segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Fuzeta - Algarve

Vendaval de dois dias chegou para assorear uma barra que custou 980 mil euros

Tal como os pescadores previram, a nova barra na Fuzeta, em Faro, durou muito pouco. Barcos já só entram um de cada vez e apenas na maré cheia

A barra da Fuzeta, em Faro, fechou assim que abriu. Tal como avisaram os pescadores, dois dias depois de a presidente da Sociedade Polis da Ria Formosa, Valentina Calixto, visitar a obra, no primeiro vendaval formou-se uma língua de areia com cerca de 50 metros. Resultado: os barcos só conseguem entrar no porto um de cada vez e com a maré cheia. 
"Nem que se pintem de cor-de-rosa às risquinhas. O mar vai voltar a romper onde fecharam a barra, no Verão passado", advertiu Manuel Simões, manifestando-se contra a obra da Sociedade Polis da Ria da Formosa e da Administração da Região Hidrográfica (ARH). A tirar e pôr areias já foram gastos cerca de um milhão de euros, e vão ser investidos mais 750 mil.

No último Inverno, caíram 38 casas com os temporais. Depois disso, decidiu-se fechar uma barra a poente e abrir uma outra a nascente. Valentina Calixto justificou a intervenção com base em estudos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil e da Universidade do Algarve e ARH. 


Pescadores pedem paredões
Só que o primeiro vendaval, há uma semana, mostrou que o investimento foi "dinheiro deitado ao mar". Os homens do mar reivindicam a construção de paredões para suster as areias, mas Valentina Calixto recusa a proposta. "Do ponto de vista técnico é desaconselhável, do ponto de vista legal não é possível", afirma. Há três dias, uma equipa de técnicos visitou o local, com a maré cheia. "Deviam vir ver o lindo trabalho que fizeram, mas era com a maré vazia", reclamou Fernando Bartolomeu, enquanto tirava salmonetes do barco, acabado de chegar do mar. "Se não for feito uma paredão, não vale a pena gastar dinheiro", insiste. Manuel Simões entende que a barra "deve ser aberta onde o mar rompeu em 2009 [do lado poente]". A sociedade Polis mandou fechar o canal porque essa alteração morfológica "criou fragilidades na zona frontal ao espaço urbano da Fuzeta". O pescador Manuel Simões contrapõe: "Não é por acaso que as instalações do Salva-Vidas foram construídas em frente desse local - é porque ali é que é a barra natural."


Valentina Calixto justificou o assoreamento verificado com facto de essa barrar ter "entrado em concorrência com a outra barra antiga, situada mais a nascente, e ocorreu uma situação de vasos comunicantes". Para repor o equilíbrio, adiantou, foi "adjudicado o fecho dessa barra antiga". O custo da obra, incluindo o reforço do cordão dunar, é de 750 mil euros.


"Branquear decisões"
O assoreamento do canal, acrescentou, "era um cenário previsível, dado que a barra necessita de um certo período para evoluir".

João Romeira é um dos quatro elementos da comissão de pescadores, criada para ser o interlocutor da ARH nesta questão conflituosa com os pescadores. Na passada sexta-feira, quando viu chegar os técnicos que iam observar a evolução da barra, recentemente aberta, desabafou: "Só servimos para branquear a decisão tomada pelos engenheiros." O colega de comissão, Tibério Estrela, foi mais longe nas críticas. "Jogos de interesses - gastaram 980 mil euros a fechar uma barra e a abrir outra", disse. No temporal que se avizinha, prevê: "A barra fecha, de nada serve o dinheiro gasto."


                   Por: Idálio Revez   : Publico

domingo, 5 de dezembro de 2010

Antártica

A Antártica é de todos

Todos sabemos que na Antártica há muito gelo. A camada de água congelada que cobre o continente atinge, em média, 2.000 metros de espessura (algo como 20 quarteirões de altura0, podendo chegar a 4.000 metros! Mas lá não existe só isso. Há muitos animais e até vegetais. Quem já visitou o local conta que é uma das paisagens mais maravilhosas da Terra.
O território, onde fica o Polo Sul, é enorme: 14 milhões de km²; correspondente a uma vez e meia o tamanho do Brasil. Cerca de 98% dessa área está coberta por gelo e neve na maior parte do ano. Calcula-se que represente 90% da água doce do planeta.
A temperatura varia de acordo com a estação climática e o local. No interior do continente faz mais frio, podendo chegar a 90°C negativos! Mas engana-se quem pensa que essa é a maior dificuldade enfrentada na Antártica. Os ventos são o principal desafio. Chegam a 300 km/ h, velocidade de carros de F-1.
POUCA GENTE - A Antártica não tem povo nativo. O homem demorou milhares de anos para chegar lá. As primeiras expedições ocorreram no século 16, mas só conseguiram permanecer no solo antártico no século 19.
Atualmente, abriga cerca de 80 mil habitantes temporários, em geral cientistas e profissionais que os ajudam nas pesquisas. Ficam nas estações científicas ou em acampamentos, a maioria perto do litoral, por alguns meses. Poucos países mantêm pesquisadores o ano todo. A Argentina, por exemplo, montou pequena vila na qual nasceram as primeiras crianças no continente.

É DE TODOS - A Antártica não tem dono, é da humanidade. Mas desperta grande interesse, inclusive econômico. Ninguém briga por seu território porque há um acordo entre todos, o Tratado da Antártida, conhecido como Protocolo de Madri.
O documento, assinado em 1º de dezembro de 1959 primeiramente por 12 nações, defende que o continente seja usado só para fins pacíficos. Ainda garante a liberdade da pesquisa científica e proíbe o lançamento de lixo e resíduos radioativos no local.

Mais do que pinguim
O pinguim é o bicho mais conhecido da Antártica. Entre as espécies mais famosas que vivem por lá estão o pinguim-imperador (como Mano da animação Happy Feet), além de pinguim-rei, pinguim-de-Adélia e pinguim-getoo. Mas não são os únicos.
Existem outras aves marinhas, como o albatroz, e os mamíferos, como focas e leões-marinhos. A maior variedade, porém, fica dentro d''água. Lá, vivem muitas espécies de peixes, lulas, estrelas-do-mar, anêmonas, esponjas e crustáceos, além de baleias.
Um dos bichos mais importantes da região é o krill antártico (parente do camarão), que serve de alimento para a maioria dos animais. Esse invertebrado mede até 6 cm. Em algumas áreas é possível encontrar mais de 30 mil krills em um quadradinho de área de 1 metro. Apesar da grande quantidade, está ameaçado pelas mudanças climáticas; por isso, organizações internacionais criaram o Projeto de Conservação do Krill Antártico.


