sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Recifes de Coral sob ameaça de extinção

25% dos recifes de coral sob ameaça de extinção
Relatório da OMM adverte para a necessidade de protecção destes sistemas

Recifes de coral albergam 25 por cento das espécies marinhas
Os recifes de coral, considerados as “florestas tropicais” dos oceanos, estão a enfrentar ameaças sem precedentes devido às mudanças climáticas, incluindo os danos causados pelos ciclones tropicais, cada vez mais graves, e a acidificação dos oceanos.

Estes factores são responsáveis pela perda de 20 por cento da área original de recifes, sendo que 25 por cento dos sistemas ainda existentes estão sob ameaça durante os próximos 100 anos.

Estes dados da Organização Mundial de Meteorologia (OMM) foram divulgados no relatório “Clima, Carbono e Recifes de Coral”, que alerta ainda para a necessidade da coordenação de acções internacionais para garantir a sobrevivência dos corais a longo prazo, o que implica “empenho e investimento financeiro”.
Os recifes de coral tropicais, que cobrem 0,2 por cento dos oceanos e contêm 25 por cento das espécies marinhas, têm enfrentado nas últimas duas décadas uma ameaça global crescente: o aumento da concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.


"As emissões elevadas de CO2 levam ao aprisionamento de calor na atmosfera, o que causa o aquecimento do oceano e o consequente branqueamento de corais, provocando a sua mortalidade em massa”, explica o relatório, acrescentando que “os altos níveis de CO2 provocam a acidificação dos oceanos, o que reduz a capacidade dos recifes de coral para crescerem e manterem sua estrutura e função”.

O relatório adverte também para a necessidade de se realizarem novas investigações sobre os impactos das mudanças climáticas nos recifes de coral, a fim de dotar os organismos responsáveis pela protecção destes sistemas de novos métodos para precaver a sua extinção.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Parque Nacional de Cancun - México

 Parque Nacional de Cancun terá o  
 maior museu subaquático do mundo


A primeira fase do projeto está pronta e logo os visitantes terão a chance de mergulhar cara a cara com as obras

O parque nacional marinho de Cancun está com o projeto de montar o maior museu subaquático do mundo. O projeto consiste em fixar no fundo das águas do parque, centenas de esculturas humanas em tamanho real. As esculturas são feitas de betão, um material resistente com PH neutro, para manter preservada a vida marinha local.

Segundo o diretor do parque, Jaime Gonzáles, o objetivo do museu é desviar a atenção dos milhares de turistas que passam pelo parque diariamente e resolvem mergulhar próximos aos corais. Essa prática, aliada a onda de furacões, está contribuindo para a morte dos recifes da região. “Manter um número menor de visitas aos corais pode ser uma forma de salvá-los”, diz Gonzáles.

Três esculturas descansam no fundo do futuro museu desde o fim de novembro, são elas: The archive of lost dreams (O arquivo dos sonhos perdidos), Man on fire (Homen no fogo) e The gardner of hope (O jardineiro da esperança). O artista e encarregado do projeto, Jason Taylor, acredita que em duas semanas as esculturas já estejam cobertas de algas verdes


A idéia de museu aquático não é tão nova, existe por exemplo um museu chinês inaugurado em maio deste ano, o Baiheliang. E ainda um projeto apoiado pela Unesco, de um museu subaquático no Egipto, que acolherá tesouros pertencentes à rainha Cleópatra.







Oceanos realidade ou utopia

O oceano é palco de todas as excentricidades. Conheça alguns dos projectos mais invulgares. Entre a utopia e a realidade. 

 Cidades sobre a Água

Com as cidades cada vez mais sobrepovoadas e poluídas, muitos acreditam que o futuro da habitação está no oceano. Por isso, nos últimos tempos têm-se multiplicado os projectos que prometem uma vida no alto mar. Um dos mais excêntricos é o Freedom Ship (em português, navio da liberdade), uma cidade flutuante com uma milha de comprimento, auto-suficiente energeticamente e com todas as valências necessárias, de condomínios residenciais a escolas, casinos ou centros comerciais. Com 26 andares, o navio teria capacidade para 40 mil residentes permanentes. Apesar de ainda não ter sido construído, um quinto das residências a bordo já foram vendidas. Previsto para 2013, está outro projecto que promete abrir bocas de espanto: o Utopia, um luxuoso navio residencial que terá 200 apartamentos e mansões privadas, com áreas entre os 400 e os 2000 m2, bem como casinos, spa, teatro, discotecas e muito mais. Cada habitação custará entre três e 18 milhões de euros 



                                        Ilhas flutuantes

Para os milionários do futuro, viver numa cidade sobre a água poderá não ser suficiente. A pensar nos bolsos mais recheados, muitos empreendedores têm projectado ilhas flutuantes que prometem fazer as delícias dos mais excêntricos. As propostas vão desde soluções tão díspares como a Wally Island, com distintos cenários facilmente intermutáveis num iate de luxo, até à The Mermaid (a Sereia), uma estrutura flutuante concebida como uma nova abordagem ao eco-turismo - terá um dolfinário, welness center, casas de férias e um hotel

                        Um país artificial no meio do mar

Primeiro as casas, depois as cidades, um dia todo um país. A excentricidade no aproveitamento do potencial do imenso lençol de água que compõe o planeta não tem limites. Para o matemático Patri Friedman, neto de Milton Friedman, Prémio Nobel da Economia e uma das mentes mais brilhantes do século XX, a resposta para a refundação da sociedade está no mar. Conhecido pelo seu pensamento anarquista, Friedman defende a criação de estados flutuantes no meio do oceano, onde cada comunidade definiria o seu modelo económico ideal. Segundo as suas previsões, o projecto, ainda sem local definido, poderia estar pronto em 2015 para receber 50 pessoas. 
                      Um arranha-céus debaixo de água

Idealizado pela companhia australiana Zigloo, o The Gear é um projecto conceptual de um arranha-céus subaquático pensado para atingir um profundidade de 400 metros e oferecer confortáveis espaços residenciais, profissionais e recreativos, incluindo lojas, restaurantes e jardins. O seu design único foi pensado para permitir aos utentes observar as profundezas do mar sem perturbar o ecossistema local e para tirar o melhor partido possível da energia das ondas, do vento e do sol, possibilitando ao edifício ser energeticamente auto-sustentável. 

