja explosão causou 11 mortos e uma das mais graves marés negras da história dos Estados Unidos, largando mais de 900 mil metros cúbicos de crude nas águas.
O relatório, divulgado ontem à noite, aponta o dedo à defeituosa gestão empresarial, à inadequada regulamentação e, em última análise, à falta de vontade política para garantir uma fiscalização adequada da indústria petrolífera norte-americana, que permitiu inclusive a instalação de plataformas em zonas de águas cada vez mais profundas, aumentando significativamente os riscos de acidentes.

por Publico

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Aquário Marinho

Como montar e cuidar  de um Aquário Marinho

 

Cuidados com aquários de água salgada vão desde a iluminação até a escolha das espécies

Observar o vaivém dos peixes coloridos por entre o balanço dos corais com a movimentação da água de um aquário garante, para algumas pessoas, momentos de relaxamento. Manter um pedaço do ecossistema marinho dentro de casa pode ser não só uma maneira de se aproximar da natureza, mas também um hobbie. Especialistas em aquarismo, porém, ressaltam que cuidar de um aquário de água salgada pode não ser tão simples.
"Um aquário marinho geralmente chama mais atenção pela beleza devido à grande diversidade de vida utilizada na sua montagem. Em um mesmo aquário é possível reunir espécies de peixes, corais e invertebrados como estrela-do-mar, ouriços e moluscos. Mas, para isso, é necessário criar condições próximas às oferecidas no habitat desses seres vivos", garante Herman Augusto Novato, aquarista do Clube do Peixe.


De acordo com Herman, a manutenção de um aquário marinho saudável depende de cinco factores fundamentais: iluminação, substrato, característica da água, movimentação da água e alimentação. A iluminação, por exemplo, pode estar relacionada ao local onde o aquário estiver instalado. Ele precisa estar necessariamente em um local que receba luminosidade natural, mas sem incidência directa de raios solares.
A presença de substratos como os cascalhos e rochas marinhas também é importante para manutenção do equilíbrio da vida dentro do aquário. Além de ajudarem na filtragem da água também servem de base fixa para os corais e esconderijos para os invertebrados.
"Sobre as características da água é necessário avaliar o PH, salinidade e temperatura. Como estamos mais distantes do litoral, é necessário utilizar água com sal sintético. Principalmente por causa dos invertebrados, a temperatura ideal da água deve estar entre 26º e 27º C", alerta o aquarista. Bombas especiais mantém o líquido interno em constante movimento, facilitando a troca de nutrientes entre os seres vivos.
A reposição de água doce que evapora durante o dia também é necessária para controlar o nível de salinidade. Essa reposição é feita por uma caixa repositora instalada em um compartimento abaixo do aquário.
"A alimentação dos peixes e outros seres vivos do aquário também tem os seus cuidados específicos. Dependendo da quantidade de peixes é preciso alimentá-los de duas a três vezes por dia, com ração específica para cada espécie. Além disso, é preciso utilizar suplementos especiais para os invertebrados e corais", completa Herman.

por:  Maria Fernanda Rodrigues

Tall Ships Lisboa 2012

The Tall Ships - Lisboa

Em 2012, Lisboa será um dos portos de passagem destas famosas regatas, estando já em preparação uma grande recepção à frota de Grandes Veleiros que é esperada na capital.
As The Tall Ships Races realizam-se todos os anos e a Aporvela é a responsável por garantir, em cada uma destas, a presença de inúmeros jovens portugueses que têm ali a experiência de uma vida. Tudo a partir do Programa JOVENS E O MAR.
Para jovens a partir dos 15 anos, os “trainees” que se aventuram têm a oportunidade de embarcar num Grande Veleiro, e fazer parte duma tripulação unida pela sua vontade de velejar até portos distantes. Isto sem que seja necessário ter experiência para poder embarcar!
O treino de mar a bordo dos Grandes Veleiros, proporciona a aprendizagem da arte da marinharia e navegação, valoriza a importância do trabalho de equipa, e permite sobretudo, que as pessoas se conheçam a si próprias e que descubram as suas forças e talentos escondidos.
Durante o tempo a bordo, o tripulante participa em todas as actividades que tornam possível a navegação do barco. Desde a ajudar nos trabalhos de manutenção, subir ao mastro, ajudar a içar as velas, ou até mesmo à responsabilidade de assumir o comando do leme numa noite de céu estrelado.

As Inscrições já se encontram abertas para as The Tall Ships
 www.tallshipslisbon2012.com

Austrália

As inundações na Austrália estão a causar danos “catastróficos” no estado de Queensland, admitiu a governadora local Anna Bligh, e agora as águas estão a ameaçar a Grande Barreira de Coral, devido aos detritos e pesticidas que desaguam no mar.

Os detritos e os pesticidas são um “cocktail” perigoso para o ecossistema da Grande Barreira de Coral, considerada património mundial pela Unesco, disse à AFP Michelle Devlin, da Universidade James Cook. Essas águas contaminadas que agora desaguam no mar poderão “perturbar a cadeia alimentar e a vida dos corais”.

Até terça-feira tinham sido afectadas pelas inundações cerca de 20 cidades, mas para esta quarta-feira está previsto o auge das cheias e esse número já duplicou para 40. Em St. George a população mobilizou-se para construir diques e tentar conter as águas e foi preciso evacuar um hospital local. “Todos se mobilizaram, cada um faz o que pode”, disse à AFP Barnaby Joyce, um dos residentes.