Controla o clima da terra
A Antártica é o refrigerador da Terra. Sem ela, o clima seria completamente diferente. Como tem ligação com os principais oceanos do planeta - Pacífico, Atlântico e Índico -, suas águas supergeladas equilibram a temperatura dos demais.
Aliás, se o planeta ficasse mais quente, o homem teria grande dor de cabeça. Pesquisadores acreditam que se todo o gelo do continente derretesse, o nível dos mares aumentaria 60 m. Com isso, todas as cidades litorâneas ficariam inundadas.
É por isso que muitos estudiosos estão preocupados. O aumento da temperatura das correntes marítimas já está derretendo o gelo. Para piorar há gigantesco buraco na camada de ozônio (que protege a Terra contra os raios solares) bem acima da Antártica.
O Brasil mantém lá a Estação Comandante Ferraz, localizada na ilha do Rei George, onde estuda as consequências do impacto das mudanças climáticas no País, entre outras questões.
Há algumas plantas rasteiras
A Antártica tem vegetação, mas nada de florestas com árvores. Devido ao forte frio e vento, poucas plantas conseguem se desenvolver; quase todas são rasteiras, como musgos e algas. Há ainda líquens (mistura de alga e cogumelo) e fungos. Lá existem apenas duas espécies de angiospermas (que dão flores e frutos), as gramíneas Deschampsia antarctica e Colobanthus quitencis, que têm flores por alguns poucos dias no ano.
Os cientistas descobriram que há 80 milhões de anos o continente era bem diferente. A temperatura era mais agradável e a área abrigava florestas gigantescas. Prova disso é o pedaço de tronco petrificado de 4 m que a equipe de pesquisadores do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro encontrou lá

Todo planeta depende dele
Poucas pessoas têm o privilégio de conhecer o continente gelado. Mas as gêmeas Laura e Tamara, 13 anos, e a irmã Marininha, 10, são muito sortudas. Elas já estiveram cinco vezes na Antártica. Como? São filhas do famoso navegador Amyr Klink, que há muitos anos faz expedições ao local.
As meninas sempre viajam entre janeiro e março, quando ainda é verão. Nas outras épocas do ano, o mar congela e fica difícil chegar. "Todos acham que só tem gelo. Não é assim. Lá, a gente está em paz. Nos sentimos livres", conta Laura.
A paisagem e muitos animais impressionaram as irmãs. Tamara não imaginava que as baleias fossem tão grandes. Também acha curiosa a atitude de algumas espécies. "Os albatrozes ficam em lugares bem altos. Se os filhotes demoram muito para voar, os pais os empurram do ninho na marra."
Mas nem tudo é legal. "É triste ver os animais sumindo e o gelo derretendo. É diferente de quando a professora fala disso", afirma Marininha.
As experiências das meninas se transformaram no livro Férias na Antártica (Grão Editora, 72 págs.,). Agora, elas também dão palestras em que falam sobre tudo o que aprenderam lá.
Na Antártica tem praia? Tem e é bem diferente da que estamos acostumados a ver no Brasil. Na foto, Tamara Klink está correndo de biquíni na Deception Island, ilha-vulcão, que fica bem próxima ao continente. As irmãs contam que de decepcionante (significado de Deception, o primeiro nome) o local não tem nada. Quando não há vento, dá para desembarcar no interior da ilha. Apesar do mar ser supergelado, as pedras e a areia grossa e preta que formam o chão são muito quentes por causa do vulcão. Assim, a água fica quentinha. Mas a temperatura do solo é tão alta que pode queimar os pés.

O gelo da Antártica não é só branco. Há diferentes tons de azul e até verde. Isso ocorre por causa da luz que reflete a cor da água. Por ser continente muito grande - é o quinto maior da Terra - e sem população nativa, ainda há várias áreas inexploradas. Há muitas montanhas; por isso, além de ter os ventos mais fortes do planeta (de até 300 km/h), é a região com maior altitude (distância entre o nível da água do mar e solo) média: cerca de 2.000 metros de altura, equivalente a prédio com 660 andares!

                                       por: Juliana Raves




sábado, 4 de dezembro de 2010

Hotel flutuante - MORPHotel


A estrutura linear do MORPHotel tem sido desenvolvida em torno do movimento da coluna vertebral humana, permitindo-lhe sobreviver na maior parte do tempo a qualquer experiência no mar. Forros luxuosos convencionais usam a velocidade para ir de um lugar para outro.  O conceito do hotel que se move lentamente, é uma forma de se adaptar a muitas situações, permitindo até mesmo que a cidade flutuante possa atracar e servir como uma extensão para cidades nas docas. Um conceito do arquiteto italiano Gianluca Santosuosso

 O MORPHotel leva a idéia de um transatlântico de luxo a um nível totalmente novo. O projeto original é um sistema flutuante que deriva lentamente ao redor do mundo, não só para transportar pessoas com conforto, mas também para permitir aos pesquisadores funcionalidade em suas pesquisas durante o dia e ainda relaxar em quartos confortáveis durante a noite
















Beluga "Emperor of the Seven Seas"




Super iates são super por definição. Mas este é ainda mais do que isso. O Beluga, Imperador dos Sete Mares é extremamente grande, com um design muito futurista. Tanto fora como dentro do iate tudo parece estar destinado a surpreender e surpreender.
Existem dois níveis de vida a bordo do navio e eles estão ligados por uma escadaria de vidro. Há também um mezanino entre os dois. Entre os elementos mais impressionante por dentro são os tapetes de vidro, com padrões de persa, a nove metros lustre de cristal de alta na sala superior e da cúpula de vidro da suíte do proprietário.





Há cinco suites de luxo, com casa de banho e varandas spas extensível, um ginásio com o melhor equipamento pode-se pedir, um profissional de teatro, um de 14 metros (46 pés) de piscina longa um cocktail-bar (com duas sala de estar nivelado ), uma casa coberta verde, com palmeiras e até uma horta, uma banheira de hidromassagem ... devemos continuar?
Até agora nós acreditamos que você foi convencido. O Beluga, Imperador dos Sete Mares, será um dos melhores iates de luxo para navegar nas águas da Terra.


