domingo, 7 de novembro de 2010

Faro - cordão dunar



 Ilha está em perigo

O mar pode abrir uma barra a meio da Ilha de Faro já este ano. O perigo foi assumido pela câmara local e pela Administração da Região Hidrográfica, depois de água e areia terem voltado a passar sobre a Ilha, no último fim-de-semana.
"Na zona nascente mesmo ao lado do parque de campismo a água correu de um lado ao outro", explicou ao CM Macário Correia. Essa será a zona em maior perigo de ‘abrir’ ao mar, como sucedeu, no Inverno passado, na Fuseta.
Para evitar isso, a autarquia admite deslocar "o traçado da estrada para mais junto à Ria", explica Macário Correia, no sentido de permitir que a duna ganhe maior consistência. Por outro lado, a recolocação da estrada faria com que a via deixasse de ser invadida por água e areia sempre que há marés vivas.
Esta solução implicaria a eventual demolição de construções na área desafectada da Ilha de Faro. Macário Correia não vê impedimentos, uma vez que nessa zona "só 80 casas é que estão legais, as restantes têm licença de ‘barracas desmontáveis’ que são renovadas anualmente", explica.

Já na zona poente, onde há casas que podem ficar em perigo de derrocada com os temporais de Inverno, a autarquia assegura o realojamento a todos os moradores, de primeira habitação, que sejam afectados.
"Foi feito um inquérito à população para saber onde preferiam vir a morar", refere o presidente da Câmara de Faro, "alguns, que já abandonaram a actividade piscatória, admitem mudar-se para a cidade, outros preferem ficar na Ilha, em local ainda não definido".
Há ainda uma terceira hipótese de realojamento, junto ao aeroporto, mas perto da Ria Formosa. Esta solução, no entanto, só será tomada como última alternativa. 

           Por:  João Mira Godinho

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Atlanterhavsveien


Atlanterhavsveien - A Estrada Atlântica

Situados no concelho Romsdal, Noruega, Atlanterhavsveien (O Caminho do Atlântico) é a parte da estrada nacional norueguesa 64 (Ap 64) que liga a ilha de Averøy para Vevang, Eide, no continente, por extensão, a estrada liga as cidades de Kristiansund e Molde.

As obras de construção da estrada começou em 01 de agosto de 1983, com a inauguração a ter lugar a 07 de julho de 1989. Durante este período, foram nada menos que 12 tempestades, tipo furacões, na área. A 8,3 km (5 milhas) da estrada longa é construído em várias pequenas ilhas e ilhotas, e é atravessado por oito pontes e aterros diversos.
Esta estrada tem uma vista para o mar aberto que não é tão comum para as estradas ao longo da costa norueguesa, uma vez que existem arquipélagos que obscurece essa visão. Aqui, a distância entre as ilhas é tão pequeno que a estrada poderia ser construída em todo o arquipélago. Além disso, há fiordes e montanhas no interior da rodoviária.

A estrada espectacular rapidamente se tornou uma atração turística popular na medida em que o cuidado deve ser mostrado quando dirigi-lo, como a população local e os visitantes utilizam frequentemente a estrada para ir à pesca do bacalhau e outros peixes de água salgada directamente a partir da estrada.
Atlanterhavsveien foi eleita a "Construção da Noruega do Século", em 27 de setembro de 2005, e é atualmente o segundo maior da Noruega visitou estrada cênica após Trollstigen.
Ao longo da estrada você encontrará áreas de repouso onde se pode desfrutar seu piquenique, e restaurantes onde se pode desfrutar de uma refeição tradicional norueguesa.
 Estacione o seu carro e explorar as ilhas, a pé ou de bicicleta. Mas não se esqueça sua câmera! águias de mar branco-atada, garças, focas e golfinhos podem ser vistos aqui.
 De Strømsholmen, os mergulhadores podem olhar para a frente a fortes correntes de prosperidade com a vida marinha nestas águas mundo reknown. viagens de pesca guiada, pulando pedras, ou apenas observando o pôr do sol no mar.
 No sol quente ou em tempestades furiosas, Atlanterhavsveien tem algo para todos. Atlanterhavsveien curvas fechadas e selvagem da natureza têm classificado em primeiro lugar na lista do  The Guardian de viagens o melhor do mundo de estrada, em competição acirrada com atrações de renome   mundial, tais como costa da Irlanda do Norte.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Merapi

Monte Merapi

Monte Merapi, Gunung Merapi (literalmente Montanha de Fogo em indonésio / javanês), é um vulcão de cone localizado na fronteira entre Java Central e Yogyakarta, na Indonésia.
 É o vulcão mais ativo da Indonésia, entrou em erupção regularmente desde 1548. É muito perto da cidade de Yogyakarta, e milhares de pessoas vivem nos flancos do vulcão, com aldeias tão alto quanto 1700 m acima do nível do mar.