Em Rockhampton, com cerca de 75 mil habitantes, os serviços meteorológicos alertaram para a probabilidade de as águas do Rio Fitzroy se manterem muito acima do seu nível habitual durante mais de uma semana e alguns dos edifícios históricos da cidade foram protegidos com pilhas de sacos de areia. As águas do Fitzroy subiram aos 9,2 metros, mais de 1200 casas ficaram submersas.
Suzanne Miller, dona de um bar nesta cidade, fechou as portas para evitar a entradas de cobras venenosas trazidas pelas águas. “As cobras são um problema grave, já fechei tudo para não entrarem”, disse à AFP. Também Brad Carter, responsável pela autarquia local, disse ao "The Australian" que “As cobras não serão um risco se as pessoas se mantiverem fora das águas, mas se entrarem na água não estarão seguras”.



No estado de Nova Gales do Sul foram mobilizados o Exército e dois helicópteros para ajudar a população que ficou isolada. Os prejuízos para a economia australiana já ultrapassaram os mil milhões de dólares australianos (mais de 754 milhões de euros), depois de, em Queensland, 75 por cento das minas de carvão terem parado devido às inundações.

Em todo o estado de Queensland estão já a funcionar 17 centros onde foram instaladas temporariamente cerca de 4000 pessoas. “Temos um grande trabalho pela frente, recuperar de uma catástrofe como esta”, disse Anna Bligh. “Queensland é um estado muito grande. Depende do seu sistema de transportes, e em alguns casos esse sistema sofreu danos catastróficos”. As cheias já atingiram 200 mil pessoas e a área equivalente à França e à Alemanha.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Barcelona World Race



 Barcelona World Race partiu no ultimo dia do Ano de 2010

A Barcelona World Race é a primeira e única regata à vela à volta do mundo a dois (dois tripulantes por barco).
É una regata sem escalas em que a ajuda externa está permitida mas submetida a fortes (penalizações).
A regata é organizada pela Fundació Navegació Oceànica Barcelona, encarregando-se a empresa OC Events da comunicação e do marketing internacional. A regata está inscrita no calendário IMOCA – coeficiente 8.








A largada para a segunda edição da
prova, foi dada a 31 de Dezembro pelas 12 horas frente ao Hotel W no porto de Barcelona. A chegada está prevista para finais de Março de 2011.
Serão percorridas cerca 25.000 milhas náuticas (46.300 km) no sentido contrário dos ponteiros do relógio, a rota mais curta sobre a superfície da Terra.
Percurso: de Barcelona a Barcelona pelos três cabos – Boa Esperança, Leeuwin, Hornos – e o estreito de Cook, deixando a Antártida por estibordo.

Site da organização_www.barcelonaworldrace.org

sábado, 1 de janeiro de 2011

Àgua - Ouro Azul

         
                  Empresa vai exportar Água do Alasca


Um lago de água tão pura que não precisa nem ser tratada para ser bebida vai servir de fonte para um projeto que pode confirmar as previsões de que este recurso natural será cobiçado como o petróleo. Cercado de florestas e alimentado pela neve e o derretimento de glaciares, o Blue Lake (Lago Azul) está localizado próximo à cidade de Sitka, no Alasca. Dele, duas empresas pretendem retirar nos próximos meses cerca de 320 milhões de litros que serão transportados em um tipo de navio semelhante a um superpetroleiro até uma fábrica na Índia, onde a água será engarrafada e depois levada para países sedentos o Oriente Médio, justamente de onde vem a maior parte do petróleo consumido pelo mundo.


Uma das empresas, a True Alaska Bottling, comprou o direito de usar até aproximadamente 12 bilhões de litros de água anuais do lago. Já a segunda, a S2C Global, é responsável pela construção e operação do centro de processamento da Índia. Caso seja bem-sucedida, a associação vai criar uma indústria que renderá US$ 90 milhões para a pequena Sitka, de apenas 10 mil habitantes, e alimentar a polêmica sobre a transformação em commodity - entregue nas mãos da iniciativa privada - da substância que é a base de toda a vida na Terra.
- Essa transformação de um recurso natural tão fundamental em uma commodity bruta é um desrespeito tremendo a qualquer ação de negócio que vise a sustentabilidade - considera Paulo Costa, diretor comercial da H2C, consultoria especializada no uso racional da água. - Um projeto como esse me deixa chocado.
Ele não só reforça e apressa o processo de comoditização da água como banaliza todas as iniciativas de redução do desperdício e consumo responsável, numa postura que quase beira o terrorismo ambiental, sem falar no perigo de causar danos irreversíveis a um ambiente que já sofreu e sofre muito com abusos.