                             Dormir com os peixinhos

Se dormir a olhar para as criaturas marinhas é um dos seus sonhos, então este é o hotel para si. Situado nas Ilhas Fiji, numa lagoa de águas cristalinas, o Poseidon Underseas Resort será o primeiro resort subaquático do mundo. Por algo mais de 10 mil euros, os visitantes poderão passar uma semana nesta excêntrica unidade hoteleira, incluindo dois dias numa das 24 suites e um apartamento de luxo situados a 12 metros de profundidade e equipados com todas as comodidades de um hotel de topo, e quatro dias num dos bungalows localizados na praia ou sobre a água. O empreendimento tem abertura prometida para este ano, mas permanece envolto em grande mistério. A sua localização exacta é ainda desconhecida
                                    O iate-submarino

A pensar nos turistas que não abdicarão do luxo na hora de explorar o fundo dos oceanos,  o designer Jonathan Owen Pearsan concebeu este parte submarino, parte iate de luxo inspirado na forma de uma baleia. Com 44 metros, o Luxury Submarine permitirá observar em conforto os recifes de corais, as espécies marinhas e todo o esplendor que o mar tem para oferecer.



Nelson Marques /expresso

Enquanto nao chegam estas maravilhas . podem sempre marcar
um cruzeiro no Maior Navio de passageiros do Mundo


O Freedom of the Seas foi construído no dique seco Aker Yards em Turku, na Finlândia, que também está construindo outros navios da Classe Freedom. Após sua conclusão, ele se tornou o maior navio de passageiros já construído, tendo a honra de RMS Cunard Queen Mary 2.

Freedom of the Seas é de 2,4 metros (7 pés 10) mais estreito do que QM2 na linha de água, 6 metros (20 pés) mais curta, tem 1,5 metros (4 pés 11) menos de projecto, é de 8,3 metros (27 pés) de altura e menos 10 milhas por hora (16 km / h) mais lento. A liberdade, porém, é o maior navio em termos de arqueação bruta. Embora a sua arqueação bruta foi estimada entre 154.000 GT a 160.000 GT, a sua classificação oficial pela Det Norske Veritas, uma sociedade de classificação marinha norueguesa, é 154.407 GT, em comparação com 148.528 do GT QM2. Freedom of the Seas teve a maior tonelagem bruta de um navio de passageiros ainda não construídas, até ao final de 2009, do Oasis MS dos mar

Class and type:      Det Norske Veritas:
1A1 Passenger      Ship RP F-M LCS-DC BIS
Tonnage:              (GT) of 154,407 tons
Length:                1,111.9 ft (338.91 m)
Beam:                 126.64 ft (38.60 m) waterline 184 ft (56.08 m)
Height:                209 ft (63.7 m or 15 decks high)
Draught:              28 ft (8.53 m)
Decks:                18 total decks, 15 passenger decks
Installed power:   Six Wärtsilä 46 V12 diesels each rated at 12.6 MW (~17,000hp) driving electric generators at 514 rpm.
Propulsion:         Three ABB Azipod podded electric propulsion units
Speed:                21.6-knot (40 km/h; 25 mph)
Capacity:            3,634 passengers[3]
Crew:                  1,360 crew

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O ciclo da Água interminável fonte de vida

A Evolução Dos Oceanos: O Ciclo da Água

Alimentado pelo Sol, que liberta 97 triliões de Kw por segundo na superfície da Terra, iniciou-se o ciclo da água com a sua constante transformação entre o estado líquido, gasoso e sólido. Nesta dança interminável, uma gota de água passa em média, 9 dias consecutivos numa nuvem, 2 horas nos rios e 5 mil anos no oceano.

O ciclo da água (conhecido cientificamente como o ciclo hidrológico) refere-se à troca contínua de água na hidrosfera, entre a atmosfera, a água do solo, águas superficiais, subterrâneas e das plantas.
A água se move perpetuamente através de cada uma destas regiões no ciclo da água constituindo os seguintes processos de transferência:
    * Evaporação dos oceanos e outros corpos d'água no ar e transpiração das plantas terrestres e animais para o ar.
    * Precipitação, pela condensação do vapor de água do ar e caindo para a terra ou no mar.
    * Escoamento da terra geralmente atingem o mar.
A maior parte do vapor de água sobre os oceanos retorna aos oceanos, mas os ventos transportam o vapor de água para a terra com a mesma taxa de escoamento para o mar, a cerca de 36 Tt por ano. Sobre a terra, evaporação e transpiração contribuem com outros 71 Tt de água por ano. A chuva, com uma taxa de 107 Tt por ano sobre a terra, tem várias formas: mais comumente chuva, neve e granizo, com alguma contribuição em nevoeiros e orvalho. A água condensada no ar também podem refratar a luz solar para produzir um arco-íris.

O escoamento das águas, muitas vezes recolhe mais de bacias hidrográficas que correm para os rios. Um modelo matemático utilizado para simular o fluxo do rio ou córrego e calcular os parâmetros de qualidade da água é o modelo de transporte hidrológico. Parte da água é desviada na irrigação e para a agricultura. Rios e mares são importantes para viagens e para o comércio. Através da erosão, o escoamento molda o ambiente criando vales e deltas fluviais que fornecem um solo rico para o estabelecimento de centros de população. Uma inundação ocorre quando uma área de terra, geralmente de baixa altitude, é coberta com água. É quando um rio transborda dos seus bancos ou por uma inundação do mar. A seca é um período de meses ou anos, quando uma região regista uma deficiência no seu abastecimento de água. Isto ocorre quando uma região recebe, sistematicamente, níveis abaixo da precipitação média.