O nome do Merapi poderia ser traduzido livremente como "Montanha de Fogo" das palavras Javanês combinado; Meru significa "montanha" e api significa "fogo". Fumo pode ser visto saindo do topo da montanha, pelo menos, 300 dias por ano, e erupções causaram várias mortes. Hot gás a partir de uma grande explosão matou 27 pessoas em 22 de novembro de 1994, principalmente na cidade de Muntilan, a oeste do vulcão.
 Outra grande erupção ocorreu em 2006, pouco antes do terremoto de Yogyakarta. À luz dos riscos que representa para Merapi áreas povoadas, foi designado como um dos vulcões Década.


Em 25 de Outubro de 2010, o governo da Indonésia elevou o alerta para o Monte Merapi para seu nível mais alto e alertou os moradores em áreas ameaçadas para se deslocar para terras mais seguras. As pessoas que vivem dentro de um de 10 km (6 milhas) da zona foram aconselhados a evacuar. Autoridades disseram que cerca de 500 sismos vulcânicos foram registrados na montanha no fim de semana de 23-24 de Outubro, e que o magma havia subido para cerca de um quilômetro abaixo da superfície, devido à actividade sísmica. Na tarde de 25 de outubro de 2010 Monte Merapi entrou em erupção de lava suas encostas sul e sudeste

Dubai cresce para o mar

Um conto de fadas
 O Dubai é um lugar que tem sido historicamente desabitado. Os seus entornos desinteressantes, o seu ambiente estéril e as terras inférteis tão pouco propícias á agricultura fizeram com que antigamente esta zona fosse desabitada. No entanto os que procuravam pérolas no século XVI construíram algumas pequenas povoações na região do Golfo Pérsico. Eram mergulhadores, principalmente de Veneza em busca desta peça preciosa, encontrar pérolas.

Já no século XIX, a dinastia Al Maktoum assumiu o controle da região e o Dubai tornou-se um emirado árabe independente. Em 1835, anos mais tarde, o Dubai assinou um acordo marítimo com a Inglaterra, e submeteu-se ao protectorado britânico em troca de manter afastado dos otomanos. O Dubai torna-se assim num local estratégico de passagem.
Já no século XX, o Dubai converteu-se num lugar estratégico para as trocas comerciais e para trocas financeiras o que fez com que no século XX, muitos hindus se estabelecessem na cidade.
Até 1930, esta cidade era conhecida pelas pérolas que exportava e foi nesta altura que o Dubai começou a ter outros motivos para se dar a conhecer.
..
A rupia do Golfo foi desvalorizada em 1966 e o Dubai junta-se ao Estado do Qatar. É encontrado petróleo e a cidade começou a crescer rapidamente. Em 1971 foram formados os Emirados Árabes Unidos onde o Dubai foi inserido e em 1973 foi criada a moeda dos Emirados Árabes Unidos, o dirham dos UAE.

Nas últimas duas ou três décadas, O Dubai tem sofrido um desenvolvimento impressionante, os petrodólares permitiram que esta pequena cidade de mercadores de pérolas se tornasse num luxo e glamour, com imensos arranha-céus deslumbrantes, casas de luxo, hotéis de luxo para alojamento dos turistas. Arranha-céus onde são tomadas as decisões mais importantes do mundo do ponto de vista financeiro e económico. Este é um lugar que continua a crescer, a ganhar terreno sobre o mar e sobre o deserto.

A história do Dubai actualmente é a história de um conto de fadas, que de uma duna no deserto em frente ao mar, nasceu e foi criado um dos mais importantes centros económicos do mundo.