Nova bactéria muda forma de procurar vida no espaço

A NASA causou uma onda de especulações e de notícias na Internet, acerca da possível descoberta do ET, quando anunciou que faria ontem  uma conferência de imprensa sobre "uma descoberta com impacto na busca de vida extraterrestre". Afinal, é uma bactéria que existe na Terra, num lago da Califórnia, e que usa um elemento diferente no seu metabolismo: o arsénico, que para os outros seres vivos é um veneno. A notícia "incrível", como a designam responsáveis da NASA, alarga a noção de vida e permite outro olhar sobre Marte e Titã
Uma bactéria "do outro mundo", encontrada nos sedimentos do lago californiano Mono, nos EUA, baseia o seu metabolismo - e integra na sua estrutura quími- ca - o arsénico, um elemento que é um veneno para a vida tal como a conhecíamos até agora. A descoberta inaugura um capítulo completamente novo na microbiologia e alarga as possibilidades de busca de vida extraterrestre. "Com este novo elemento na lista dos que constituem a vida, talvez possamos encontrar agora o ET", afirmou ontem, em conferência de imprensa transmitida através da Internet, a directora do programa de astrobiologia da NASA, Mary Voitek.
Algumas luas e planetas do sistema solar transformam-se desde já em mundos potenciais para essa busca, que agora fica mais alargada. Titã, por exemplo, é um desses mundos. E, Marte, aqui ao lado, também.
"Há luas de Saturno, como Titã, onde a temperatura extremamente baixa, de 180 graus Celsius negativos, pode permitir que o arsénico se constitua como elo estável numa estrutura entre possíveis moléculas orgânicas", adiantou na mesma conferência da NASA o bioquímico Steven Benner, da Foudation for Applied Molecular Evolution.
Marte é outro alvo, como admitiu Mary Voitek e também Pamela Conrad, que dirige, no Goddard Space Flight Center da NASA, a futura missão Mars Science Lab que deverá ser lançada dentro de um ano para tentar encontrar vida microbiana no Planeta Vermelho.
"Esta descoberta alarga a nossa visão do que poderemos procurar em termos de ambiente capaz de suportar a vida", admitiu Pamela Conrad, sublinhando que "se se encontrarem ali moléculas orgânicas e também arsénico podemos começar a pensar de outra maneira em relação à existência de vida".
Carbono, hidrogénio, nitrogénio, oxigénio, fósforo e enxofre são os constituintes básicos da vida na Terra, tal como a conhecemos até agora. O fósforo, nomeadamente, é parte integrante da estrutura química do ADN e do ARN, que contêm e transportam as instruções genéticas da vida, e também das paredes das células que constituem os tecidos dos organismos vivos. Sem fósforo, não existe vida. Pois bem, a bactéria encontrada no lago Mono pela investigadora Felisa Wolfe-Simon, e que ela designou GFAJ-1, utiliza o arsénico para essas funções, em vez do fósforo, tal como a sua equipa demonstrou num artigo publicado ontem na Science Express.
Presente na conferência da NASA, a jovem investigadora da US Geological Survey, que foi financiada pela agência espacial americana nestes estudos, sublinhou que "esta descoberta lembra-nos que a vida tal como a conhecemos pode ser muito mais flexível do que geralmente pensamos". A substituição do fósforo pelo arsénico "mostra-nos uma forma de vida muito diferente, o que tem vastas implicações sobre o nosso conhecimento acerca do funcionamento do nosso próprio planeta", adiantou. Além disso, "se um microorganismo pode fazer uma coisa tão inesperada na Terra, o que pode a vida fazer mais que ainda não vimos? É preciso descobri-lo", disse, notando que isto abre uma porta nova à busca de vida fora da Terra. "Um dia encontraremos vida noutro lugar", concluiu

               por: Filomena Naves           Link____nasa

Robin Knox-Johnston


Considerado um grande Senhor, Uma Lenda no Mundo da Vela











Sir William Robert Patrick "Robin Knox-Johnston nascido em 17 de março de 1939 é um marinheiro Inglês. Ele foi o primeiro homem a realizar uma circum-handed non-stop do globo e foi o segundo vencedor do Troféu Júlio Verne (juntamente com Sir Peter Blake). Por isso ele foi premiado com Blake o velejador da ISAF da concessão do ano.
Em 2006 ele se tornou aos 67 anos o mais antigo velejador a completar uma volta ao mundo em viagem solo da VELUX 5 Oceans Race

Nasceu em Putney, em Londres, cresceu em The Wirral e foi educado na escola Berkhamsted Boys.
De 1957 a 1965 serviu na Marinha Mercante e da Marinha Real.
Em 1965 navegou no seu Colin Archer saveiro Suhaili de Bombaim para a Inglaterra. Devido à falta de dinheiro, teve que interromper sua viagem para o trabalho na África do Sul e só foi capaz de concluir em 1967
Em 14 de junho de 1968 Robin Knox-Johnston deixou Falmouth com o seu 32 pés (9,8 metros) barco Suhaili, um dos mais pequenos barcos de entrar no Sunday Times Golden Globe Race.
 Apesar de perder o leme de auto-off Austrália, ele contornou o Cabo Horn, em 17 de janeiro de 1969, 20 dias antes de seu concorrente mais próximo Bernard Moitessier, que posteriormente abandonou a prova e partiu para o Taiti.
 Os outros sete concorrentes desistiram em diferentes fases, deixando Knox-Johnston para se tornar o primeiro homem a circunavegar o globo sem paragens e com uma só mão, em 22 de abril de 1969.
Doou seu prêmio para o mais rápido concorrente para a família de Donald Crowhurst, que se suicidou após tentar simular uma viagem ao redor do mundo.


Desde 1992 é um administrador do National Maritime Museum de Greenwich, Londres

Março 2010 Sir Robin estava em Nova York para receber um prêmio de vela superior. O Clube de Cruzeiros da América escolheu a lenda britânica de vela para receber a sua prestigiada Blue Water Medalha, sem data, para uma vida dedicada à promoção da vela, vela de formação e desenvolvimento da juventude e por ocasião do 40 º aniversário de sua singlehanded, não -stop circum-navegação do mundo. Na história de 85 anos da Blue do CCA Água Medalha de apenas sete medalhas foram concedidas sem data. A Medalha foi apresentado pelo CCA Commodore, McCurdy Sheila (Middletown, RI), durante o clube jantar de premiação anual do New York Yacht Club, em Nova York

Em 1970 (com Leslie Williams) e em 1974 (com Gerry Boxall) Robin Knox-Johnston venceu as duas mãos Round Britain Race. Robin Knox-Johnston, Les Williams e sua equipe, Peter Blake, que também fazia parte, teve honras de linha da Cidade do Cabo 1971 para o Rio Race. Les Williams e de Robin Knox-Johnston conjuntamente com skipper (Peter Blake tripulante de novo) maxi iate de Heath Condor em 1977 Whitbread Round the World Race.

Robin Knox-Johnston e Peter Blake (que ambos atuaram como co-capitães), ganhou o Troféu Júlio Verne para a circum-navegação mais rápida em 1994. Seu tempo foi de 74 dias 22 horas 18 minutos e 22 segundos. Foi sua segunda tentativa de ganhar esse prêmio após a sua primeira em 1992 teve que ser abortado quando o catamarã Enza bater um objeto que abriu um buraco no casco a estibordo.

De 1992 a 2001 foi Presidente da Associação de Formação de Vela. Durante seu mandato o dinheiro foi coletado para substituir os navios do STA, Sir Winston Churchill e Malcolm Miller pelo novo, brigues maior príncipe William e Stavros S. Niarchos. Foi curador do National Maritime Museum de Greenwich 1992-2002 e ainda é curador do Museu Nacional Marítimo - Cornualha em Falmouth, onde está atracado Suhaili hoje. O iate foi reformado e participou da Rodada de Ilha Race em junho de 2005.