A água é a única substância que existe, em circunstâncias normais, em todos os três estados da matéria (sólido, líquido e gasoso) na Natureza. A coexistência destes três estados implica que existam transferências contínuas de água de um estado para outro; esta sequência fechada de fenômenos pelos quais a água passa do globo terrestre para a atmosfera é designado por ciclo hidrológico.
A água da evapotranspiração (nome cientifico dado ao vapor de água obtido da transpiração e da evaporação) atinge um certo nível da atmosfera em que ele se condensa, formando as nuvens. Nas nuvens, o vapor de água condensa-se formando gotículas, que permanecem em suspensão na atmosfera. Estas gotículas, sob certas condições, agregam-se formando gotas maiores que precipitam-se, ou seja, chove. A chuva pode seguir dois caminhos, ela pode infiltrar-se e formar um aquífero ou um lençol freático ou pode simplesmente escoar superficialmente até chegar a um rio, lago ou oceano, onde o ciclo continua.

Da superfície para a atmosfera
O ciclo da água inicia-se com a energia solar que incide na Terra. A transferência da água da superfície terrestre para a atmosfera, passando do estado líquido ao estado gasoso, processa-se através da evaporação direta, por transpiração das plantas e dos animais e por sublimação (passagem direta da água da fase sólida para a de vapor). A vegetação tem um papel importante neste ciclo, pois uma parte da água que cai é absorvida pelas raízes e acaba por voltar à atmosfera pela transpiração ou pela simples e direta evaporação. Durante esta alteração do seu estado físico absorve calor, armazenando energia solar na molécula de vapor de água à medida que sobe à atmosfera.
Dado a influência da energia solar no processo de evaporação, a água evapora-se em particular durante os períodos mais quentes do dia e em particular nas zonas mais quentes da Terra.
A evaporação é elevada nos oceanos que estão sob a influência das altas subtropicais. Nos oceanos equatoriais, onde a precipitação é abundante, a evaporação é menos intensa. Nos continentes, os locais onde a precipitação é mais elevada existem florestas e onde a precipitação é mais baixa, existem desertos.
Em terra, em algumas partes dos continentes, a precipitação é maior que a evaporação e em outras regiões ocorre o contrário, contudo predomina a precipitação, sendo que os oceanos cobrem o terreno evaporando mais água que recebem pela precipitação.

Da atmosfera de volta à superfície
O vapor de água é transportado pela circulação atmosférica e condensa-se após percursos muito variáveis, que podem ultrapassar 1000 km. Poderá regressar à superfície terrestre numa das formas de precipitação (por exemplo, chuva, granizo ou neve), como voltar à atmosfera mesmo antes de alcançar a superfície terrestre (através de chuva miúda quente). Em situações menos vulgares, poderá ainda transformar-se em neve e cair em cima de uma montanha e permanecer lá 1000 anos. Toda esta movimentação é influenciada pelo movimento de rotação da Terra e das correntes atmosféricas.

A água que atinge o solo tem diferentes destinos. Parte é devolvida à atmosfera através da evaporação, parte infiltra-se no interior do solo, alimentando os lençóis freáticos. O restante, escorre sobre a superfície em direcção às áreas de altitudes mais baixas, alimentando diretamente os lagos, riachos, rios, mares e oceanos. A infiltração é assim importante, para regular a vazão dos rios, distribuindo-a ao longo de todo o ano, evitando, assim, os fluxos repentinos, que provocam inundações. Caindo sobre uma superfície coberta com vegetação, parte da chuva fica retida nas folhas A água interceptada evapora, voltando à atmosfera na forma de vapor.

O ciclo hidrológico atua como um agente modelador da crosta terrestre devido à erosão e ao transporte e deposição de sedimentos por via hidráulica, condicionando a cobertura vegetal e, de modo mais genérico, toda a vida na terra.
O ciclo hidrológico é, pois, um dos pilares fundamentais do ambiente, assemelhando-se, no seu funcionamento, a um sistema de destilação global. O aquecimento das regiões tropicais devido à radiação solar provoca a evaporação contínua da água dos oceanos, que é transportada sob a forma de vapor pela circulação geral da atmosfera, para outras regiões. Durante a transferência, parte do vapor de água condensa-se devido ao arrefecimento formando nuvens que originam a precipitação. O retorno às regiões de origem resulta da acção conjunta da infiltração e escoamento superficial e subterrâneo proveniente dos rios e das correntes marítimas.

Processos
    * Precipitação consiste no vapor de água condensado que cai sobre a superfície terrestre. (Chuva)
    * Infiltração consiste no fluxo de água da superfície que se infiltra no solo.
    * Escoamento superficial é o movimento das águas na superfície terrestre, nomeadamente do solo para os mares.
    * Evaporação é a transformação da água no seu estado líquido para o estado gasoso à medida que se desloca da superfície para a atmosfera.
    * Transpiração é a forma como a água existente nos organismos passa para a atmosfera.
    * Evapotranspiração é o processo conjunto pelo qual a água que cai é absorvida pelas plantas, voltando à atmosfera através da transpiração ou evaporação directa (quando não absorvida).
    * Condensação é a transformação do vapor de água em água líquida, com a criação de nuvens e nevoeiro.

Composição química
A água pura (H2O) é um líquido cujas moléculas são formadas por dois átomos de hidrogénio e um de oxigénio. Quando na atmosfera, pode reagir com determinados gases - como dióxido de enxofre (SO2), óxidos de nitrogênio (NO, NO2, N2O5) e dióxido de carbono (CO2) - ocasionando chuvas ácidas.