Dubai (em árabe: دبيّ, Dubayy) é um dos sete emirados e a cidade mais populosa dos Emirados Árabes Unidos (EAU) com aproximadamente 2.262.000 habitantes.
 Está localizado ao longo da costa sul do Golfo Pérsico na Península Arábica na Ásia. O município muitas vezes é chamado de "Cidade de Dubai" para diferenciá-lo do emirado de mesmo nome. Dubai é conhecida mundialmente por ser extremamente moderna, "futurista" e com enormes arranha-céus e largas avenidas

Dubai é famosa por suas obras grandiosas e de forte apelo turístico. Dentre elas, podemos destacar as Palm Islands, o arquipélago The World, o hotel Burj Al Arab e o edifício Burj Dubai

Palm Islands são três arquipélagos artificiais no formato de palmeiras.
 Um audacioso projeto construído pela Al Nakheel Properties, é um grande ponto atrativo da cidade e tem como objetivo aumentar o turismo no Dubai. Mesmo sendo artificial, foram usados apenas materias naturais (areia e pedras) para a construção do arquipélago, em vez de concreto e aço, mais aconselhados para o tipo de estrutura.
Uma segunda ilha artificial com formato de palmeira está em construção, já em estágio avançado. É prevista a construção de uma terceira ilha artificial no formato de palmeira. Em cada braço desta palmeira, estão sendo construídos elegantes hotéis e grandes residências.
Os Moradores tem o direito de atracar sua lancha em frente de suas casas



The World é um arquipélago artificial, ainda em construção, que forma o desenho do mapa-múndi. Estas ilhas estão sendo vendidas com valores entre 6,2 a 36,7 milhões de dólares. A maior parte das ilhas já foi comprada por investidores de todo o mundo. Por exemplo, o casal de atores Angelina Jolie e Brad Pitt já comprou a ilha que representa a Etiópia, e um hotel deve ficar com o conjunto formado por várias ilhas que formam o desenho da Europa


O Burj Al Arab é um dos hotéis mais luxuosos de Dubai. Foi construído sobre uma ilha artificial, com 321 metros de altura, sendo a 2ª estrutura mais alta usada como hotel, após perder o título para a Rose Tower, edificada também em Dubai. O edifício imita a vela de um barco, e hoje é um dos principais cartões postais da cidade e do país.






                                 Palm Jumeirah   Links para o projecto da construção
                                         
                                              Link       Palm Jumeirah video 1
                                              Link       Palm Jumeirah video 2
                                              Link       Palm Jumeirah video 3
                                              Link       Palm Jumeirah video 4
                                              Link       Palm Jumeirah video 5

                                 The World




        Burj Al Arab
O Burj Al Arab (em Árabe برج العرب, literalmente Torre das Arábias) é um luxuoso hotel edificado em Dubai, Emirados Árabes Unidos (EAU).
 O Burj Al Arab é operado pelo Jumeirah Group e foi construído por Said Khalil. Ele foi projetado por Tom Wright da WS Atkins PLC. Com 321 metros (1.053 pés) é a mais alta estrutura exclusivamente usada como hotel

quarta-feira, 3 de novembro de 2010


Timor Leste promove concurso de fotos submarinas para promover turismo

O presidente do Timor Leste, José Ramos-Horta, convidou fotógrafos e mergulhadores do mundo todo a participar do primeiro concurso de fotografia submarina do país.

Mais de 30 fotógrafos registraram imagens ao longo de quatro dias em doze locais de mergulho diferentes, todos a menos de 1h30 de carro da capital Dili. Não era necessário viajar de barco para encontrar corais, peixes e criaturas inusitadas debaixo d'água.

Ramos-Horta, que é detentor do Prêmio Nobel da Paz de 1996, pretende usar a competição para mostrar o potencial da região para o mergulho e promover este tipo de turismo no Timor Leste. Outro objetivo do concurso é aumentar a conscientização sobre o meio ambiente e a biodiversidade do país.

"O Timor Leste foi abençoado com um dos mais ricos e inexplorados mares do mundo. Eu espero que esse evento chame atenção para nossa enorme biodiversidade marinha, nosso tremendo potencial para o mergulho e leve ao desenvolvimento do mergulho como uma indústria turística aqui no Timor Leste", disse Ramos-Horta.

"O aspecto mais importante é que essa iniciativa vai nos ajudar a proteger nossos preciosos mares, recifes e seus habitantes para as gerações futuras."
Os vencedores em seis categorias, incluindo menções honrosas escolhidas pelo presidente Ramos-Horta, receberam prêmios que somados chegam a US$ 30 mil, o equivalente a R$ 50 mil.