Blue Lake é donde é extraída a Água para a exportaçao
Lago Azul, como o próprio nome sugere, possui um tom azul profundo às suas águas. Watersources Lago Azul veio parcialmente de neve e geleiras pequenas do vale do Lago Azul. O lago fica num vale glacial esculpido em forma de U.
Actualmente, no Cove Serraria Industrial Park, há uma pequena operação de engarrafamento da água que utiliza a água que se origina a partir da bacia hidrográfica. Duas outras empresas mantêm os direitos de exportação da água no futuro. Em 2010, uma empresa do Texas S2C Global Systems anunciou que estava a avançar com um plano para enviar 2.900 a 9.000 milhões de litros de água do lago fresco por ano a partir do Lago Azul até a costa oeste da Índia.
 O acordo representa o mundo primeiro regular, as exportações volume de água através de cisterna. A água será redistribuído aos lugares da Índia, Sudeste Asiático e no Oriente Médio. A cidade de Sitka poderá ganhar até US $ 90 milhões por ano em receitas.
Lago Azul foi represado pela Barragem do Lago Azul, em 1958, expandindo imensamente o tamanho do lago de 490 acres (2,0 km2) para 1.225 hectares (5 km2) e aumentar a sua altura de 208 pés (63 m) a 342 metros flutuações Dam permitir a elevação lago para variar até 60 pés (18 m). A barragem do Lago Azul, juntamente com o verde do lago da Barragem, se combinam para tornar mainstream Sitka fontes de energia hidrelétrica.

por:Cesar Baima

Site turístico da Cidade http://www.sitka.org/


Holandeses saúdam 2011

 

           Mais de 10000 Holandeses saúdam novo Ano de 2011

HAIA — Mais de 10.000 holandeses comemoraram o primeiro dia do Ano Novo atirando-se neste sábado nas águas geladas do Mar do Norte em Scheveningen, a praia de Haia, em meio a gritos de alguns e risos de outros, registou um correspondente da AFP.
"É um ano recorde de participações, disse Fleur van Bruggen, porta-voz do grupo anglo-holandês Unilever, organizador do evento.
"Fazemos isso porque somos loucos, simplesmente", lançou Jeffrey, 27 anos, saindo das águas com temperatura de 4°C, junto a outros milhares de holandeses em roupas de banho.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Ano 2011

                                                      Um Bom Ano de 2011


A contagem decrescente para a Passagem de Ano já começou e não há muito mais tempo a perder com hesitações ou alterações de última hora.
O ano de 2011 está aberto, e os moradores da Ilha Christmas, no Oceano Pacífico, foram os primeiros a dar boas-vindas a ele, às 10h no horário de Londres, 8h em Brasília. A ilha, também conhecida como Kiritimati, faz parte do arquipélogo da República de Kiribati e tem a mesma denominação do território australiano localizado no Oceano Índico.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Brasil - uma boa ideia

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A Caixa Econômica Federal lança a primeira agência-barco


 O barco, que funcionará como agência da CAIXA, terá em seu interior empregados do banco à disposição para oferecer serviços de abertura de contas, atendimentos sociais (PIS, FGTS, Seguro Desemprego, CPF, Benefícios Sociais), habitação de interesse social, além de microcrédito produtivo orientado e produtos como Construcard CAIXA e crédito por consignação.
A agência também poderá viabilizar o suporte de ações de promoção à saúde, educacionais e de proteção ambiental, em especial das bacias hidrográficas, reforçando o papel da CAIXA como empresa socialmente responsável.
O modelo inovador de agência-barco itinerante, idealizado pela CAIXA, terá o nome do seringueiro e ativista ambiental brasileiro, Chico Mendes, que ficou mundialmente conhecido por lutar pela preservação da Amazônia.


A Agência Chico Mendes, com capacidade para 65 pessoas, contará com toda a infraestrutura naval necessária à prestação dos serviços, incluindo energia, iluminação, comunicações, ar condicionado, limpeza, copa, cozinha, tripulação e manutenção do barco. A agência também terá serviços e soluções de segurança, vigilância armada, sistema de monitoramento de imagens, controle de acesso e sistema de localização e rastreamento.

 Sustentabilidade
A embarcação, autosuficiente para navegar por 23 dias seguidos, terá também recursos de acessibilidade para pessoas com necessidades especiais ou mobilidade reduzida, bem como idosos e gestantes. Contará com separação de lixo para reciclagem e dejetos secos. Terá ainda sua própria estação de tratamento de efluentes de esgoto, que permitirá lançar, no rio, água 100% tratada, e casco pintado com tinta não poluente.
A agência contará com iluminação eficiente à base de LED que consome menos energia
 .

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Alcochete


Alcochete ganha 2 km de passeio

É uma obra de engenharia sem precedentes em Alcochete que ambiciona transformar por completo a frente ribeirinha do concelho no prazo de dois anos. Em 2011. as máquinas vão entrar no Tejo para "roubar" cerca de 15 metros ao rio, permitindo a ampliação da actual muralha e a construção de um passeio marítimo, com uma extensão de dois quilómetros. O projecto prolonga-se desde o célebre Miradouro Amália Rodrigues, com vista sublime sobre Lisboa, até ao final da Avenida D. Manuel I. Os comerciantes aplaudem e já sugerem uma ligação fluvial com o Terreiro do Paço.


"O nosso objectivo é reaproximar as pessoas do rio, regenerando toda aquela orla, com recurso a vários atractivos, que consigam também dinamizar o nosso turismo", justifica ao DN o presidente da autarquia, Luís Franco. Assegura ainda o autarca que o futuro passeio, sobre o qual apenas poderão circular pessoas e bicicletas, vai ser dotado de zonas de "convívio e lazer", onde não vai faltar o apoio da restauração e actividades náuticas, estando ainda prevista a aquisição de um barco destinado à realização de passeios turístico pelo Tejo.