Curiosidades
    * O volume total da água na Terra mantém-se constante, variando ao longo do tempo a sua distribuição por fases.
    * Se fôssemos dividir a água do planeta - incluindo a congelada, salgada e potável - daria 7 piscinas olímpicas para cada pessoa da Terra por toda a vida, mas se dividirmos só a potável daria somente 2 litros para cada habitante do planeta por toda a vida.
    * Os oceanos constituem cerca de 96,4% de toda a água do planeta. Dos 3,6% restantes, aproximadamente 2,25% estão localizados nas calotas polares e nas geleiras, enquanto apenas 0,75% é encontrado na forma de água subterrânea, em lagos, rios e também na atmosfera, como vapor d'água.
    * 84% da água que evapora para a atmosfera tem origem nos oceanos, enquanto que apenas 16% são oriundos dos continentes.
    * A água que usamos para beber - que está nos rios, lagos e águas subterrâneas - é menos de 0,01% da água existente no planeta.
    * A quantidade total de vapor de água na atmosfera é equivalente a cerca de uma semana de precipitação em todo o globo.
    * Num ano, a atmosfera produz uma quantidade de precipitação na Terra 32 vezes maior em volume do que a sua capacidade total de armazenamento de água. Em média, cada molécula de água evaporada fica aproximadamente 10 dias em suspensão na atmosfera antes de voltar a cair no solo.
    * De acordo com a Organização das Nações Unidas, no último meio século, a disponibilidade de água por ser humano diminuiu 60%, enquanto que a população aumentou 50%.
    * Devido às forças tectônicas, que agem no sentido de criar montanhas, a Terra não é hoje um planeta uniformemente coberto por uma camada de 3 km de água salgada.
    * A água é o mais importante dos constituintes dos organismos vivos, pois cerca de 50 a 90 % da biomassa é constituída por água. O seu papel nas funções biológicas é extremamente importante e diversificado, sendo necessária, por exemplo, para o transporte de nutrientes e dos produtos da respiração celular e para a decomposição da matéria orgânica, que libera a energia necessária para o metabolismo.
    * A chuva é um purificador atmosférico.
    * A água da chuva é carregada de bactérias.



                     Um hino aos elementos e aos sentidos

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Expedição vai explorar Pacífico

Oceanografia

Expedição vai explorar Pacífico

Veleiro francês entrou no segundo ano de exploração e fez primeira escala no continente americano

Um ano depois de ter saído de Lisboa, a primeira paragem na sua expedição de três anos, o veleiro Tara chega a outra cidade onde se fala português, o Rio de Janeiro, de onde partirá para explorar o oceano Pacífico.
No segundo ano da sua viagem à voltado mundo, os cientistas a bordo do veleiro francês vão estudar o impacto da actividade humana no plâncton - a flora e fauna microscópicas que produzem tanto oxigénio como todas as florestas do mundo. Desde que saiu da capital portuguesa, em Setembro de 2009, a equipa de biólogos, físicos e oceanógrafos já passou por perigos tão grandes como aqueles que enfrentaram as expedições científicas inglesas do século XIX que inspiraram esta viagem.
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A tripulação do Tara já fugiu de piratas, enfrentou tempestades complicadas e quase colidiu com um petroleiro. Experiências que os cientistas vão partilhando na sua página na Internet (oceans.taraexpeditions.org).



Mas a experiência do último ano vai ser importante para os próximos meses em que vão atravessar águas mais turbulentas. "As mesmas equipas de cientistas vão continuar no segundo ano e já se sentem em casa", explica o capitão Hervé Bourmaud, que passou mais tempo no Tara que qualquer outra pessoa no último ano, no diário de bordo online.

No Rio de Janeiro, foram recebidos pelo fotógrafo Sebastião Salgado, que fez uma expedição à Antárctida a bordo do Tara, em 2005. "O Tara não é apenas um barco mas um símbolo do ambiente e da investigação científica. Estou orgulhoso de fazer parte da família do Tara", afirmou o brasileiro.



A equipa inclui dezenas de cientistas de diferentes nacionalidades. Mas a bordo estão geralmente apenas 14 pessoas - incluindo o capitão, quatro marinheiros e cinco cientistas. Ao longo dos três anos que têm para percorrer 150 mil quilómetros, com 60 escalas, equipa e cientistas revezam-se. A estada média, para os cientistas, é de um mês, e para a restante equipa, de três. Todos os dias têm oito horas para recolher amostras

       PATRÍCIA JESUS



   Link  http://oceans.taraexpeditions.org/

domingo, 24 de outubro de 2010

Bulldozer dos Mares - Quebra-gelo

Quando se fala em navio quebra-gelo, logo vem a mente, a proa bulbosa, ou um casco reforçado, e um tipo de navio que faz apenas abrir caminho para outros navios não totalmente apropriados à navegação em mares congelados, porem não é bem assim, existem outras finalidades além desta citada e além do mais, o tipo de casco de um puro quebra-gelo, não possui  uma proa bulbosa, e sim um tipo peculiar de proa, chamada em ingles de “spoon-shaped bow”, o que seria proa em forma de colher.
Há varios tipos de navios quebra-gelo, pois existem diversos tipos, pois cada um com sua própria especialidade de operação, bem esta série de matérias apenas selecionou navios mercantes, embora existam navios militares com esta finalidade também.

USCGC Healy (WAGB-20)  Norte Americano

 USCGC Healy (WAGB-20) é um quebra-gelo de investigação postos em comissão em 1999 pela Guarda Costeira dos EUA. Ela foi construída por Avondale Indústrias em Nova Orleans, Louisiana, e nomeado em honra do Capitão "Hell Roaring" Michael A. Healy USRCS Sua quilha foi colocada em 16 de setembro de 1996. Um lançamento espetacular seguido em 15 de novembro de 1997.
 Entregue à Guarda Costeira dos EUA e colocou "Na Comissão Especial" em 10 de novembro de 1999, se juntou ao quebra-gelo Healy Polar Star (WAGB-10) e Polar Mar (WAGB-11) em sua base portuária de Seattle, Washington. O navio partiu de Nova Orleans em 26 de janeiro de 2000, realizando testes de mar ao largo de San Juan, Porto Rico e no Mar de Baffin entre o Canadá ea Groenlândia. Ele chegou em Seattle em 09 de agosto de 2000 depois de transitar a famosa Passagem do Noroeste e foi colocada "na Comissão, o Active" no 21 de agosto de 2000.