Allure of the Seas











Allure of the Seas já está nas mãos da Royal Caribbean

Chama-se Royal Caribbean Allure of the Seas, mas é mais conhecido como “o maior navio de cruzeiro do mundo”. Tem capacidade para 6200 passageiros, 254 metros de comprimento e 65 de altura e começou este fim-de-semana a cruzar os mares do globo O Allure of the Seas, gémeo do Oasis of the Seas, foi hoje entregue à Royal Caribbean International e parte amanhã de Turku, na Finlândia, onde foi construído, para os Estados Unidos.
O gigante do mar, de 225 mil toneladas e capacidade para 5.400 passageiros inicia uma viagem de 13 dias para Port Everglades em Fort Lauderdale na Florida, que será o seu porto base onde chega a 11 de Novembro.
O Allure of the Seas terá a bordo animação da DreamWorks, entretenimento como o musical da Broadway "Chicago: The Musical", espectáculos de patinagem no gelo, filmes 3D, entre muitas outras opções.
O navio tem 26 opções de escolha de refeição incluindo o primeiro café Starbucks a bordo, além do Samba Grill Brazilian Steakhouse, Rita's Cantina (mexicano), entre muitos outros.
Uma outra novidade será a loja da GUESS Accessory e a primeira galeria BRITTO a bordo.
A cerimónia de baptismo está marcada para dia 28 de Novembro e a sua temporada inaugural será composta por cruzeiros de sete noites nas Caraíbas Ocidentais.

Presstur

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A rota do Rum


A concorridíssima "Route du Rhum"

Alargada da mais célebre travessia atlântica em solitário - Route du Rhum - La Banque Postale - será dada hoje às 13.02 (12.02 em Lisboa) no porto francês de St. Malo, reunindo 87 veleiros divididos nas categorias multicascos e monocascos e tripulados por vários nomes sonantes do desporto à vela francês, como Michel Desjoyeaux, bicampeão da Vendée Globe (a regata de circum-navegação sem escalas e em solitário) e vencedor deste evento em 2002.

A rota de mais de 3500 milhas até Pointe-à-Pitre, na ilha caribenha de Guadalupe, é já um percurso clássico no calendário de alta competição oceânica, que se repete a cada quatro anos e atrai a fina flor dos skippers solitários internacionais, especialmente franceses - uma galeria que inclui celebridades como o lendário Eric Tabarly (desaparecido no mar em 1998) e a navegadora francesa Florence Arthaud, recordista de uma travessia solitária do atlântico em 1990, a bordo do trimarã Pierre 1er e primeira mulher a vencer La Route du Rhum em 1990.

Este ano, as estrelas são muitas mais. Na classe monocasco - subdividida em veleiros da Classe 40 pés e IMOCA 60 pés, a bordo dos quais se destacam Michel Desjoyeaux, Vincent Riou, Marc Guillemot, Armel Le Cléac'h e o veterano Kito De Pavant, que esteve em Cascais no iníco deste ano. A classe multicasco que engloba os multicascos Class Multi 50 e os gigantes da categoria Ultime, estes com skippers de topo como Franck Cammas, o actual recordista do Troféu Júlio Verne, com a marca de 42 dias, 7h., 44 m. e 52 s. de circum--navegação do planeta em Março de 2010.

 Um outro skipper francês também chama a atenção - Sydney Gavinet que se estreia na Route du Rhum depois de ter completado 20 travessias atlânticas, uma delas registando um recorde, quatro voltas ao mundo na regata Volvo Ocean Race, uma participação na Taça América e várias regatas no circuito de match racing.

por Nysse Arruda





ilhas Marshall



Uma barreira para proteger a costa


Arquipélago quer precaver-se com uma barreira de cinco quilómetros

Ameaçadas pela subida da água dos oceanos, as ilhas Marshall, um arquipélago com uma rede de atóis que se eleva apenas um metro acima do nível do mar, quer construir uma barreira para proteger a sua costa de inundações, que já causaram prejuízos milionários no passado.

"Queremos evitar a erosão e parar as cheias", resume Philip Müller, o embaixador do arquipélago do Pacífico na ONU. A ideia é construir uma muralha com cinco quilómetros de comprimento junto ao atol de Majuro e encher de terra as pequenas baías, para diminuir a intensidade das ondas durante as tempestades.

Os custos totais do projecto ainda não foram revelados, mas o arquipélago já pediu um adiantamento de 20 milhões de dólares (pouco mais de 14 milhões de euros) a fundos de doações internacionais para avançar com a obra. Até porque uma agência climática das Nações Unidas sedeada no Havai já alertou para o risco de inundações nos próximos dois meses, o que traz à memória as cheias de Dezembro de 2008.