Em 1996, estabeleceu o primeiro Robin Clipper Round the World Yacht Race e desde então tem trabalhado com a empresa Clipper Ventures como presidente para o progresso da corrida para níveis mais altos a cada ano. É, talvez, sua maior conquista ter introduzido tantas pessoas à concorrência navegando através do seu envolvimento em Clipper Ventures.
Completou a sua segunda circumnavegação do mundo no iate SAGA Insurance em 04 de maio de 2007, terminando em 4 º lugar na corrida Velux 5 Oceans. Aos 68 anos ele era o mais velho competidor na corrida.

 É solicitado frequentemente para ,   intervir em Universidades e Colóquios por todo o Mundo.
É considerado uma lenda e uma Autoridade no Mundo da Vela.

Palmarés
1969 Awarded the CBE (Commander of the Order of the British Empire)
1970 UK Yachtsman of the Year
1970 Royal Cruising Club Seamanship Medal.
1972 Elected a Younger Brother of Trinity House.
1972 Member of the RNLI Committee of Management
1990 Silk Cut Nautical award Seamanship Trophy
1990 Honorary Doctorate – Maine Maritime Academy
1991 Royal Cruising Club Challenge Cup
1991 Cruising World Magazine (USA) Medal of honour
1992 Royal Institute of Navigation - Gold Medal for experiments with renaissance navigation.
1992 Freeman of the City of London
1992 Awarded Honorary Doctor of Technology – Southampton University
1994 Elected Fellow of the Royal Institute of Navigation.
1994 The Maritime Trust's Cutty Sark Medal
1994 ISAF World Sailor of the year.
1994 UK Yachtsman of the Year (2nd time)
1995 Hon Acadamecian, The Maritime Institute (Portugal)
1995 The Institute of Navigation (USA) Superior Achievement Award
1995 Elected President of the Little Ship Club
1995 Knighted
2006-07 4th Velux 5 Oceans Solo Around the World Yacht Race
2007 UK Yachtsman of the Year (3rd time)
2008 ISAF Hall of Fame
2010 Awarded the Cruising Club of America, Blue water medal for the advancement of sailing, sail training and youth development

Yacht Clubs
Honorary Member – Royal Yacht Squadron
President – Little Ship Club
Hon Rear Commodore – Royal Naval Sailing Association
Hon Member – Royal Irish Yacht Club
Hon Member – Royal Harwich Yacht Club
Hon Member – Royal Western Yacht Club
Hon Member – Royal Southampton Yacht Club
Hon Member – Benfleet Yacht Club
Hon Member – Howth Yacht Club
Hon Member – County Wicklow Yacht Club



quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Franco Banfi, fotógrafo subaquático

O mundo de Franco Banfi, fotógrafo subaquático

O fotografo suíço é um profissional talentoso do mundo submarino.
O fotógrafo suíço Franco Banfi procura criaturas fascinantes no mar. Fotógrafo submarino profissional, Banfi passa a maior parte de sua vida explorando o mundo maravilhoso que existe sob as ondas. Suas imagens são belas, captando um ambiente onde os humanos são admitidos por curtos espaços de tempo.

“Eu não me importo com frio ou calor” afirma o fotógrafo que mora no Ticino, sul da Suíça. Ele já fotografou em icebergs, nos lagos frios da Suíça, baleias beluga na Rússia e misteriosos naufrágios no Mar Adriático. “O melhor são as baleias”, afirma. “Você pode ver como elas te observam.” O jornalista de swissinfo.ch Tim Neville encontrou Banfi durante uma viagem de mergulho na Croácia.



    Link-http://www.banfi.ch/

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

fiscalização no mar


Entidades atropelam-se na fiscalização no mar

 

GNR, Polícia Marítima e Marinha não trocam informações e há tarefas sobrepostas.

Durante a Cimeira da NATO, em Lisboa, uma embarcação da Marinha tentou fiscalizar uma lancha da Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR que saía do Porto de Lisboa para... fiscalização de pescadores. O episódio, caricato, trouxe à discussão o problema de quem fiscaliza o quê no espaço das 12 milhas náuticas (cerca de 23 quilómetros da costa).
"Há uma completa confusão e duplicação e triplicação de tarefas no mar. Em tempos de contenção de despesas este tipo de actuação deveria ser repensada. Não há explicação para esta falta de colaboração. Apenas é certo que fora das 12 milhas a tarefa cabe à Marinha", explica Paulo Rodrigues, secretário nacional da Comissão Coordenadora Permanente dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança (CCP).

César Nogueira, recém-eleito presidente da Associação dos Profissionais da GNR (APG/GNR), concorda: "Não há troca de informação, nem de coordenação entre chefias e acontece que se chega ao ridículo de estar a Marinha, Polícia Marítima e GNR a fazer o mesmo trabalho no mar [no espaço das 12 milhas]." A opinião corroborada por Jorge Veludo, presidente da Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima: "Não há articulação de esforços entre as duas forças. Por vezes estamos no mar a fazer o mesmo tipo de fiscalização."
No panorama actual, a Polícia Marítima tem um corpo de cerca de 550 efectivos e 75 meios navais. Já a UCC da GNR tem cerca de 300 homens para 12 lanchas. "Falta uma gestão racional de efectivos. Num tempo em que tanto se fala de melhorar a eficácia e reduzir custos não se entende que a vigilância no mar seja feita por três forças. Os esforços deveriam ser planeados e coordenados. Num País tão pequeno como o nosso isto não faz sentido", diz Paulo Rodrigues. "Há pescadores que, no mesmo dia, podem ser fiscalizados pelas três autoridades", afirma César Nogueira, da APG/ GNR.

"Cada lancha da UCC gasta de 30 a 40 litros de combustível por hora. Faz algum sentido uma corveta da Marinha com 200 homens a bordo proceder à fiscalização de um local de trabalho como uma traineira o é? Além dos problemas legais que pode levantar, o dispêndio de dinheiro em combustível é imenso. Os meios da Marinha são desproporcionais", diz fonte da /GNR .
Paulo Rodrigues acredita que a solução está nas mãos de Mário Mendes, secretário-geral da Segurança Interna. "É preciso alguém que dê um murro na mesa e que dê orientações acerca de quem faz o quê, onde e de que forma se podem articular forças", aponta Paulo Rodrigues.
Fonte do gabinete de Mário Mendes disse ao DN desconhecer a falta de coordenação entre as estruturas que vigiam e fiscalizam o mar português. "No ponto de vista formal nunca recebemos sequer uma nota para esclarecer essa situação."

            por: Luís Fontes .DN

Tesouro encontrado em Portugal

Tesouro encontrado em Portugal disputado na justiça Americana

Missões A busca pelo tesouro que estava afundado ao largo de Faro não é recente, nem fruto de acasos. "Havia relatos escritos dessa batalha marítima ao largo de Faro", explica o arqueólogo Alexandre Monteiro.