Projetado para realizar uma vasta gama de actividades de investigação, Healy fornece mais de 4.200 pés quadrados (390 m2) do espaço do laboratório científico, inúmeros sistemas de sensores eletrônicos, guinchos oceanográficos, e acomodações para até 50 cientistas. Healy também é projetado para quebrar 4,5 metros de gelo continuamente em três nós e pode operar em temperaturas tão baixas como -50 ° F (-45 ° C). A comunidade científica um contributo extremamente valioso no laboratório de lay-outs e capacidades da ciência durante o projeto e construção do navio.
Como uma lancha da Guarda Costeira, Healy também é uma plataforma capaz de apoiar outras missões em potencial nas regiões polares, incluindo logística, busca e salvamento, escolta de navios, da protecção ambiental e aplicação de leis e tratados.



 Quebra-gelos movidos à propulção nuclear

Os quebra-gelos movidos a energia nuclear serviram como um símbolo do poder tecnológico soviético ao longo de várias décadas. Hoje esta frota é utilizada para ajudar a navegação de navios nos mares do norte da Sibéria – e como navios de cruzeiro para a elite do turismo, e afretados para companhias de petróleo para rebocar ou abrir caminho para expedições e projetos da indústria do petróleo no Ártico e Sibéria, o sem dúvidas que ajuda a pagar as contas operacionais destes caros navios.

Todos os 10 navios quebra-gelo russos de propulsão nuclear, são mercantes e foram construídos na própria Russia. Nove destes são puramente quebra-gelo, com acomodações para passageiros porem um é um navio conteineiro, com proa quebra-gelo.
Este navio da um capitulo à parte, pois atualmente é o mais novo e maior navio quebra gelos do mundo, tanto em porte quanto em potencia. O 50 Anos de Vitória, é o ultimo navio da classe Arktika.

A tripulação operacional de um navio destes é normalmente composta por 138 membros, movido por 2 reatores nucleares modelo OK-900A, desenvolvendo 171 megawatt cada, e ainda com 2 helicópteros   Ka-32 a bordo. Este navio entra finalmente em serviço em 2 Abril de  2007.

Comprimento: 159 m
Boca: 30 m
Calado: 11.08 m.
Height (keel to masthead): approximately 55 m
Deslocamento:  25.000 tons
Velocidade Max:  22 knots
Velocidade de Cruzeiro: entre 18 à 20 knots
Tripulação: 138 à 200 tripulantes
Passageiros: mais de 100
Reatores: 2 OK-900A, 171 megawatt cada.
Propulsão: 3 hélices,  totalizando um total de 75,000 hp
Capacidade de  rompimento de gelo :  entre 2 à 2.8 metros de calota de gelo.
Autonomia: 7.5 meses no mar, 4 anos entre reabastecimentos.

A classe Arktika -  Todos os quebra gelo desta classe, possuem casco duplo e fundo duplo, o casco externo possui 48 mm de espessura de chapa na proa, e  25 mm em outras partes do casco que não exigem tanto esforço.
  Ele pode lastrar os compartimentos entre os cascos ( casco duplo ), para facilitar a operação de quebrar o gelo, quando assim for necessário.  Estes navios também possuem um sistema de pressurização pneumático, que  impulsionam jatos d’ água com 24 m³/s,  à 9 m abaixo da linha d’água, com o fim de facilitar o rompimento de camadas de gelo.
 Notadamente o 50 Anos de Vitória, tem o casco pintado com uma tinta à base de polímero, que tem por fim reduzir a fricção na água. Os navios da classe Arktika, podem quebrar gelo tanto navegando para vante, quanto para à ré, e seu sistema de troca de calor dos reatores é o direto, ou seja o navio só pode navegar em águas geladas, sendo restrito para operar em águas tropicais, por isso ele nunca ha de operar na Antártica.

Estes navios oferecem todo o conforto necessário para passar meses a fio nas águas congeladas, e por isso são considerados alem de tudo atrações turísticas impar. Em especial o 50 Anos de Vitória, oferece aos tripulantes e passageiros, instalações para práticas atléticas, como uma enorme academia, e quadra de esportes, piscina aquecida, biblioteca multi lingue, um grande restaurante internacional,  massagens e ainda um music salon para festas.




Yamal é um dos "Arctic" família de quebra-gelos russo, o quebra-gelos mais potente do mundo. Esses navios de cruzeiro deve em água fria para resfriar seus reatores, de modo que não pode passar através dos trópicos para empreender viagens no hemisfério sul.

Yamal traz um helicóptero e vários barcos Zodiac. Rádio e sistemas de comunicações via satélite são instalados, o que pode fornecer navegação, telefone, fax, e serviços de e-mail. As comodidades incluem uma grande sala de jantar (capaz de realizar todos os 100 passageiros de uma só vez), uma biblioteca, sala de passageiros, auditório, quadra de vôlei, ginásio, piscina interior aquecida, sauna, e uma enfermaria. Ela está equipada com 50 cabines de passageiros e suites, todos com banheiros, janelas exteriores, uma televisão e uma secretária.




 NS TAIMYR



A frota de Quebragelo ancorada no port de Helsinkia na Filandia , com a ultima geração deste tipo de Navios

Tejo - um Mar de Energia

opinião

ESTUÁRIO DO TEJO: UM MAR DE ENERGIA
Por Manuel Fernandes

Barreiro
Mas os nossos antepassados souberam ainda aproveitar a Energia das Marés usando os recantos e caldeiras da Margem Sul do Tejo e da Margem Direita do Coina para construir um significativo número de Moinhos Hidráulicos dos quais ainda restam substantivas presenças.
Desde Alcochete ao Seixal dezenas de Moinhos de Maré, usados essencialmente para moagem de cereais, foram sendo construídos desde o século XV, tendo operado até meados do século XX.