"A nossa janela de oportunidade para aceder a estes fundos é muito curta", reconhece Philip Muller. "O dinheiro é só para arrancar com a construção da protecção, mas depois vamos precisar de fundos adicionais", alerta o embaixador das ilhas Marshall, critico da forma como o dinheiro prometido a nações vítimas das alterações climáticas está a ser distribuído. "Muito pouco é investido nos países que realmente precisam dele.

O arquipélago das ilhas Marshall é constituído por 29 atóis de corais e cinco ilhas. Apesar de ocupar 800 mil quilómetros quadrados no oceano Pacífico, só tem 116 quilómetros quadrados de área seca. Cerca de metade dos seus 55 mil habitantes vivem em Majuro, onde a esmagadora maioria das casas está a dez metros ou menos do mar.
As ilhas Marshall ficaram conhecidas nos anos 50 do século passado por terem servido de palco aos testes nucleares dos Estados Unidos da América, potência administrante do arquipélago até 1986






segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Avatar 2

"Avatar 2" vai ser    produzido
debaixo de àgua  
James Cameron tem uma grande obsessão pela vida aquática. Cameron . Cameron já gastou milhões de dollars viajando em submarinos, para perceber a melhor maneira de fotografar a vida submarina, o que se supõe que a realização do filme “Avatar 2” será debaixo de água.

Cameron revelou em entrevista alguns dos seus planos para o próximo “Avatar”, dizendo que para este novo filme queria criar um ambiente diferente. O local será o ambiente oceânico organicamente rico de Pandora. Há também uma possibilidade de existir uma nova raça de criaturas inteligentes.
O plano oceânico é relativo apenas para o segundo filme, o terceiro poderá abandonar definitivamente a Pandora

Alforrecas tomam conta do mar

Alforrecas tomam conta do mar

Animais gelatinosos aproveitam-se das alterações climáticas para se reproduzirem
Se parte importante da biodiversidade mundial é ameaçada pelas alterações climáticas, outra espécie parece estar a beneficiar das mudanças na natureza: as medusas, mais conhecidas em Portugal como alforrecas. Um estudo de investigadores ingleses e irlandeses demonstra que os gelatinosos animais aquáticos da família dos cnidários reproduzem-se com o aquecimento das águas dos mares, mas também tiram proveito do desaparecimento dos peixes que são vítimas da pesca intensiva.
Os investigadores recolheram de forma sistemática amostras no mar da Irlanda desde 1970 e detectaram um aumento de material de cnidários desde essa data, com especial impacto entre 1982 e 1991. Uma das causas apontadas pela equipa é desde logo o desaparecimento de alguns dos principais predadores, a que se associa o aquecimento das águas.
Segundo o instituto de meteorologia britânico, "os mares da região Nordeste do Atlântico têm aquecido nos últimos 15 anos a um nível sem precedentes nos últimos séculos". A isto somam-se indicadores que mostram que a pesca comercial praticada durante o século passado produziu alterações no mar da Irlanda.
"À sobreexploração de arenque no final da década de 1970, por exemplo, seguiu-se um período de instabilidade no ecossistema durante os anos 80, em que o crescimento de material de cnidários atingiu níveis elevados, o que indica um surto de alforrecas", explica a equipa científica.
Mudanças que levam a temer que no futuro os oceanos sejam dominados por medusas, ou aquilo a que em Portugal se chama alforrecas. Seres que, nas palavras de Christopher Lynam, co-autor do estudo, "se conseguem reproduzir rapidamente e adaptar a condições novas".

A concretizar-se o pior cenário podemos vir a ter aquilo que os cientistas intitulam de "passeio interminável de alforrecas", situação em que as criaturas se estabelecem de tal forma "que torna quase impossível a reposição das comunidades de peixe que são pescadas".
Cenário que já foi visto parcialmente no mar do Norte ou no mar Negro, onde as colónias de peixes desceram consideravelmente e levaram a uma abundância de alforrecas. Nestes casos, foram introduzidas rapidamente medidas de limitação de pesca que permitiram a recuperação das espécies. Noutros casos, as próprias alforrecas mataram colónias de peixes, como aconteceu numa cultura de salmões no mar da Irlanda.
Mas para Christopher Lynam, ainda não há dados suficientes que confirmem este cenário, até porque "temos um grande conjunto de ligações entre causas que tem de ser feito, pelo que ainda só temos uma imagem vaga neste momento".
Mas, ainda assim, com os dados que os investigadores já analisaram, " a temperatura da água é a variável mais importante, que parece de facto estar a beneficiar as alforrecas".

       por  Pedro Vilela Marques