O Nuestra Señora de Las Mercedes foi ao fundo durante uma batalha que aconteceu em 1804 com os navios ingleses Amphion e Indefatigable. Perderam a vida 250 pessoas.
O arqueólogo Vieira de Castro, num trabalho publicado em 1988 na Revista Portuguesa de Arqueologia, refere que "desde os anos sessenta que o tesouro perdido consta abundantemente na bibliografia dos tesouros perdidos". "Os comandantes ingleses estimaram a posição da batalha entre oito e dez léguas a sudoeste do cabo de Santa Maria", diz no estudo.
Segundo o arqueólogo, que se encontra a trabalhar na Universidade do Texas, a caça ao tesouro afundado terá começado em 1982, quando um grupo de investigadores pediu autorização à Capitania do Porto de Faro para prospecção numa determinada área a sudoeste de Faro, muito próximo da costa. Os investigadores acabaram por abandonar o projecto.


Em 1986, segundo a investigação de Vieira de Castro, duas empresas inglesas -"a SubSea Offshore, Ldt e a Divetask Salvage, Lda" - requereram autorizações para resgatar o tesouro. Foram indeferidas. Em 1993, a New Era, Lda, avançou com outro pedido. Também não foi concedido. Em Março de 1997, o relato de um oficial da Marinha portuguesa, membro da Associação Arqueonáutica, informa que um navio da Marinha "havia interceptado um navio norueguês. Estava fora de águas territoriais e procurava a fragata Nossa Señora de Las Mercedes.
Não foi levado a sério pelas autoridades portuguesas. Os relatos de buscas pelo Nossa Señora de Las Mercedes não param até que em 1996 a corveta portuguesa António Enes intercepta ao largo do cabo de Santa Maria o navio oceanográfico norueguês Geograph. Não assumiram que procuravam o tesouro espanhol. Disseram que estavam à procura de um porta-aviões inglês ali naufragado durante a Segunda Guerra Mundial.
Uma história em que pelo lucro vencem, até ao momento, os americanos da Odyssey Explorer. Sem autorização retiraram no fundo no mar português o tesouro espanhol. A disputa promete continuar a arrastar-se na justiça norte-americana.

1420 Km à deriva

Três jovens 50 dias à deriva no Pacífico
 
Três adolescentes das ilhas Tokelau permaneceram 50 dias à deriva no Pacífico. Foram encontrados a 1420 quilómetros de casa, ao largo das ilhas Fiji, por um navio pesqueiro.
Os adolescentes de 14 e 15 anos, naturais do pequeno território da Polinésia, sob administração da Nova Zelândia, no sul do Pacífico, foram encontrados por um barco de pesca de atum, informou nesta quinta-feira a Rádio New Zealand.
Os adolescentes foram dados por desaparecidos no início de Outubro, quando saíram ao mar numa pequena embarcação de aluminío. 50 dias depois as autoridades acreditavam que os jovens estavam mortos.
Os três jovens foi encontrados quarta-feira ao largo das ilhas Fiji, que se situam a 1.420 km de Tokelau, um arquipélago composto por três atois tropicais com apenas 10 quilómetros quadrados.
Os adolescentes só comeram uma gaviota em sete semanas. Foram hospitalizados por desidratação e queimaduras

oferece paixão e emoções

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Nóz de Marinheiro / Lais de Guia / uma mão

Equívocos

Erros e Equívocos

Marcações ; Azimutes;  Pv: LPD;
Angulos; Rumos; Transposição na Carta
tudo pode originar pequenos ou grandes erros, que levam a equívocos que podem 
ser muito graves


Diz-se que o mais importante a saber é, não onde eu estou, mas onde, eu não quero estar!

     este video mostra bem de como isto é verdade

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Aumento no nível das águas

Países formados por ilhas, como Kiribati, Tuvalu e Vanuatu, sofrem com a elevação dos oceanos e correm o risco de desaparecer ou de afundarem na pobreza.

Você já imaginou o que é viver num país onde a água própria para consumo está acabando? A expedição do Fantástico pelo planeta ameaçado chega a dois lugares que enfrentam o mesmo problema. Mas que tem soluções, e um futuro, bem diferentes.
O aumento do nível dos oceanos já destrói paraísos isolados, avança pelos degraus de cidades históricas e deixa evidente que, quando a proximidade com a água se torna uma ameaça, as chances favorecem quem tem tecnologia e dinheiro. O Fantástico foi de Veneza, na Itália, ao outro lado do globo, até Vanuatu, no Oceano Pacífico.
É impossível contar a história da riqueza da humanidade sem passar por Veneza. Foi o comércio e o transporte de mercadorias que a criou. Acomodada sobre ilhas rasas, em meio a uma laguna, desde o início de seus dias, a cidade do romance namora e briga com a água. 

cidade, vários prédios tiveram que abandonar o primeiro andar porque a água está entrando. Em um deles, por exemplo, a água já chegou ao último degrau e, quando dá maré alta, todo dia entra prédio adentro.
A cidade sem automóveis trafega pelos canais, cheios de cicatrizes dessa relação de amor e perigo, chamada de “acqua alta”: água alta. Em uma porta, está marcado o recorde da “acqua alta” de 1966, a mais alta de todas, quando a água subiu quase dois metros. Em dezembro de 2008, na quarta maior “acqua alta” da história, a água passou de um 1,5 m. Em cada casarão, um jeito de enfrentar a água. Alguns subiram o piso; outros, a soleira da porta.
A água define Veneza. Foi a água que permitiu que a cidade prosperasse e fez dela essa cidade única no planeta. Mas, ao mesmo tempo, a água é uma constante ameaça à existência da cidade. Por isso, ao longo dos séculos, Veneza se tornou uma especialista em adaptação.
Mas como impedir que a água brote do chão na famosa Praça São Marcos? A praça vira uma piscina, que os turistas atravessam em passarelas improvisadas. Os venezianos, tão ricos e orgulhosos, vivem dias de flagelados.
As grandes “acqua altas”, que, no começo do século 20, eram menos de dez por década, agora já são mais de 50. 