Os nossos antepassados souberam explorar criteriosamente o Estuário do Tejo e aproveitar a generosidade desta grande Baía Mater como fonte de Energia. Para além de servir de ganha-pão aos que nos seus areais, nos seus esteiros e mouchões procuravam o peixe e os moluscos, este Estuário serviu ainda para transporte de mercadorias entre localidades ribeirinhas e para banhos de residentes e visitantes.

Mas os nossos antepassados souberam ainda aproveitar a Energia das Marés usando os recantos e caldeiras da Margem Sul do Tejo e da Margem Direita do Coina para construir um significativo número de Moinhos Hidráulicos dos quais ainda restam substantivas presenças.

Desde Alcochete ao Seixal dezenas de Moinhos de Maré, usados essencialmente para moagem de cereais, foram sendo construídos desde o século XV, tendo operado até meados do século XX.
Só no Concelho do Barreiro foram recenseados 13 unidades, muitos delas em ruínas sendo que algumas são facilmente recuperáveis pois ainda lá estão os edifícios e as caldeiras.

E as perguntas que tomo a liberdade de trazer a esta conferência são:

• Estaremos condenados a ver desaparecer este Património que teve um papel tão importante na nossa matriz identitária e na sobrevivência das gerações que nos precederam?
• Será que a responsabilidade Social e Ambiental das Empresas concessionárias da produção, distribuição e venda de energia em Portugal não justifica o seu envolvimento na recuperação e aproveitamento deste património para a instalação de turbinas electrogeradoras ou mesmo mini-hídricas?

Admito que o aproveitamento deste património responderia a uma razoável percentagem das necessidades de energia do Arco Ribeirinho. Energia Limpa e Renovável

Cutty Sark

Este fabuloso navio está bem na sua reforma. Ele ainda está orgulhoso como uma atração turística popular, em Greenwich, Londres.

Esse destino é muito melhor do que seus antecessores e contemporâneos. Ela está em segundo lugar no coração dos marinheiros britânicos, somente depois de Nelson HMS Victory. O local eo número de navios de visitantes facilmente ultrapassado 15 milhões de pessoas.

Seu propósito era o de carregar o chá da China. Durante seus anos empregados no comércio do chá, o Cutty Sark iria revelar-se excepcionalmente rápido
Navios Clipper - Descrição e História
O Cutty Sark é um veleiro. Estes são rápidas, navios de vela delgada desenvolvida nos EUA em meados de 1800. Um aparador tem um casco estreito que era mais profundo nas costas do que na frente. Tem muitos grandes velas montadas em mastros altos. O termo "Clipper" vinha do caminho dos navios "cortada" - fez o trabalho de curto - a milhas. Eles seriam usados tanto para o comércio e os passageiros. O arco-íris, projetado por John W. Griffiths e lançado em 1845, foi o primeiro veleiro verdade.

Arquitetura
O Cutty Sark foi um dos navios mais rápidos vela jamais construído. Ela mede 212 (64.5m) de comprimento e 36 '(11m) de largura. Ele tinha uma área vélica de 32.292 pés quadrados (3.000 metros quadrados). Poderia chegar a velocidades de até 19 milhas (31 km) por hora, ou 17 nós
Durante a guerra havia uma escassez de madeira. Sua desmastreamento em 1916 seus proprietários obrigados a re-equipamento-la como uma "barquentine" que levou menos de vela. Ela foi vendida para outro grupo de Português em 1920 e renomeada novamente asMaria do Amparo.

Comprada pelos ingleses e restaurada
O navio chegou nas docas de Londres Surrey para reparos. Aqui, ela foi reconhecida e comprado por um capitão inglês para mais de 3.700 libras esterlinas em 1922. Rebatizado uma última vez como Cutty Sark, foi restaurado e re-equipado para sua especificação original. Após a morte de proprietários em 1938, sua viúva deu o navio para o Thames Nautical Training College em Verdejante. Ela permaneceu lá até depois da Segunda Guerra Mundial.
A Família Real resgata o Cutty Sark
Na sequência das discussões de seu destino, ela foi rebocada para Greenwich para a festa da Grã-Bretanha em 1951. Depois disto, Duque de Edimburgo formaram o Cutty Sark sociedade. Ela foi transferida para uma doca especialmente construída seca em Greenwich, onde ela permanece até hoje. Rainha Elizabeth II abriu oficialmente a ela para o público em 1957.

Lançada para um Propósito
O Cutty Sark foi lançado em um, segunda-feira 22 de novembro de 1869. Foi construído por John Willis 'Jock'. Ele estava insatisfeito com seus navios atuais. Ele queria um navio que foi capaz de melhores padrões de desempenho. John Willis tinha o desejo de quebrar o recorde de velocidade na corrida anual, levando para casa o primeiro chá da nova estação da China.
Design de Cutty Sark
Hercules Linton projetou. Ele moldou a bolina do navio antes de Willis, o Tweed. Ele colocou isso na atributos navio meados de Firth of Forth barcos de pesca. O resultado foi uma nova forma de casco que era mais forte, levou mais de vela e poderia ser acionada mais difícil.
Infelizmente, é cedo para ser o dono da empresa levou o estilista a falência antes da sua conclusão. Denny & Brothers finalmente terminou.
A Crise de Suez
Destino bateu novamente como o francês abriu o Canal de Suez do ano, ela foi concluída. Sua primeira viagem foi para a China em um chá. Ela saiu de Londres nesta jornada, 16 fev 1870. Suas esperanças de glória parecem ter sido frustrado em seu nascimento, porque o Canal de Suez não estava disponível para cortar.
A nova tecnologia de navios a vapor dominava os mares
navios a vapor, foram capazes de usar Suez. Estas podem agora chegar ao Extremo Oriente através do Mediterrâneo. O Cutty Sark fretes caíram. O comércio do chá já não era rentável para a empresa que pertence a ela. Sua carga de chá última foi em 1877.
Vendido e renomeado
O destino sorriu quando o comércio da lã na Austrália começou em 1885. Ela estava a ser utilizado para sua plena capacidade novamente. Mas, em 1895, sua fortuna caiu de novo. Desta vez, porque ela não era mais rentável, foi vendida a um grupo Português. Eles renomeado sua Ferreira. Ela permaneceu na empresa por quase três décadas que se deslocam entre as colônias de Portugal.