A futura infra-estrutura, que deverá traduzir uma nova frente ribeirinha em Alcochete, já em 2012, com acesso ao rio por escadas, apresenta ainda a particularidade de proporcionar uma ligação pedestre à recentemente também requalificada praia dos Moinhos - uma referência para os amantes dos papagaios de papel devido ao vento favorável -, onde passaram a despontar novos espaços verdes. O promotor assegura que o projecto, apesar de arrojado, não vai ficar desajustado da envolvente, pelo que foi dada prioridade ao enquadramento paisagístico que o circunda.
"Esperamos também estar a reforçar o nosso comércio local", sublinha Luís Franco, admitindo ser esta uma das metas do investimento de 6,3 milhões de euros - financiado em 50% por fundos comunitários - na regeneração urbana, que engloba um total de 18 intervenções. Dois milhões e meio vão directamente para as obras na muralha e reconfiguração do Jardim do Rossio, situado na Avenida D. Manuel I.

Os comerciantes de Alcochete acreditam estar em marcha um autêntico "cartão de visita" da terra, com condições para captar o turismo, pelo que o presidente da associação comercial, João Cesário, já sugere que se comece a equacionar uma nova travessia fluvial, via ferry, entre o Terreiro do Paço e o futuro passeio ribeirinho.




Turanor - PlanetSolar


O Turanor Planet Solar foi construído em Kiel, no norte da Alemanha, no Yacht Club Knierim. Seu nome deriva do Senhor JRR Tolkien dos Anéis, que significa "poder do sol". Quando o catamarã enorme (31 por 15 metros) encaixado sans emissões para Cancun Harbor em 06 de dezembro como as Nações Unidas continua suas negociações climáticas, o barco com os seus 500 metros quadrados de painéis solares faz uma declaração como nenhum outro. Ao longo 102ft, 29ft de largura e 25 pés de altura, seria extremamente difícil, senão impossível de perder o navio maior do mundo do mar alimentado por energia solar.


Em sua viagem inaugural circunavegar o globo e promover a energia sustentável, a Turanor é tripulado por dois tripulantes e pode acomodar muitas pessoas. Silencioso e sem poluição, seu criador, Knierim Yachtbau, que, juntamente com outros investidores gastou £ 10 milhões (EUA quase US $ 16 milhões) na construção, afirma que este barco surpreendente pode atingir uma velocidade máxima de cerca de 15 nós (17,3 km / h)

A viagem do mundo começará oficialmente em abril de 2011 e deverá ter um número estimado de 140 dias com base na velocidade média de 8 nós. A rota mais equatorial serão utilizados a fim de maximizar a energia solar gerada e obter o máximo dom. A rota seguirá tanto o Canal do Panamá eo Canal do Suez através do Atlântico da Europa, cruzando o Pacífico no Oceano Índico e no Mediterrâneo. Planejada paragens durante o percurso são: Nova York, San Francisco, Darwin, na Austrália, Hong Kong, Cingapura, Abu Dhabi e Marselha, no sul da França.


Nas palavras de Knierim Yachtbau:

"Este é um marco no progresso da mobilidade solar. É a minha visão para ver a energia solar assumir o seu lugar não apenas sobre os telhados, mas também nas estradas, os mares e os céus do futuro ... O objetivo é oferecer soluções para o futuro de vida sustentável em grandes cidades e ambientalmente responsável conceitos de mobilidade. Mobilidade solar pode dar um contributo significativo para este esforço. "

Não há banho de sol no convés permitido deste barco, uma vez que interfere com a eficiência dos painéis solares. Após a viagem de recorde, a expectativa é que o barco será usado como um iate de luxo.

Para obter mais informações sobre o projeto, acesse o site  http://planetsolar.org.




Turismo - estamos a matar a galinha!

Açores vão receber mais Navios de cruzeiro em 2011

Os Açores recebem no próximo ano 108 escalas de navios de cruzeiro, transportando mais de 90 mil turistas.

Abril, Maio e Outubro serão os meses de maior movimento nos portos açorianos.
Das cento e oito escalas previstas, sessenta e três serão em Ponta Delgada.
O novíssimo Queen Elizabeth inaugura e encerra a temporada deste tipo de navios no arquipélago.
Mas nem tudo são boas notícias.
A criação de uma nova taxa poderá comprometer o crescimento deste sector.
A partir de Janeiro, cada passageiros embarcado vai pagar três euros para circular nos mares portugueses e mais dois euros se quiser vir a terra. isto sem contar com as taxas,aplicadas às embarcações que aportam em cada caís no País

A taxa será cobrada pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

  Notícia:Telejornal RTP/Açores

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Tsunami de 2004

Sudeste Asiático recorda tsunami de 2004

 

No sudeste asiático cumprem-se seis anos sobre o tsunami que em 2004 varreu o Oceano Índico provocando mais de 220 mil mortos.Em vários locais da Tailândia tiveram lugar cerimónias religiosas para assinalar a data. Os eventos contaram com a presença de muitos familiares das vítimas.
No Sri Lanka, onde morreram pelo menos 40 mil pessoas, foram observados dois minutos de silêncio.
“Estava em casa em Patong. Vi a água a afastar-se. Não percebi o que se passava. Quando a onda bateu levou com ela muitas pessoas, incluindo muitos amigos meus. Foi um dia muito triste para todos”, disse Lary Amsten, residente na praia de Patong na Tailândia.
Após a tragédia de 2004 foi instalada uma rede de detectores nos oceanos Índico e Pacífico a fim de registarem movimentos sísmicos anormais.
Este domingo um novo sismo foi detectado no sudoeste do Oceano Pacífico.
Um alerta foi imediatamente lançado para os arquipélagos de Vanuatu, Nova Caledónia e as Ilhas Fiji.
O alerta acabaria por ser levantado pouco depois quando se verificou que as vagas ultrapassavam em apenas 15 centímetros a média habitual.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Um Banho por uma boa Causa