 Mas Veneza está se prevenindo. No imenso canteiro de obras do Projeto Mose, um plano de R$ 25 bilhões para conter as águas.
A laguna onde fica Veneza é fechada com uma faixa fina de areia. Apenas três aberturas permitem que a água entre e saia com as marés. É nesses três pontos que serão construídas as mega comportas do Projeto Mose.
Toda esta estrutura em concreto vai para o fundo do mar. As comportas ficarão no fundo repletas de água. Em tempos de “acqua alta” chegar, uma injeção de ar vai expulsar a água, fazendo a muralha subir e segurando o avanço da maré.
O engenheiro Enrico Pellegrino não esconde seu orgulho. “Fazemos uma obra única e grandiosa”, diz ele.
Todas as ilhas da laguna vão ficar protegidas de uma elevação no nível do mar de até 60 cm, justamente o previsto para o final deste século pelos cientistas do IPCC, o painel da ONU que estuda o aquecimento global.
Martin Hoerling lidera um grupo de pesquisadores que estuda a temperatura dos oceanos, com milhares de sensores em todo o planeta. No último verão, por exemplo, eles registraram o aquecimento do Atlântico na costa do Brasil.
E o que vamos ver no futuro é assustador. O primeiro mapa mostra como está hoje. O segundo, a temperatura dos oceanos em 2050: de 1ºC a 2ºC mais quente. E no terceiro, em 2090, aquecimento de 3ºC, se as emissões de gases continuarem como estão.
Em terra, o aumento de temperatura vai ser maior, acelerando o degelo, que aumenta o nível dos oceanos.
A meio mundo de distância de Veneza, outros lugares ameaçados pelas águas não têm como se defender. Países formados de pequenas ilhas - como Kiribati e Tuvalu - vão desaparecer se o nível dos oceanos subir pouco mais de um metro. E mesmo os que tem ilhas mais altas, como Vanuatu, que não vai desaparecer totalmente, corre um risco não menos assustador: ser jogado ainda mais profundamente na pobreza por causa das mudanças climáticas.
Dias de tormenta no paraíso. Vento forte, correntes que mudam e, aos poucos, refazem o mapa das praias de Vanuatu, no Pacífico Sul. Ilha após ilha, a costa está cheia de árvores caídas. Imensas raízes apontam para o alto.
Nas ilhas, o trabalho de adaptação fica literalmente nas mãos dos moradores. Eles estão tentando impedir que a água passe do ponto que já foi a linha da praia. Mas estão lutando com uma força muito maior do que as pedras podem conter.
Que diferença de Veneza! Diferença que o idealizador do projeto italiano explica bem. “Se há disposição para investir, a solução técnica a gente acha”, diz Albeto Scotti.
Esse é o argumento de Bjorn Lomborg, o ambientalista cético: em vez de se concentrar no corte de emissões de gases estufa, investir em desenvolvimento.
A maioria dos países, diz ele, vai poder lidar com as consequências do aquecimento quando enriquecer. Um exemplo são os furacões. Na Flórida rica, raramente alguém morre. Mas, nos países pobres, muitas pessoas morrem porque não há infraestrutura para lidar com os problemas.
Na Ilha de Pele, dois mil habitantes vivem à parte da modernidade o ano inteiro, como sonhamos passar uns dias de férias. Mas o paraíso está perdendo sua água doce.
A água que a vila toda bebia há dois anos começou a ficar salobra. A praia fica a 100 metros do local. E, de alguma forma, a água salgada conseguiu penetrar no lençol freático. A água está ainda mais salgada que a outra ainda.
A esperança é uma fonte que tem uma aparência bem feia. O chefe da vila explica que a fonte nunca secou. É a única da ilha que não está salobra, mas está verde.
O pesquisador acredita que a água esteja contaminada. É de lá que os moradores estão tirando a água de beber, lavar louças, do banho.
Os pesquisadores estão implantando um novo sistema de criação de porcos para resistir ás mudanças do clima. Na falta de água doce, os bichos bebem água de coco e se alimentam de coco.
Mas e os moradores? Eles reclamam que a lavoura está cada vez menos produtiva e levam a equipe do Fantástico para ver que a única memória do lugar. Um homem mostra o túmulo do avô e de outros parentes. O cemitério foi levado pela ressaca. Culpa do aquecimento da água do mar.
O oceanógrafo Christopher Bartlett explica que antigamente havia períodos de água quente a cada 15 anos. Agora, tem todo ano.
O calor frequente mata os corais e a barreira que defende as praias das ressacas se vai. Como se vão também os peixes que alimentam o povo.
Sem água e sem comida, eles podem ser expulsos do paraíso, pagando por um pecado que outros cometeram, desmantelando uma cultura tão ligada à água que dela tira arte em forma de música. Até quando? 




Captura de Tubarões

Mais de um milhão de Tubarões capturados por ano no Atlântico

Quase 1,3 milhões de tubarões, incluindo espécies ameaçadas, foram capturados em 2008 no oceano Atlântico por navios de pesca industrial que ignoram os limites impostos às capturas, anunciou ontem a organização não-governamental (ONG) Oceana. Segundo a agência Lusa, a ONG adianta, num relatório publicado à margem de uma reunião da Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (CICTA), que os números verdadeiros da captura de tubarões poderão ser bastante mais elevados devido à existência de grandes lacunas na publicação de dados sobre este tipo de pesca.

As atribuições da CICTA abrangem os tubarões porque os principais predadores marinhos são uma "captura acidental" frequente pelos navios que pescam atum. Os 48 membros da CICTA, que se encontram reunidos em Paris até sábado, têm em agenda a adopção de medidas, incluindo a imposição de quotas e restrições, para garantir que a pesca comercial no Atlântico é feita de modo a garantir a sustentabilidade de stocks.

Apesar de a reunião da CICTA dizer respeito sobretudo à protecção do atum rabilho, a mais valiosa espécie de atum, ONG dedicadas à proteção ambiental, como a Oceana, que se apoiam em dados de biólogos, alertam a organização para o facto de várias espécies de tubarões, igualmente de elevado valor comercial, enfrentarem problemas de conservação mais graves que os do atum.

Das 21 espécies de tubarões identificadas no Atlântico cerca de três quartos são consideradas em risco de extinção. Nos termos da Convenção da ONU sobre o Direito do Mar, as espécies migratórias de tubarões devem ser sujeitas a gestão em instâncias internacionais. A maioria dos tubarões são capturados comercialmente apenas para alimentarem o mercado asiático de barbatanas de tubarão - consideradas uma iguaria.

Após a captura, as barbatanas são removidas e, na maior parte dos casos, os tubarões ainda vivos, mas mutilados e sem capacidade de nadar são lançados de volta ao mar, numa prática que é proibida, mas que é raramente punida

Perfuração no Mar Morto

Perfuração no Mar Morto pretende desvendar mistérios científicos

Sedimentos do lago são oportunidade para elucidar questões ainda não respondidas sobre geolohia, arqueologia e mudanças climáticas

 

Cientistas israilitas estão perfurando o Mar Morto em busca de tesouros científicos escondidos há 500 mil anos pelo lodo e sedimento. O ambiente único do Mar Morto – o lugar mais profundo da Terra a 422 metros abaixo do nível do mar – contém sedimentação estratificada que poderá ajudar pesquisadores a entender questões antigas que vão desde geologia, arqueologia, podendo até levar a uma nova visão sobre as alterações climáticas.

Pesquisadores disseram que o material que será retirado a 500 metros de profundidade do solo marinho poderia abrir as portas para anos de investigação. “É como ler um livro”, disse Ulrich Harms, cientista alemão que lidera o programa de perfuração International Continental Drilling Program, “"É um arquivo perfeito sobre secas, inundações e mudanças climáticas ao longo do tempo"

O Mar Morto é o único não só pelas baixas altitudes. Diferente da maioria dos outros lagos, apenas um rio - o rio Jordão - deságua ali e nenhum outro parte dele, o que significa que o acúmulo de sedimentos ao longo de milhões de anos, em grande parte, permaneceu intacto.