O Whisky
A marca de whisky Cutty Sark não tem esse nome por acaso, foi assim batizado por conta do navio. Tanto que o Cutty Sark aparece no rótulo, e o fabricante passou a patrocinar a famosa regata Cutty Sark Tall Ship’s Race.
 Quem não conhece o navio, ao menos já o viu no rótulo dessa marca de whisky, que ganhou notoriedade em todo mundo.

A marca de whisky Cutty Sark surgiu em 1923, quando Francis Berry e Hugh Rudd, um de seus sócios na empresa Berry Bros. & Rudd, fundada em 1698, decidiram produzir um uísque “melhor do que qualquer um que se pudesse comprar no mercado”. Assim nasceu CUTTY SARK, um original estilo de uísque, produzido com os melhores maltes e uísques de grão da região escocesa de Speyside.
 Tradicionalmente, os uísques da época eram escuros, mas CUTTY SARK era revolucionário dado a sua cor naturalmente clara. Foi um artista escocês, James McBey, que sugeriu para o novo uísque o nome de “Cutty Sark”, em homenagema ao famoso veleiro de carga escocês

sábado, 23 de outubro de 2010

Viagem ao Ártico - fundo do Oceano

Pesca de Arrasto

    Pesca de Arrasto
Um tripulante do navio da Greenpeace "Esperanza" segura um caranguejo aranha gigante, morto acidentalmente devido à pesca de arrasto. A Greenpeace exige uma moratória das nações unidas contra a pesca de arrasto no mar alto.
Florestas ancestrais em perigo... mesmo nas profundezas do oceano. Os biólogos estimam que entre 500.000 e 5.000.000 espécies marinhas estejam ainda por descobrir. Mas muitas dessas espécies encontram-se em grave risco, devido à prática de pesca mais destrutiva do mundo – a pesca de arrasto – Esta é verdadeiramente a última natureza selvagem que resta por descobrir no planeta.
Montanhas submarinas
O leito profundo do mar tem montanhas, chamadas montanhas submarinas. Elas elevam-se a pelo menos 1.000 metros acima do leito do mar em torno. Surpreendentemente, a maior cordilheira da Terra encontra-se não em terra, mas sob o mar – o sistema da crista Média-Oceânica, que serpenteia em torno do globo, do Oceano Ártico ao Atlântico, é quatro vezes mais longo que os Andes, as Montanhas Rochosas e os Himalaias juntos!

As montanhas submarinas são áreas de uma riqueza única em biodiversidade.   Pense em florestas coloridas associadas a corais de águas frias, penas-do-mar, esponjas e gorgónias moles, aranhas-do-mar e crustáceos parecidos com lagostas. Muitas espécies que habitam nas florestas submarinas não se encontram em mais nenhum local, e acredita-se que algumas estão restritas a apenas uma ou duas montanhas submarinas!

Ameaça: Pesca de arrasto

Activistas do Greenpeace penduram um banner no "Playa de Menduina", como forma de protesto contra a destruição causada pela pesca de arrastão.
Infelizmente, a indústria de pesca comercial tomou conhecimento das ricas opções existentes nas águas profundas. A indústria estendeu as suas insustentáveis práticas de pesca às águas profundas e às montanhas submarinas anteriormente inexploradas, usando uma técnica chamada pesca de arrasto.

A pesca de arrasto consiste no arrastamento de gigantescas redes lastradas, ao longo do fundo do mar. Grandes placas metálicas e rodas de borracha presas a essas redes movem-se ao longo do fundo e esmagam praticamente tudo no seu caminho. Todas as provas demonstram que as formas de vida de águas profundas são muito lentas na recuperação de tais danos, demorando de dezenas a centenas de anos a conseguir fazê-lo – se é que o conseguem.

Se lhes for permitido que continuem, os arrastões de alto-mar vão destruir as espécies de águas profundas antes de sequer termos descoberto muitas das que aí existem. Podem imaginar o seu funcionamento como guiar uma gigantesca máquina de terraplanagem através de uma floresta inexplorada, luxuriante e amplamente habitada, que depois se torna num deserto plano e monótono. É como fazermos explodir Marte antes de lá chegarmos.