Um grupo composto sobretudo por idosos britânicos vestidos de Pai Natal enfrentou este sábado o frio do mar, na Praia de Armação de Pêra, numa iniciativa que visa angariar dinheiro para comprar calçado para crianças carenciadas.
De acordo com a agência Lusa, a campanha de solidariedade «Um mergulho por sapatos» é da iniciativa do Hotel Holiday Inn e tem por objectivo angariar fundos para a compra de sapatos para as crianças do projecto «A Gaivota», da Santa Casa da Misericórdia de Albufeira.
Apesar do frio e da chuva que se fez sentir no Algarve durante a manhã, cerca de 40 corajosos rumaram à praia frente àquele hotel para um mergulho solidário, tendo sido brindados com o sol, que entretanto decidiu espreitar por entre as nuvens.
A iniciativa, que já se repete há sete anos, começou como uma «brincadeira de amigos», contou à Lusa um dos seus mentores, David Mossman, de 70 anos e a residir em Messines, no Algarve, há cerca de 15.

«As pessoas escolhem quanto querem dar e assim podemos ajudar dezenas de crianças», refere, sublinhando que é raro haver portugueses a participar na iniciativa, que no ano passado permitiu angariar cerca de dois mil euros.
Alguns hóspedes do hotel também participaram depois de terem visto os anúncios afixados na recepção, como o caso de Dawn Frost, inglesa de férias no Algarve que decidiu hoje mergulhar com os pais, a irmã e os filhos.
«Não foi assim tão mau, esperava que a água estivesse ainda mais fria», disse a britânica à saída do mar, acrescentando que considera a iniciativa «fantástica» e «divertida», porque fazer algo para ajudar «é sempre uma boa ideia».
Segundo Lídia Guia, do hotel Holiday Inn, a iniciativa irá abranger cerca de 60 crianças e adolescentes carenciados e sem família que a Santa Casa da Misericórdia de Albufeira acolhe.
«Sobretudo no início do ano escolar faz sempre falta comprar sapatos, ténis ou pantufas», diz, sublinhando que o hotel agendou mais duas iniciativas, para domingo e para 1 de janeiro, para angariar mais verbas.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Navio Escola Sagres

Navio escola Sagres cumpriu viagem à volta do mundo

Depois de onze meses a navegar à volta do mundo, o navio escola Sagres e os 146 marinheiros da sua guarnição chegaram hoje ao Alfeite, naquela que foi a maior viagem de sempre deste navio da Armada Portuguesa.

“É uma viagem muito longa e as nossas famílias vivem-na em terra e nós vivemo-la no mar, isso é o mais complicado, motivar e manter motivada ao longo do ano inteiro esta guarnição e manter os níveis de desempenho”, afirmou aos jornalistas o comandante do navio, Proença Mendes, sobre os principais desafios desta “aventura” de quase um ano.

O comandante da Sagres, que partiu no início deste ano de Alcântara para uma viagem pelos cinco continentes, adiantou que os locais inicialmente apontados como mais arriscados em termos meteorológicos, como o Cabo Horn, no extremo sul do continente americano, ou o Mar da China, foram, afinal, os mais calmos.

“Na costa do Brasil, da Argentina, e depois agora no Mediterrâneo, apanhámos grandes temporais e foi mesmo muito mau”, referiu, acrescentando que os marinheiros da Sagres chegaram a deparar-se com ondas de 12 metros de altura.

“Eu começo-me a preocupar quando as ondas passam dos 8 metros e chegou aos 12 metros a ondulação, o vento aos 120 quilómetros por hora e nós tivemos três dias em que praticamente não conseguíamos andar para a frente porque a nossa preocupação era com as velas e com manter o navio estabilizado, tentar comer à mesa de vez em quando e tentar dar condições aos cozinheiros para trabalhar e ao pessoal todo”, disse, com o humor.

A bordo da Sagres estiveram também o chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), almirante Melo Gomes, e o comandante naval, vice-almirante Monteiro Montenegro.

O CEMA adiantou que, neste momento, o único plano reservado ao navio e aos seus marinheiros “é descansar um pouco”.

Ao longo da viagem entre Algés e a Base Naval de Lisboa, no Alfeite, fizeram-se as últimas despedidas e o nervosismo foi aumentando entre os marinheiros da Sagres, enquanto preparavam o navio para atracar e, depois, verem as centenas de familiares que os aguardavam na margem sul do Tejo.


“É muito estranho voltar a ver o nosso país e sentir o mesmo frio que sentimos quando partimos daqui”, afirmou à Lusa Luís Lopes, primeiro marinheiro e fotógrafo da Sagres que irá passar a noite de consoada a Coimbra, onde mora.

Nestes onze meses à volta do globo, a Sagres levou também a bordo quatro pipas de 600 litros de moscatel “Torna Viagem”, de Setúbal.