Isso permitirá que cientistas datem e determinem que tipo de clima dominava a Terra a partir dos sedimentos retirados da perfuração. A lama é marcada por camadas claras e escuras, remanescente de antigos períodos de seca, e de alagamentos.

Este registro histórico poderia apresentar uma nova visão sobre as mudanças climáticas. “Nós vamos ser capazes de dizer se há 368.494 anos foi choveu muito, ou não, ou ainda se houve terremoto”, disse Ben-Avraham, que vem pesquisando o Mar Morto por mais de 30 anos. Isto porque onde as camadas de sedimento não estão alinhadas significa que provavelmente houve um terremoto.
Muitas áreas de conhecimento
Além de novos conhecimentos o estudo poderá fornecer dados aos sismólogos e aos arqueólogos que estudam os tremores bíblicos bíblica, comparando as conclusões de seus estudos prévios com o cronograma apresentado pela perfuração do Mar Morto.

Antropólogos que pesquisam as migrações do homem primitivo - muitos dos quais acredita-se que passaram pela área da bacia do Mar Morto - poderia encontrar novas informações para apoiar novas teorias.

O projeto deve também ajudar os cientistas na compreensão dos níveis de flutuação do Mar Morto. O lago tem diminuído significativamente nos últimas décadas, principalmente por causa do aumento da extração de água do rio Jordão por Israel, Palestina e Jordânia.
Muitos mundos
Há cerca de 10 anos, Zvi Ben-Avraham Mordechai Stein pediram pelo projeto na Alemanha – base do programa de perfuração, que organiza pesquisar pelo mundo. Mas a aprovação do programa chegou apenas neste ano, depois de ter sido adiada, em parte, por causa dos combates entre israelenses e palestinos da primeira metade da década.
O programa, no entanto conta com a participação de pesquisadores palestinos e jordanianos, além dos israelenses. “Eles querem cooperar conosco porque percebem que é um projeto importante e a ciencia desconhece fronteira”, disse Michael Lazar, professor de geociência marinha da universidade de Haifa e coordenador do projeto.

O projeto de 2,5 milhões de dólares terá duração de 40 dias e está sendo conduzido por 40 cientistas em cooperação com parceiros de seis países. A broca que viaja pelo mundo, realizando operações científicas tem capacidade de atingir até 1.500 metros de profundidade.

         informações da AP

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Caviar

O esturjão branco ou esturjão beluga (Huso huso) é um peixe da família Acipenseridae (esturjões). É natural do mar Negro e do mar Cáspio e seus rios tributários. A espécie está sujeita a intensa pesca nestas zonas para a colheita das suas ovas para a produção de caviar beluga.
Os estoques de caviar beluga de esturjão do Cáspio caíram mais de 90% nos últimos 20 anos por causa da destruição dos locais de desova, poluição e o fim das leis rígidas de pesca da era soviética.


O Esturjão é um peixe primitivo que provavelmente existe na terra desde a época em que os dinossauros desapareceram.
Eles são cobertos por escamas ósseas que se parecem com armadura e podem alcançar até três metros e meio de comprimento. Esturjões eram considerados os reis dos peixes entre os Nativos Americanos que habitaram a Região dos Grandes Lagos.
O caviar é um alimento e iguaria de luxo, consistindo em ovas de esturjão não-fertilizadas salgadas, sem qualquer outro tipo de aditivo, corante ou preservante. As ovas podem ser "frescas" (não-pasteurizadas) ou pasteurizadas, tendo estas muito menor valor gastronómico e monetário.
Tradicionalmente a designação "caviar" é apenas utilizada para as ovas provenientes das espécies selvagens de esturjão, principalmente as do Mar Cáspio e seus afluentes, em regra oriundas da Rússia ou do Irão (caviar Beluga, Ossetra e Sevruga).
 Estas ovas, consoante a sua qualidade (sabor, tamanho, consistência e cor), atingem presentemente (Fevereiro de 2010) preços entre os 6.000€ e os 12.000€ o quilo no mercado europeu ocidental, estando associadas a ambientes gourmet e de alta cozinha (haute cuisine).
A designação "caviar" pode igualmente ser utilizada para ovas de outras espécies de esturjão selvagem ou para ovas de esturjões criados em aquacultura (das espécies do Cáspio ou outras).

Hoje, dependendo dos países e das legislações nacionais específicas, a designação "caviar" pode ainda ser utilizada para uma série variada de produtos de baixo preço substitutos ou sucedâneos de caviar, como as ovas de salmão, de truta, de lumpo, etc. Contudo, segundo a FAO, ovas de qualquer espécie que não acipenseriformes (incluindo estes os acipenseridae, ou esturjões stricto sensu, e os polyodontidae, ou peixes-espátula), não são caviar, mas sim "substitutos de caviar".Esta posição é igualmente adoptada pela CITES, pelo WWF, pelos serviços aduaneiros dos EUA e pelo Estado francês.
 Igualmente a legislação europeia aplicável em Portugal define caviar como "Ovos não fecundados mortos transformados de todas as espécies de Acipenseriformes; igualmente designados por ovas".





domingo, 21 de novembro de 2010

Mar Cáspio

Mar Cáspio, um lago ou um mar?

O Cáspio, que não tem saída para o mar, mas contém água salgada, é um lago ou um mar? A pergunta não é superficial, já que de sua resposta depende o controle de uma das maiores reservas de hidrocarbonetos do planeta."A divisão do Cáspio deve ser justa", afirmou na última semana Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, um dos cinco países banhados pelas águas do Cáspio (Rússia, Cazaquistão, Azerbaijão e Turcomenistão).
Ahmadinejad fez estas declarações durante a terceira cúpula de países do Cáspio em Baku, capital azerbaijana, e na qual os líderes participantes prometeram que no próximo ano responderão de uma vez por todas a essa questão.
O que ocorre é que o que o líder iraniano entende por justo - a divisão em cinco partes iguais desse mar interior ou maior lago do planeta - não coincide com o que pensam os outros países.
Se fosse um lago, os países seriam obrigados a dividir equitativamente os recursos e os benefícios da exploração do Cáspio, enquanto se for um mar, teriam que delimitar proporcionalmente a superfície que corresponde a cada país a partir do litoral.
Neste segundo caso, ao Irã corresponderia apenas 13% do Cáspio, setor que também é o menos rico em hidrocarbonetos, segundo os especialistas, que estimam que mais da metade do petróleo se encontra no litoral cazaque.

Por isso, o que Teerã propõe são duas soluções intermediárias: uma divisão equitativa no qual a todos corresponde 20% do Cáspio ou um condomínio entre os cinco países.
"Não se pode assinar um acordo sem levar em conta a visão da República Islâmica. O Irã nunca renunciará a seus direitos. É uma questão de princípio", assegurou Mehdi Ajoundzadeh, vice-ministro de Exteriores iraniano.
Durante a cúpula, o presidente russo, Dmitri Medvedev, advertiu contra "medidas unilaterais" da parte iraniana, que poderiam "alterar o equilíbrio na região e abortar as negociações sobre uma convenção que defina o estatuto jurídico do Cáspio".