Ciência e investigação

Elefantes-marinhos ajudam a analisar as mudanças climáticas nos oceanos

Animais recebem equipamento com antena que coleta dados sobre situação da água

Cientistas estão equipando elefantes-marinhos e planadores de água com equipamentos para monitorar e descobrir os segredos dos oceanos e entender os impactos das mudanças climáticas.
Os oceanos ajudam a regular o clima no mundo porque absorvem calor e o desviam ao redor do mundo. Também são úteis na absorção de enormes quantidades de C02 (dióxido de carbono), agindo como um freio no ritmo dos efeitos das variações no clima.
Os especialistas dizem que precisam de uma rede de vigilância global, com o Oceano Antártico desempenhando um papel fundamental por ser o principal dissipador das emissões humanas de carbono.
A oceanógrafa Susan Wijffels, líder do grupo para a Gestão Integrada do Sistema de Observação Marinha da Austrália (IMOS, na sigla em inglês) comentou o desfio desse tipo de estudo.
- Para compreender o ritmo das alterações climáticas, precisamos entender esses processos oceânicos, como e o quão rápido é possível isolar o calor e o carbono.
Outro objetivo é analisar os ciclos naturais do oceano que afetam a temperatura na terra para melhorar as previsões de longo prazo sobre o uso da água nas cidades.
Fazem parte do IMOS membros de universidades australianas e instituições de pesquisas, bem como cientistas dos Estados Unidos, Ásia e Europa.
Aumentos recentes nos financiamentos para o grupo permitiram equipar cerca de cem elefantes-marinhos com um pequeno aparelho com antena que coleta dados nas profundezas em torno da Antártida. O acessório mede a temperatura da água, salinidade e pressão assim que os animais mergulham para se alimentar.
As medições terão um reforço com planadores de aproximadamente 2 m de comprimento. Eles ficarão ao redor da Austrália e atingem uma profundidade de até 1.500 m.
Os planadores têm asas e leme e ficam no mar por vários meses, podendo ser controlados remotamente.
Uma das principais preocupações é a área de gelo marinho ao redor da Antártida, onde já existem dispositivos de medição chamados de Argos. Esses equipamentos não funcionam facilmente porque precisam de superfícies regulares no mar para enviar os dados coletados aos satélites.
Argos são cilindros que sobem à superfície e "mergulham" a uma profundidade de até 2 km. Novos modelos estão sendo construídos para superar essa barreira.
Cientistas dizem que a Groenlândia tem gelo suficiente para elevar o nível dos mares em 7 m se tudo for derretido. Quantidades crescentes de dióxido de carbono também estão tornando os oceanos mais ácidos, afetando a habilidade de algumas criaturas do mar e há temores de aumento na acidez da água, o que pode limitar a capacidade do oceano de absorver carbono

O lugre  Santa Maria Manuela  está na Doca do Espanhol até ao próximo dia 26, aberto a visitas do público das 1000 às 1800!

Um Ano de Cativeiro

               Somália

Casal há um ano nas mãos de piratas

Rachel e Paul, britânicos, foram capturados no Índico a 23 de Outubro de 2009. Um calvário sem fim à vista.
O casal Chandler - dois reformados britânicos, capturados ao largo do arquipélago das Seicheles por piratas da Somália - permanece há um ano exacto em cativeiro. Uma penosa experiência que promete prolongar-se enquanto se regista um impasse nas negociações para a sua libertação.
Paul e Rachel Chandler foram raptados a 23 de Outubro de 2009, perto das costas da Seicheles, no oceano Índico, enquanto dormiam a bordo do seu veleiro Lynn Rival, de 11,6 metros de comprimento.
Na véspera, tinham deixado Mahé, a principal ilha do arquipélago, em direcção à Tanzânia, aonde tencionavam ancorar cerca de 12 dias mais tarde.
O chefe de um dos grupos de piratas da Somália, Abdi Yare, fez chegar nessa altura à AFP a sua reacção de surpresa: "Isto é que é ter sorte! Ninguém pensaria que duas pessoas ousassem navegar nesta altura no Índico a bordo de um veleiro."
Na verdade, os piratas somalis haviam multiplicado nas semanas anteriores os seus ataques ao largo das Seicheles, nomeadamente contra pesqueiros franceses e espanhóis, aproveitando o fim da monção, que propicia melhores condições de navegação na zona.
O casal Chandler tem vivido um cativeiro particularmente difícil, pontuado por ocasionais pedidos de socorro e raras entrevistas em que puderam revelar que são regularmente separados um do outro pelos seus captores.
De acordo com uma fonte próxima das negociações, Paul e Rachel Chandler foram de novo reunidos e encontram-se agora perto da localidade de Amara, no centro da Somália.
"Esta situação é terrivelmente vergonhosa para a nossa nação", referiu ontem o Governo somali num comunicado, anunciando igualmente a vontade de explorar outras pistas de negociações, nomeadamente junto dos líderes de clãs e notáveis locais.
No fim de Janeiro, os dois reféns pareciam muito fatigados, tanto do ponto de vista físico como emocional, aos olhos de um jornalista da AFP que pôde aproximar--se do local onde estão detidos
"Peço-vos que nos ajudem! Estas pessoas não nos tratam bem", implorou a senhora Chandler a um médico somali autorizado pelos piratas a examinar os reféns. "Já sou idosa, tenho 56 anos, e o meu marido tem 60. Devemos ficar juntos, até porque já não nos resta muito mais tempo", implorou ela também.
Desde 2006, o casal passava a maior parte do seu tempo a percorrer mares e oceanos a bordo do veleiro, com temporadas ocasionais no Reino Unido.
Cinco dias antes de terem zarpado das Seicheles, Rachel e Paul descreviam no seu blogue as paisagens paradisíacas que iam percorrendo, aproveitando também para divulgar diversas fotos.
Numa entrevista concedida no fim de Maio, os dois reformados britânicos suplicaram ao novo Governo do Reino Unido, liderado por David Cameron, para conseguir a sua libertação.
Um porta-voz do ministério britânico dos Negócios Estrangeiros aproveitou, no entanto, para reiterar a posição intransigente de Londres em matéria de reféns, nomeadamente a firme recusa de pagar qualquer resgate a piratas.
De acordo com várias fontes relacionadas com as negociações, à medida que o tempo tem passado os piratas vão baixando o preço exigido pela destituição dos reféns à liberdade. O preço actualmente fixado é de um milhão de dólares, que Londres acha inaceitável.


sexta-feira, 22 de outubro de 2010

sexta-feira, 22 de Outubro de 2010 | 09:55   
 
Holanda: Ferry de passageiros abalroado por cargueiro

Um ferry boat de passageiros foi abalroado por um cargueiro alemão, num canal perto de Amesterdão, Holanda, lançando várias pessoas da embarcação mais pequena à água, segundo a polícia holandesa.
«Neste momento, os serviços de emergência estão ainda a tentar resgatar as pessoas da água», após o acidente ocorrido perto da cidade de Nieuwer Ter Aa, a 10 quilómetros a sul de Amsterdão, O porta-voz da polícia Frans Zuiderhoek adiantou que, depois do embate, o barco ficou a flutuar mas com o casco virado para cima.
O capitão está desaparecido não se sabendo ao certo quantas pessoas se encontravam a bordo da balsa.
Diário Digital / Lusa