“Os entendidos dizem que fica melhor”, disse à Lusa um marinheiro a bordo da Sagres.

Segundo uma tradição com mais de um século, a exposição às alterações climatéricas melhora as qualidades deste vinho, que depois do “tratamento” a bordo da Sagres, regressará às caves da marca que colabora com a Marinha para repousar por mais 30 anos.

“Imagino o preço depois”, afirmou com humor o mesmo marinheiro.



 O Início da Grande Viagem



                                        A volta ao mundo - JN

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O Bacalhau

A História do Bacalhau na Noruega

Originário das águas frias e límpidas dos mares que circulam o Pólo Norte, o bacalhau é um alimento milenar:  registos mostram a existência de fábricas para seu processamento na Islândia e na Noruega desde o século IX.
O mercador holandês Yapes Ypess foi o primeiro a fundar uma indústria de transformação na Noruega, por isso, é considerado o pai da comercialização do peixe industrializado. A partir de então, a demanda pelo peixe passou a crescer na Europa, América e África, o que proporcionou o aumento do número de barcos pesqueiros e de pequenas e médias indústrias pela costa norueguesa, transformando a Noruega no principal pólo mundial de pesca e exportação do bacalhau.

Secar ao ar livre

Mas os grandes pioneiros no consumo do bacalhau são os Vikings que, ao descobrirem o peixe, passaram a secá-lo ao ar livre (na época o sal não existia) até endurecer ? perdendo cerca da quinta parte de seu peso ? para poder consumi-lo aos pedaços nas suas longas viagens marítimas.

Antes da industrialização do bacalhau, os bascos ? cujo território actualmente está espalhado em províncias da Espanha e da França ? já comercializavam o bacalhau. Como já conheciam o sal, eles começaram a salgar o pescado para aumentar a sua durabilidade. O bacalhau passou a ser comercializado curado e salgado por volta do ano 1000. Os bascos expandiram o mercado do bacalhau, tornando-o um negócio internacional porque o sal não deixava que o peixe se estragasse com facilidade. Quanto mais durável o produto, mais fácil era a sua comercialização. Como o frigorífico só foi inventado no século XX, os alimentos que se estragavam rapidamente tinham comércio limitado.

Alimento durável e "frio"

Então, já na idade medieval, o bacalhau ganhou o título de alimento durável e com sabor mais agradável que o dos outros pescados salgados. Para a população pobre que raramente podia comprar peixe fresco, o bacalhau era um prato "cheio" porque era barato e tinha alto valor nutritivo.

A soberania da Igreja Católica foi outro facilitador para seu comércio:  o catolicismo impunha dias de jejum ? que compreendiam as sextas-feiras, os quarenta dias da Quaresma e muitos outros dias do calendário cristão ? nos quais se proibia a ingestão de comidas "quentes" como as carnes;  somente as comidas "frias", como os peixes, eram permitidas. Assim, a carne passou a ser proibida em quase metade dos dias do ano, e os dias de jejum acabaram tornando-se dias de bacalhau salgado.

Em Portugal

"A pesca do bacalhau realizada pelos pescadores portugueses na Terra Nova e Gronelândia, encontra-se intimamente associada à saga das navegações e descobertas, datando do séc. XIV.  Há registo da partida, da ilha do Faial, de Diogo, de Teive em 1452. A partir da viagem dos Corte-Real, em meados do século XVI, foi elaborado o Planisfério de Cantino, onde se divulgava um primeiro mapa menos fantasioso dessas regiões (Terra Nova e Labrador)  e com o qual a navegação se tornou mais segura e maior a presença portuguesa na pesca do bacalhau.

Em 1504 havia na Terra Nova colónias de pescadores de Aveiro e de Viana do Minho.  Em 1506 um dos principais portos bacalhoeiros era Aveiro.  Entre 1520 e 1525 existiu, na Terra Nova, uma colónia de pescadores de Viana do Minho que se dedicava à pesca sedentária  -  pescavam e secavam o peixe ali mesmo. A permanência ia de Abril a Setembro

No reinado de D. Manuel I  (1465-1521)  Aveiro foi o porto que mais navios enviou para a Terra Nova (cerca de 60 naus) e em 1550 saíram cerca de 150 naus.
O período de dominação dos Filipes (1580-1640) levou quase à extinção da pesca do bacalhau (em 1624 não havia qualquer barco nos portos de Aveiro).
A recuperação da Pesca do Bacalhau só se faz no séc. XIX.  Até lá, 90% do consumo interno do bacalhau é importado. Em 1830 foram criados incentivos à pesca com a extinção do pagamento dos dízimos e com a construção de 19 barcos.

Sem alterações notórias, através dos séculos, a tripulação dos Bacalhoeiros era composta por:

* Capitão
* Piloto
* Marinheiros (pescadores)
* Cozinheiro
* 1 ou 2 moços (mais recentemente passaram a ser 6, 8 ou 10) conforme a capacidade do navio.

Entre os marinheiros - Pescadores, a divisão era:

* Escalador
* Salgador
* Simples pescador
* "Os verdes" (os que se iniciavam na faina)

Havia tripulantes com funções específicas: "troteiro", "cabeças', "porão", "garfo", "celhas", etc.
E muitos estão enterrados num cemitério em St. John's, do qual ninguém fala, nem sequer atrai visitantes.