O Cáspio era partilhado por Moscou e Teerã com base em tratados de 1921 e 1940, mas a desintegração da União Soviética em 1991 pôs fim a este entendimento com a independência das outras três repúblicas ex-soviéticas ribeirinhas, que não reconhecem os acordos anteriores.
Quase 20 anos após a queda da URSS, os cinco países continuam sem entrar em acordo não somente sobre o estatuto jurídico do mar e sua delimitação, mas também sobre as condições para o tráfego e oleodutos.
A Rússia - que da mesma forma que Azerbaijão e Cazaquistão defende uma divisão proporcional pela linha litorânea - pediu nos últimos anos ao Irã que modifique sua postura a fim de abrir caminho para a assinatura de um convenção sobre o Cáspio.
Perante a indecisão iraniana, o Kremlin assinou convênios bilaterais com Baku e Astana, pelos quais os três países dividem o norte e oeste do Cáspio, justamente os setores mais ricos em petróleo e gás, situados mar adentro.
Além disso, em uma decisão que foi interpretada pelos analistas como parte de uma estratégia de fatos consumados, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, deu começo em abril à extração de petróleo no mar Cáspio


Então, a companhia petrolífera Lukoil iniciou a primeira plataforma petrolífera marítima russa no Cáspio cerca de 60 quilômetros do litoral, não longe da desembocadura do rio Volga.
Outras potências como União Europeia também têm pressa em conhecer o estatuto do Cáspio, já que disso depende a instalação dos gasodutos do projeto Nabucco que deve fornecer gás centro-asiático à Europa, evitando o território russo.
Também poderia ocorrer que os cinco países assinassem um acordo similar ao assinado em 2006 por Austrália e Timor-Leste para a divisão dos lucros da exploração de gás e petróleo no Mar do Timor.
Segundo o Fórum de Segurança Energética, a região do Cáspio mal representa 2% da produção mundial desses combustíveis, devido à falta de acordo para sua exploração.
O Instituto de Pesquisas Estratégicas do Cazaquistão avalia em cerca de 30 bilhões de barris de petróleo as reservas do Cáspio, além de cinco trilhões de metros cúbicos de gás, enquanto as previsões mais otimistas falam de mais de 200 bilhões de barris.


Os países do Cáspio pelo menos concordam em manter à margem outras potências, em clara referência aos Estados Unidos, ao assinar um acordo de segurança regional, e na necessidade de impor uma moratória à pesca do esturjão, peixe do qual se extrai o prezado caviar negro.
O salgado Cáspio é considerado o maior lago do mundo com uma superfície de 370.886 quilômetros quadrados, extensão maior que a da Itália.

O animal mais rápido dos oceanos


O agulhão-vela, também chamado de agulhão-bandeira, é o mais rápido dos oceanos. Seu salto atinge a marca de 110 km/h. Acredita-se que o formato do corpo (com a frente mais fina) é que o deixa mais veloz. Os especialistas descobriram que uma substância que fica sobre suas escamas contribui para que nade mais rapidamente, pois reduz o atrito do corpo com a água.

Esquisito, ele tem bico que parece espada e nadadeira (órgão ao lado do corpo que dá equilíbrio e ajuda na locomoção) que mede três vezes a altura do corpo. Essa parte lembra a vela de embarcação; daí vem seu nome. Mede cerca de 3 m e pesa, em média, 100 kg. Alimenta-se de pequenos peixes. Para isso, mergulha no meio do cardume e mexe o bico. Esse movimento acaba deixando os peixinhos tontos o que facilita a captura. Como não tem dente, abre bem a boca para engoli-los de uma única vez. O bico também o auxilia a se defender. Entretanto, não é agressivo e só ataca se for ameaçado

Vive em pequenos cardumes no Oceano Atlântico, bem longe da costa brasileira (a mais de 180 mil m), onde a água é mais quente (entre 21°C e 28°C). É raro encontrá-lo nos meses de frio. Os pesquisadores não sabem para onde vai nessa época. Pode subir em direção ao Nordeste ou migrar para a costa da África.


Outros Rápidos - O peixe-espada também é maratonista da água, chegando a nadar a 96 km/h. Outros animais marinhos velozes são a orca, que nada a 55 km/h, e o tubarão-mako, que atinge 50 km/h.

A ave mais rápida é o falcão-peregrino. Durante seus mergulhos do céu em direção à superfície terrestre, alcança 360 km/h! Além de veloz, essa ave de rapina tem excelente visão: consegue visualizar um coelho a 3.500 metros de altura.

O antilocapra atinge 98 km/h. É herbívoro, vive em manadas entre algumas áreas do México, Canadá e Estados Unidos. Menor do que o antílope, pesa entre 35 Kg e 60 kg, tem par de chifres com cerca de 30 cm de comprimento e pelo castanho.

O leão pode ser o rei da selva, mas a leoa é mais rápida do que ele, atigindo a velocidade de 81 km/h em distâncias curtas. Embora o macho seja mais forte, também gasta mais energia e sua juba aquece o corpo, deixando-o exausto mais cedo.

A gazela-de-thomson, que vive na savana africana, pode correr a 70 km/h por cerca de 15 minutos e há registros de velocidades superiores a 100 km/h, ao escapar de predadores, como o guepardo. Tem chifres e alimenta-se de gramíneas.

O gnu, que lembra a mistura de boi e cavalo, corre a 64 km/h, porém alguns já atingiram 80 km/h. Habita a savana africana, onde é vítima de leão, leopardo, guepardo e hiena. Vive em grandes bandos. Todos anos, migra em busca de comida e água.

Guepardo é o mais veloz terrestre - O guepardo, conhecido também como chita pelos africanos, é o animal terrestre mais rápido do planeta. Em distâncias curtas, atinge 110 km/h, velocidade máxima permitida em muitas rodovias brasileiras. Seu corpo é esguio e aerodinâmico, como os carros esportivos. Pesa no máximo 65 kg, tem pernas longas, tórax largo e coluna flexível, cabeça arredondada e patas com ranhuras. Mas não consegue manter a velocidade por muito tempo, quando o leão, o antílope, a zebra e o gnu, que também são ágeis, podem ultrapassá-lo.

O desempenho é superior ao de atleta olímpico. No Zoo Cincinnati, nos Estados Unidos, a fêmea Sara percorreu 100 metros em apenas 6,13 segundos, enquanto o campeão jamaicano Usain Bolt levou 9,58 segundos para fazer o mesmo no Mundial de Atletismo de 2009.


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Regata Nauticalícia

Para celebrar da melhor maneira a paixão que nos une, estão abertas as inscrições para mais uma actividade Confiquatro: uma regata nauticalícia!