As iscas usadas eram amêijoas, lulas.... Só na década de 20, apareceu a assistência aos barcos feita por 2 barcos a vapor  -  Carvalho Araújo, em 1923, e Gil Eanes, em 1927.

O atraso português no processo de industrialização determinou que esta pesca se prolongasse pelo século XX (até 25 de Abril de 1974) com base numa tecnologia ultrapassada:  pesca à linha de mão, munida dum único anzol, a bordo dos dóris, pequenas embarcações individuais de fundo chato e tabuado rincado, com um comprimento de 4 a 5 metros e 80 a 100 Kg de peso, apoiando-se nos tradicionais veleiros de madeira. Tratava-se, contudo, de uma técnica de pesca bastante menos agressiva dos recursos dos que as redes de emalhar ou de arrasto.

Em 1934 foi feita a organização corporativa da Indústria Bacalhoeira. Planeou-se uma grande reorganização da Pesca do Bacalhau, através de:

* Empréstimos do Estado a armadores portugueses
* Criação da Comissão Reguladora do Comércio do Bacalhau e da
   Cooperativa dos Armadores de Navios de Pesca do Bacalhau entre
    outras.
* Renovação da frota
* Desenvolvimento da Pesca do Arrasto

Mas em Portugal continuou-se a insistir na pesca à linha.
Os últimos grandes veleiros foram construídos em 1937:
Argus, Santa Maria Manuela e Creoula, mas poucos anos se mantiveram nesta faina.
A última viagem dum lugre - o Gazela Primeiro - ocorreu em 1969.
As capturas tinham começado a diminuir e em 1974 a situação estava num caos. Era difícil recrutar pescadores, que preferiam emigrar, o que lhes proporcionava menos sofrimento e melhor perspectiva de vida.
O total de barcos era então de 55, sendo 5 de pesca à linha, 13 com redes de malha e 37 de arrasto."

Na pesca do bacalhau, tudo era duplamente complicado. "Maus tratos, má comida, má dormida... Trabalhavam vinte horas, com quatro horas de descanso e isto, durante seis meses. A fragilidade das embarcações ameaçava a vida dos tripulantes" dizia Mário Neto, um pescador que viveu estes episódios e pode falar deles com conhecimento de causa.

Quando chegava à Terra Nova ou Gronelândia, o navio ancorava e largava os botes. Os pescadores saíam do navio às quatro da manhã e só regressavam à mesma hora do dia seguinte, com ou sem peixe e uma mínima refeição: chá num termo, pão e peixe frito. No navio, o bacalhau era preparado até às duas ou três da manhã. Às cinco ou seis horas retomava-se a mesma faina. Isto, dias e dias a fio, rodeados apenas de mar e céu.


A história da pesca do bacalhau é quase a história da civilização ocidental. Para Portugal é uma história épica intimamente ligada aos descobrimentos e ao renascer da pesca no século XX
Os antigos registos apontam como certo que os vikings aportaram à região da Bairrada durante o século IX, ainda antes da formação de Portugal. Misto de guerreiros e de comerciantes, traziam consigo bacalhau seco que trocavam por sal e vinho. Ou seja, os noruegueses antigos trouxeram para Portugal o gosto a bacalhau.
Depois da formação de Portugal, já no reinado de D. Pedro I, em 1303, há registo escrito de que um tal Afonso Martins, em representação dos pescadores bairradinos, estabeleceu acordo com o rei de Inglaterra para pescar bacalhau nas costas britânicas.

Os reis portugueses estavam preocupados com as descobertas das rotas das especiarias. Um mapa português datado de 1424 (guardado no museu Britânico) mostra que já se conheciam a Terra Nova e a Nova Escócia. Aliás os navegadores de Viana do Castelo, de que João Álvaro Fagundes é o mais conhecido, e os Corte-Real, povoadores dos Açores, baptizaram aquela «ilha» de Terra Nova dos Bacalhaus. Ou seja, a busca da Índia fê-los encontrar um outro tesouro.
O rei D. Afonso V fez um acordo com o rei Christian I da Noruega e Dinamarca para que navegadores dos dois países tentassem encontrar a falada passagem do noroeste, que daria acesso ao Oceano Pacífico, contornando a grande «ilha» da Terra Nova. Sabe-se que em 1446 essa viagem já tinha sido realizada.
A rota da Terra Nova passou a ser dominada pelos navios portugueses. A pesca era de tal modo florescente que em 1506 D. Manuel lançou um imposto sobre a pesca da Terra Nova.
Pelo meio de tudo isto há que salientar a criação de um novo método de curar peixe que passou a ser utilizado tanto pelos portugueses como pelos bascos. O peixe capturado nas costas inglesas vinha nas barcas e caravelas até às costas ibéricas. Para que não apodrecesse limpavam-no logo de vísceras e cabeças e salgavam-no no barco par o conservar, tal como se fazia com as carnes. Mas, depois de descarregado o peixe ainda escorria muito água. Daí se ter passado a secá-lo nas rochas costeiras. Assim era mais fácil de transportar, era mais durável e os comerciantes pagavam mais por este peixe bem curado.

Quando Portugal esteve sob domínio de Espanha toda a frota de pesca portuguesa foi arregimentada para fazer parte da chamada Invencível Armada, com a qual Filipe III queria vencer os ingleses. A derrota da frota ditou a queda das pescas portuguesas. Sem embarcações capazes, os portugueses só retornam aos bancos de bacalhau da Terra Nova quase dois séculos depois.
A pesca do bacalhau só ganha nova forma e força no Século XX com a aposta feita pelo Estado Novo em voltar à pesca longínqua.
Mas a pesca do fiel amigo era feita em exagero. As frotas americana, canadiana, espanhola pescavam bacalhau sem parar. Os portugueses mativeram durante muito tempo as artes de pesca tradicionais, usando a linha e os dóris para captura o fiel amigo.
Nos anos 90 acaba-se a pesca do bacalhau na Terra Nova. Os cardumes estavam á beira do esgotamento. A frota portuguesa, por utilizar métodos de pesca antiquados (pesca à linha) por comparação com a maior parte dos outros navios de pesca, acabou por ser a menos responsável no esgotamento dos stocks. 


Passados mais de 15 anos, a pesca de bacalhau naquela área, os cardumes de bacalhau ainda não voltaram a atingir um nível sustentável.
Agora, em Portugal, de novo, é dos mares frios do Norte da Europa, tal como nos primórdios da nossa nacionalidade que nos voltou a chegar o nosso fiel bacalhau.




 Documentário produzido pela Televisão Canadiana em 1966





 Bacalhau à Lagareiro


Bacalhau à Lagareiro
  • assar no forno
  • 4 pessoas
  • Fácil
  • 40 minutos 


Ingredientes
  • 4 Postas de Bacalhau da Noruega
  • 1000g Batatas
  • 3 Dentes de alho
  • 2dl Azeite
  • q.b. Sal
  •  
Preparação
Coloque as postas de bacalhau previamente demolhadas num tabuleiro de forno com os dentes de alho picados e regue com azeite. Lave bem as batatas com pele e disponha num segundo tabuleiro, salpicando com sal grosso. Leve os tabuleiros ao forno a 200° C durante cerca de 40 minutos. Deverá ir regando o bacalhau com o azeite do assado. Quando as batatas estiverem assadas, esmague-as ligeiramente com a ajuda de um pano até a pele estalar. Coloque as batatas na travessa do bacalhau e cubra com o azeite do assado. 


sábado, 18 de dezembro de 2010

Creoula




NRP Creoula

0 «Creoula» é um lugre de quatro mastros. Construído no início de 1937 nos estaleiros da CUF para a Parceria Geral de Pescarias, o navio foi lançado à água no dia 10 de Maio a efectuou ainda nesse ano a sua primeira campanha de pesca. Um número a reter é o facto de o navio ter sido construído no tempo recorde de 62 dias úteis.

As obras-vivas a vante, com particular destaque para a roda de proa, tiveram construção reforçada uma vez que o navio iria navegar nos mares gelados da Terra Nova e Gronelândia.

Até à sua última campanha em 1973, o navio possuía mastaréus, retrancas e caranguejas em madeira. O gurupés, conhecido como « pau da bujarrona», que também era em madeira, deixou de existir em 1959, passando o navio a dispor apenas de duas velas de proa: giba e polaca.


As velas que agora são em dacron, material sintético mais leve e mais resistente, eram na altura feitas de lona de algodão, possuindo o navio duas andainas de pano, que eram manufacturadas pelos próprios marinheiros de bordo. O pano latino era feito com lona de algodão n° 2, o velacho (redondo) com lona de algodão n° 4 e as extênsulas com algodão n° 7, o mais resistente. As tralhas das velas eram em cabo de manila. Quanto ao aparelho fixo, esse sempre foi em aço, mas o de laborar era outrora em sizal.
O espaço que medeia hoje entre a zona da coberta de vante (coberta das praças) e a casa da máquina, era na época o porão do peixe e em cujos duplos fundos se fazia a aguada do navio. O navio estava assim dividido em três grandes secções por duas anteparas estanques que delimitavam, a vante e a ré, o porão do peixe. A vante do porão ficavam os alojamentos dos pescadores, o paiol de mantimentos e as câmaras frigoríficas para o isco; a ré, os alojamentos dos oficiais, a casa da máquina, os tanques do combustível, o paiol do pano e aprestos de pesca. Tinha ainda nos delgados de vante e de ré vários piques utilizados como reserva de aguada, armazenamento de óleo de fígado, carvão de pedra para o fogão e óleos lubrificantes.

Todo o interior do navio era revestido a madeira de boa qualidade e o porão calafetado para evitar o contacto da moura com o ferro.

O mastro de vante (traquete) servia de chaminé à caldeirinha e ao fogão a carvão, fogão este que se encontra hoje no Museu Marítimo de Ílhavo

 Características
 Tipo                                                              Lugre de 4 mastros
 Deslocamento                                           1055t
 Comprimento de fora a fora                    67,4m
 Comprimento entre perpendiculares    52,8m
 Boca                                                             9,9m
 Pontal                                                           5,9m
 Altura dos mastros                                    36m
 Deslocamento leve                                    894t
 Deslocamento máximo                            1300t
 Calado                                                          4,7m
 Aguada                                                         146t
 Combustível (gasóleo)                              60t            
 Propulsão
 Motor Principal                                      MTU 8 cilindros
 Potência                                                500 CV      
 Guarnição
 Oficiais                                         6
 Sargentos                                    6
 Praças                                        26
 Capacidade de embarque     51 Instruendos
 1 Director de treino


Reportagem da RTP sobre o Creoula